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Nesta quarta-feira, 27, foram entregues as ofertas para aquisição das unidades  à operação de venda das quatro sondas da Sete Brasil – Arpoador, Guarapari, Urca e Frade 

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 28/03/2019 às 01:00 Atualizado em 28/03/2019 às 19:47

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Sete Brasil
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Criada em 2010 para atender à demanda de sondas da Petrobras no pré-sal, a Sete Brasil firmou contratos de afretamento com a Petrobras para a construção de 28 sondas. A maioria dos equipamentos sequer começou a ser construída. A aprovação do plano de recuperação da empresa está condicionada à venda das unidades.

A operação de venda das quatro sondas da Sete Brasil inciou com muitas ressalvas e preços abaixo do valor mínimo de US$ 554 milhões.  A expectativa é que ao menos as norueguesas Seadrill e Borr Drilling que são consideradas favoritas, apresentem propostas. A Seadrill por ter um forte interesse de fortalecer a carteira de ativos no Brasil, que hoje se encontra restrita a apenas dois contratos: um com a Petrobras, que expira neste ano, outro com a Equinor  e  a Borr Drilling que ainda não possui contrato no Brasil e visa garantir seu ingresso no país.

Transcocean e Ensco também avaliaram a oportunidade de negócio. Outra possível candidata é a Odfjell que também não possui contrato no Brasil, empresa que, assim como a Seadrill, estava programada para participar do projeto original da Sete Brasil, como operadora de parte das unidades.

As brasileiras Ocyan, Diamond Offshore  e Petroserv , decidiram não disputar a compra das unidades, assim como a QGOG Constellation que há algumas semanas foi sondada pela Borr Drilling sobre eventual parceria voltada ao negócio, mas a empresa brasileira não se interessou, uma vez que, no momento, o grupo está focado em assegurar contratos para suas unidades próprias, mas que não há restrição quanto a eventual participação no futuro.

A abertura dos preços apresentados nesta quarta 27, será feita hoje, na sala de audiências da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde tramita o processo de recuperação judicial da Sete Brasil. No qual estarão presentes os credores da Sete Brasil

A Sete Brasil e o Alvarez & Marsal Advogados , escritório que assessora a empresa na venda das sondas, terão prazo de 15 dias para avaliar as propostas e divulgar o resultado. A oferta poderá ser quitada a prazo, desde que a última parcela seja paga antes da entrega da unidade. Caso as propostas recebidas venham abaixo do preço mínimo de US$ 554 milhões, conforme estipulado no edital, os credores terão que deliberar se aceitam ou não o valor ofertado.

A dívida da Sete Brasil soma cerca de US$ 5 bilhões, e a projeção é que apenas 10% desse valor seja quitado. A lista de credores do grupo envolve 22 empresas – 12 acionistas (BTG Pactual, Luce, EIG Global Energy Partners, Lakeshore, Previ, Petros, Funcef, Valia e FI-FGTS, Santander, Bradesco e Petrobras), cinco bancos credores e cinco estaleiros.

O valor mínimo estipulado no edital é destinado exclusivamente ao pagamento da Sete Brasil. Além do montante destinado à aquisição das unidades, há também os investimentos que terão que ser feitos para garantir a conclusão das obras das sondas. Estimativas do mercado projetam um preço total ao redor de US$ 1,25 bilhão, montante que contabilizará a parte da Sete Brasil.

A aquisição das unidades garante ao comprador um contrato com a Petrobras de dez anos, com taxa diária de US$ 299 mil, valor bem acima dos valores contratuais praticados no momento. A operação envolve dois navios-sonda (Arpoador e Guarapari) e duas semissubmersíveis (Urca e Frade), em construção nos estaleiros Jurong e Brasfels, respectivamente.

Um fator de risco ao negócio é que a Sete Brasil enfrenta um processo de recuperação judicial e teve seu nome envolvido nos escândalos de corrupção da Operação Lava Jato, outro fator  é o fato de a Petrobras poder cancelar o contrato de afretamento das unidades após um ano de operação, caso a seja comprovada má performance dos equipamentos ou da empresa operadora.

Uma vez que, a Sete Brasil deve concluir as negociações no final de abril, o mercado prevê que as duas primeiras unidades serão concluídas apenas em 2020, ainda que o edital estipule que a primeira sonda será concluída em 2019 e as demais, nos anos subsequentes.

A estatal brasileira Petrobras concorda com os termos para à unidade de Búzios, enquanto outro pretende fechar contrato para um flutuador em Mero-2 CLIQUE AQUI PARA LER A MATÉRIA COMPLETA!

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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