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Motorista de aplicativo busca adolescente após viagem de trem ser cancelada, fica mais de 5 horas preso na neve, paga hotel e oferece levá-la para casa de graça; atitude termina em oferta de emprego

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 16/09/2026 às 21:24
Assista o vídeoDaVante Williams ficou mais de cinco horas preso na neve com uma adolescente, pagou hotel do próprio bolso e ainda ofereceu levá-la para casa de graça.
DaVante Williams ficou mais de cinco horas preso na neve com uma adolescente, pagou hotel do próprio bolso e ainda ofereceu levá-la para casa de graça.
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DaVante Williams ficou mais de cinco horas preso na neve com uma adolescente, pagou hotel do próprio bolso e ainda ofereceu levá-la para casa de graça.

DaVante Williams aceitou uma corrida pouco depois das 2h da manhã de 4 de janeiro de 2022, em Washington, nos Estados Unidos. A passageira era uma adolescente que tentava voltar para a casa dos pais, em Williamsburg, na Virgínia, depois que sua viagem de trem não conseguiu seguir normalmente. O que deveria ser uma corrida de cerca de duas horas e meia acabou no meio de uma das maiores paralisações já registradas naquele trecho da rodovia Interstate 95.

Williams tinha 32 anos e dirigia para a Uber como trabalho extra. Segundo o The Washington Post, ele passou mais de cinco horas preso no trânsito com a jovem, viu o combustível começar a baixar e percebeu que a temperatura do lado de fora continuava caindo. Quando conseguiu sair daquele bloqueio, decidiu voltar para Washington, pagou quase US$ 150 por um quarto de hotel para a adolescente descansar e ainda prometeu levá-la até a casa dos pais sem cobrar nada quando a rodovia fosse liberada.

A adolescente precisava chegar até Williamsburg

Williams trabalhava normalmente naquela madrugada quando recebeu o pedido da adolescente. Ela estava na Union Station, uma das principais estações de Washington, e precisava percorrer uma longa distância até Williamsburg, na Virgínia.

Em condições normais, seriam aproximadamente duas horas e meia de viagem. Williams aceitou a corrida e colocou o destino no sistema sem imaginar o que encontraria algumas dezenas de quilômetros depois.

O motorista já havia feito outras três corridas naquela noite. A adolescente seria sua quarta passageira antes de uma situação que mudaria completamente o restante do dia.

Cerca de 20 milhas depois, a rodovia simplesmente parou

Williams entrou na Interstate 95 e conseguiu percorrer aproximadamente 20 milhas, cerca de 32 quilômetros. Então começou a enxergar uma longa sequência de lanternas vermelhas à frente.

No começo, pensou que poderia ser apenas um acidente ou algum problema pequeno no trânsito. Conforme se aproximava, percebeu que carros e caminhões praticamente não se moviam.

Uma forte tempestade de inverno havia atingido a Virgínia. Neve e gelo provocaram acidentes, fecharam trechos e ajudaram a formar um congestionamento que chegou a cerca de 50 milhas, mais de 80 quilômetros, segundo reportagens da época.

O que deveria durar duas horas e meia virou uma espera de mais de cinco horas

Williams ainda tentou escapar do bloqueio. Quando conseguia sair da Interstate 95 e procurar outra estrada, encontrava novas interdições ou policiais dizendo que aquele caminho também estava fechado.

Sem uma rota livre, ele acabou voltando para a própria rodovia. O motorista e a adolescente passaram cerca de cinco horas e meia dentro do veículo praticamente sem avançar.

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Enquanto as horas passavam, pessoas começaram a sair dos carros para esticar as pernas. A temperatura continuava baixa e centenas de outros motoristas também estavam presos.

O combustível começou a virar um problema

Dentro do carro, Williams percebeu que não poderia deixar o motor ligado sem parar. O combustível diminuía e ninguém sabia quanto tempo ainda levaria até a estrada voltar a funcionar.

Ele começou a desligar o veículo durante pequenos períodos para economizar gasolina. Depois voltava a ligar o motor para usar o aquecimento e evitar que o interior ficasse frio demais.

A adolescente falava com os pais pelo telefone e mostrava sinais de cansaço. Williams contou ao Washington Post que ela ficou perto de chorar em diferentes momentos daquela madrugada.

A passageira estava sozinha com um homem que nunca tinha visto

A situação também exigia cuidado por outro motivo. A jovem estava presa durante horas dentro de um carro com um motorista que havia conhecido naquela mesma madrugada.

Williams sabia que os pais não o conheciam. Ele também não conhecia a família e entendia que qualquer decisão envolvendo a adolescente precisaria ser explicada antes.

Quando percebeu que continuar tentando chegar a Williamsburg naquela condição poderia colocar os dois em risco, ele começou a pensar em outra saída.

Motorista pediu para falar diretamente com os pais

Depois de horas parado, Williams pediu à adolescente que colocasse os pais no telefone. Queria apresentar uma proposta e deixar claro o que pretendia fazer.

A ideia era tentar retornar a Washington e colocar a jovem em um hotel. Ela poderia dormir e descansar enquanto a estrada permanecesse bloqueada.

Quando a Interstate 95 reabrisse, Williams voltaria para buscá-la e faria o restante do trajeto até Williamsburg. Ele também deixou claro que não cobraria pela nova viagem.

