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Entre Brasil, Venezuela e Guiana, Monte Roraima revela um dos platôs mais antigos da Terra, formado no período Pré-Cambriano há até 2 bilhões de anos, com cavernas raras em quartzito, biodiversidade endêmica e relevância cultural que atravessa séculos de ciência, literatura e tradição indígena

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 26/02/2026 às 02:06
Monte Roraima com topo plano envolto por nuvens, paredões de arenito e quartzito, cachoeiras, vegetação endêmica e plantas carnívoras na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.
Vista do Monte Roraima, um dos platôs mais antigos da Terra, com formações em quartzito, cachoeiras e biodiversidade endêmica na tríplice fronteira sul-americana.
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Formação pré-cambriana entre Brasil, Venezuela e Guiana preserva ecossistemas únicos, reúne cavernas raras em quartzito e mantém tradição sagrada para povos indígenas

Formação pré-cambriana entre Brasil, Venezuela e Guiana preserva ecossistemas únicos, reúne cavernas raras em quartzito e mantém tradição sagrada para povos indígenas.

Uma das formações geológicas mais antigas do planeta se ergue na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana e continua a intrigar cientistas e exploradores.

O Monte Roraima integra o grupo dos tepuis — termo do povo pemón que significa “casa dos deuses” — e iniciou sua formação entre 1,7 e 2 bilhões de anos, ainda no período Pré-Cambriano, conforme apontam estudos geológicos amplamente reconhecidos.

Com paredes verticais que ultrapassam 1.000 metros e topo plano frequentemente envolto por nuvens, o maciço mantém um isolamento natural que molda processos evolutivos há milhões de anos.

Formação geológica e origem pré-cambriana

De acordo com descrições científicas divulgadas pela NASA, o monte surgiu a partir de um vasto planalto sedimentar que cobria grande parte do norte da América do Sul.

Ao longo de centenas de milhões de anos, a erosão fragmentou essa estrutura e isolou grandes blocos rochosos, formando mesas naturais conhecidas como tepuis, compostas principalmente por arenito e quartzito, rochas extremamente resistentes.

Esse isolamento geográfico cria um fenômeno semelhante ao das ilhas oceânicas e permite que ecossistemas evoluam de forma independente em relação ao ambiente ao redor.

Biodiversidade única e espécies endêmicas

Embora savanas e áreas da Floresta Amazônica circundem o monte, o topo apresenta condições ambientais próprias, com chuvas intensas, temperaturas relativamente baixas e solo pobre em nutrientes.

Essas características favorecem o desenvolvimento de espécies altamente adaptadas, e cerca de um terço da vegetação dos tepuis ocorre exclusivamente nessa região do planeta.

Além disso, plantas carnívoras capturam insetos para suprir a escassez nutricional do solo, enquanto répteis, anfíbios e invertebrados seguem trajetórias evolutivas próprias ao longo de milhões de anos.

Cavernas raras e paisagem esculpida pela água

A água moldou a superfície do planalto ao longo de milênios e criou cavernas, formações rochosas escuras e cursos d’água que descem do topo.

Em alguns tepuis da região, pesquisadores identificaram sistemas de cavernas formados em quartzito, um tipo de rocha raramente associado a formações cavernosas.

Essas características ampliam o interesse científico e reforçam o valor geológico singular do Monte Roraima.

História, cultura e influência na literatura

Os povos indígenas da região consideram o Monte Roraima um local sagrado e o associam à origem do mundo em suas tradições.

Em 1884, o explorador britânico Everard im Thurn liderou a primeira expedição registrada ao topo, fato que ampliou o interesse científico internacional pelo local.

Posteriormente, em 1912, o escritor Arthur Conan Doyle publicou o romance O Mundo Perdido, inspirado na ideia de um planalto isolado com espécies pré-históricas, e muitos estudiosos também associam os tepuis aos cenários do filme Up, da Disney.

Proteção ambiental e turismo de trekking

Atualmente, três países protegem o Monte Roraima por meio de áreas de conservação.

No Brasil, o Parque Nacional do Monte Roraima surgiu em 1989, por decreto do então presidente José Sarney, com o objetivo de preservar ecossistemas da Serra Pacaraíma, enquanto a Venezuela mantém a área sob o Parque Nacional Canaima, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Na Guiana, autoridades regionais estabeleceram zonas de proteção específicas, e, além disso, o local se consolidou como destino de trekking, com trilhas que levam ao topo a 2.810 metros de altitude em expedições que duram entre sete e nove dias.

Diante dessa relevância geológica, ecológica e cultural, o Monte Roraima permanece como um dos cenários naturais mais emblemáticos da América do Sul.

Países e comunidades locais unem esforços para preservar essa formação milenar e equilibrar conservação ambiental com turismo responsável.

O que deve orientar o futuro do Monte Roraima: ampliar o turismo de aventura ou fortalecer ainda mais as estratégias de proteção ambiental?

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Berta Cox
Berta Cox
02/03/2026 14:57

Soy Venezolana! I’m sorry to hear that Roraima is in between country, well let me tell you don’t know nothing of terrestrial VENEZUELA NOS PERTENECE AS A WHOLE, DID YOU GET.IT!! WE DON’T SHARE IT!!

Ivanilson Dias de Souza
Ivanilson Dias de Souza
26/02/2026 11:26

Muito lindo esse monte Roraima ainda vou visitar se Deus quiser.

Luiza Gonzaga de Souza
Luiza Gonzaga de Souza
26/02/2026 09:56

Fortalecer as estratégias de proteção ambiental.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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