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Nova tecnologia de painel solar full screen capaz de gerar 11,5% mais de energia promete revolucionar a indústria

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 02/11/2022 às 11:40
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Módulo full-screen da DAH Solar reduz o risco de hot-spot. Foto: Reprodução

Empresa desenvolve nova tecnologia fotovoltaica: o painel solar Full Screen, capaz de ser 11,5% mais eficiente em relação aos painéis de energia solar convencionais.

Os fabricantes de painéis solares estão sempre à procura de novas tecnologias que possam expandir a eficiência de seus produtos para que, assim, ganhem destaque nesse enorme mercado de energia solar. Recentemente, a DAH Solar, empresa produtora de módulos fotovoltaicos, trouxe ao mercado o painel solar Full Screen, ou seja, um novo painel solar de Tela Cheia.

Entenda as vantagens por trás do novo painel solar Full Screen

Módulo Full Screen com maior capacidade de geração de energia

Com patente em mais de 20 países, a tecnologia é voltada para uso em projetos de telhados ou em sistemas fotovoltaicos integrados à arquitetura (BIPV). A nova tecnologia não possui moldura na parte da frente, sendo apenas um vidro inteiro, gerando um design mais refinado, além de possuir grandes vantagens técnicas.

Dentre os principais benefícios do novo painel solar Full Screen, está a capacidade de autolimpeza dos painéis, devido ao módulo não possuir uma moldura visível na parte da frente, reduzindo ainda mais o acúmulo de sujeira e o risco de pontos quentes, e ampliando a economia, já que evita os custos de manutenção com a limpeza.

Recentemente, a TÜV Nord publicou um relatório de testes de campo comparativo entre painéis solares de 460 W da DAH Solar, um módulo monofacial com a nova tecnologia e o outro half-cell com tecnologia mono-PERC, ambos com os mesmos tamanhos de 1910 x 1134 x 32 mm. Os resultados dos testes mostram que a geração de energia do painel solar full-screen em relação à do módulo half-cell mono-PERC convencional foi 11,5% maior.

Resultados dos testes feitos com os painéis solares full screen

A vantagem de ganho de produção de energia solar tem como característica a menor quantidade de sujeira que os painéis apresentam em relação aos módulos comuns, devido à sua estrutura não possuir moldura frontal, favorecendo a lavagem natural pela água da chuva.

A diferença que esses fatores geram, além da melhora da geração de eletricidade, é uma quantidade menor de pontos de calor por conta da redução do cinturão de sujeira, uma faixa de poeira que é normalmente acumulada próximo à moldura da parte inferior do painel convencional.

Durante os testes realizados em abril no distrito de Xixia, em Yinshuan, na China, foi possível notar a diferença da sujeira entre o novo painel solar Full Screen e o módulo comum. Os parâmetros utilizados nos testes foram o ângulo de instalação fixa dos módulos, exposição à luz solar e irradiação.

Desta forma, a nova tecnologia gerou 73,21 kWh de energia e teve uma geração acumulada de energia por watt de 161,17 kWh/kW, enquanto o módulo half-cell mono-PERC obteve os valores de 65,06 kWh e 144,5 kWh/kW. Assim, a comparação mostrou que o novo painel de energia solar pode gerar 11,5% a mais de energia em relação ao módulo half-cell mono-PERC. 

Descoberta de novas tecnologias no setor de energia solar se expande cada vez mais

A empresa alemã RWE anunciou que planeja realizar investimentos no desenvolvimento de painel solar flexível como se fosse um tapete que poderá ser instalado sobre as águas do mar e gerar energia dos raios solares.

A nova tecnologia será implantada no mar do norte do país e será voltada para ampliar a capacidade energética de empresas offshore. O tapete solar é resistente, embora seja leve e fino, podendo suportar até mesmo as ondas de água mais intensas.

De acordo com a empresa responsável, ele será capaz de produzir até 0,5 MWp. Em comunicado, a RWE afirma que o projeto será um dos pilotos da SolarDuck, empresa holandesa.

Valdemar Medeiros

Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escreve sobre Indústria Automotiva, Energias Renováveis e Ciência e Tecnologia

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