Os pais ficaram preocupados no primeiro momento

A proposta não foi aceita imediatamente. Para os pais, um motorista desconhecido estava dizendo que pretendia colocar sua filha adolescente em um hotel depois de passar várias horas com ela dentro de um carro.

Williams disse que compreendia a preocupação. Explicou que sua intenção era apenas colocar a jovem em segurança e permitir que ela descansasse.

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Depois de conversar com o motorista, os pais concordaram. Williams então começou a buscar uma maneira de retornar para Washington.

Eles conseguiram voltar para Washington pela manhã

Depois de aproximadamente cinco horas e meia de bloqueio, Williams encontrou uma oportunidade para sair daquela situação. Caminhoneiros começaram a organizar veículos e abrir espaço para que parte do trânsito pudesse se movimentar.

O motorista conseguiu retornar para Washington com a adolescente. Eles chegaram a um hotel por volta das 8h da manhã, depois de uma madrugada inteira tentando encontrar uma saída.

Williams fez o check-in da jovem e pediu que ela avisasse aos pais onde estava. Depois disse para descansar e mandar uma mensagem quando acordasse.

Quarto de hotel custou perto de US$ 150

Williams pagou o quarto com o próprio dinheiro. O valor ficou perto de US$ 150, segundo o Washington Post.

O motorista poderia ter encerrado a corrida naquele momento. A jovem já estava em um local seguro e os pais sabiam onde encontrá-la.

Mesmo assim, ele deixou outra promessa antes de ir embora. Quando a estrada voltasse a funcionar, ele retornaria ao hotel e faria a viagem até Williamsburg gratuitamente.

Ele ainda ofereceu terminar a viagem sem cobrar

A distância entre Washington e Williamsburg é grande. Uma viagem normal de carro leva aproximadamente duas horas e meia, e Williams já havia passado quase toda a madrugada preso na neve.

Mesmo assim, ele disse à adolescente e aos pais que faria aquela segunda parte sem cobrar. O objetivo era garantir que ela chegasse até a própria casa.

Williams morava perto do hotel. Depois de deixar a passageira instalada, voltou para casa para dormir algumas horas enquanto acompanhava a situação das estradas.

A família encontrou outra forma de levá-la para casa

No fim, Williams não precisou fazer a nova viagem. Os pais da adolescente conseguiram organizar outra solução enquanto ela descansava.

Um amigo da família foi buscá-la e conseguiu levá-la até Williamsburg. Por volta das 20h30 daquele mesmo dia, ela enviou uma mensagem para Williams dizendo que havia chegado em segurança.

Os pais também agradeceram pela ajuda. A viagem que começara pouco depois das 2h da madrugada terminou muitas horas depois, sem que ninguém soubesse no início quanto tempo a jovem levaria para chegar em casa.

Uber pagou US$ 107 pela corrida

A corrida feita por Williams rendeu US$ 107, de acordo com a reportagem da CNN reproduzida por veículos americanos. O valor não incluía o gasto extra que ele havia feito com o hotel.

Depois que a história começou a circular, a Uber entrou em contato com o motorista. A empresa decidiu devolver o dinheiro que ele tinha gasto no quarto da adolescente.

A companhia informou que Williams havia feito mais do que era exigido de um motorista naquela situação. O reembolso ficou perto dos US$ 150 desembolsados por ele.

Outra empresa ofereceu trabalho ao motorista

A Alto, empresa de transporte por aplicativo que atuava em várias cidades americanas, ficou sabendo da história e entrou em contato com Williams.

A companhia ofereceu a ele uma vaga de meio período como motorista líder. Entre suas funções estaria ajudar a treinar outros motoristas em atendimento ao cliente e cuidados com os veículos.

A Alto confirmou ao Washington Post que havia feito a proposta. A empresa disse que procurava exatamente o tipo de atenção ao passageiro demonstrado por Williams naquela madrugada.

Williams já tinha outros dois trabalhos

Dirigir para a Uber não era a única atividade de DaVante Williams. Ele também trabalhava em tempo integral como administrador de imóveis e corretor.

As corridas eram uma forma de conseguir renda extra. Naquela madrugada, ele havia saído para trabalhar sem perceber a dimensão dos problemas provocados pela tempestade.

A oferta da Alto, portanto, precisaria ser encaixada entre suas outras atividades. Williams disse na época que conversaria com a empresa para acertar os detalhes.

O pagamento do hotel acabou voltando para ele

Williams desembolsou quase US$ 150 sem saber se seria reembolsado. Só depois da repercussão a Uber informou que devolveria aquele dinheiro.

O motorista também recebeu os US$ 107 referentes à corrida original. A adolescente, por sua vez, conseguiu chegar à casa dos pais na noite daquele mesmo dia.

O gasto que poderia ter ficado apenas como uma despesa pessoal terminou devolvido pela empresa. Pouco depois veio a proposta de trabalho da Alto.

Um ano depois, a história ainda era lembrada

No fim de 2022, o Washington Post voltou ao caso ao reunir acontecimentos que marcaram o ano na região de Washington e Virgínia.

Williams continuava dirigindo para a Uber e contou que passou a carregar uma manta quente no porta-malas para situações de neve. A experiência também continuava rendendo reconhecimento quando passageiros descobriam quem estava dirigindo.

A repercussão levou Williams até programas de televisão. O Washington Post informou posteriormente que ele recebeu US$ 10 mil durante uma participação no programa de Ellen DeGeneres e usou parte do dinheiro para comprar outro carro para trabalhar.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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