Mourão é favorável a investimentos estrangeiros nas áreas Nuclear e de Petróleo

Nucelar, construção naval e Petróleo

Vice-presidente da República fala em entrevista sobre a venda das refinarias, conteúdo local na construção naval e que o investimento estrangeiro nos setores nuclear e de petróleo são bem-vindos

Em entrevista concedida na última segunda-feira (29/04), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, fez declarações sobre vários assuntos importantes para o país.
Mourão, falou sobre a quebra no monopólio que vise aumentar a capacidade de refino, sobre a existência de um conteúdo local na construção naval que seja viável economicamente e que parceiros como a China e de outros países, se quiserem investir em nosso país, serão bem-vindos.

Construção naval

Na mesma linha da equipe econômica de governo, o vice-presidente, declarou que é contra as reservas de mercado, ou seja, considera ser impossível que se faça como no governo da Dilma Rousseff, que tivemos preços impraticáveis.
Mourão completa que uma a plataforma contratada aqui no Brasil custava quatro, cinco vezes mais que aquela que você contratava fora do país, ou seja, o conteúdo local adequado é aquele viável economicamente.

Ao destacar que a construção naval brasileira deveria atuar nos nosso nichos de mercado, como a cabotagem por exemplo, e finalizou o assunto que a abertura da economia vai fazer com que se fixe no mercado que é competitivo.

Petróleo

Mourão afirmou que não vê problemas que empresas chinesas entrem no nosso mercado offshore e disputem os leilões do excedentes da cessão onerosa e o sexto leilão do pré-sal.
E afirmou ainda que a China sempre foi uma parceira do Brasil e que não vê mistério nenhum nisso, visto que temos outros negócios com os chineses neste setor de Óleo e Gás.

Energia Nuclear

Este é outro ponto em que o vice-presidente não vê problemas na entrada de investimentos estrangeiros, com ressalvas para segurança, pois afinal lida-se com um combustível que pode, em caso de vazamento causar danos as pessoas, em relação ao projeto não existe um alto grau de sigilo, já que outros países já dominam esta tecnologia.

Mourão afirmou ainda que espera terminar o projeto de Angra 3 e que nosso país não pode desconsiderar a fonte nuclear como geradora de energia limpa.
Em relação ao interesse da empresa russa Rosatom, ele declarou que não há questão de fundo político-ideológico e que só espera que o parceiro escolhido seja confiável e siga as nossas regras.

Finalizando o assunto, Mourão afirmou que ao se ter recursos, podemos sim pensar em ter usinas nucleares em outros lugares do país, visto que ainda temos lugares do Brasil que são abastecidos por termelétricas a óleo.

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Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)