Formação pré-cambriana entre Brasil, Venezuela e Guiana preserva ecossistemas únicos, reúne cavernas raras em quartzito e mantém tradição sagrada para povos indígenas
Formação pré-cambriana entre Brasil, Venezuela e Guiana preserva ecossistemas únicos, reúne cavernas raras em quartzito e mantém tradição sagrada para povos indígenas.
Uma das formações geológicas mais antigas do planeta se ergue na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana e continua a intrigar cientistas e exploradores.
O Monte Roraima integra o grupo dos tepuis — termo do povo pemón que significa “casa dos deuses” — e iniciou sua formação entre 1,7 e 2 bilhões de anos, ainda no período Pré-Cambriano, conforme apontam estudos geológicos amplamente reconhecidos.
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Com paredes verticais que ultrapassam 1.000 metros e topo plano frequentemente envolto por nuvens, o maciço mantém um isolamento natural que molda processos evolutivos há milhões de anos.
Formação geológica e origem pré-cambriana

De acordo com descrições científicas divulgadas pela NASA, o monte surgiu a partir de um vasto planalto sedimentar que cobria grande parte do norte da América do Sul.
Ao longo de centenas de milhões de anos, a erosão fragmentou essa estrutura e isolou grandes blocos rochosos, formando mesas naturais conhecidas como tepuis, compostas principalmente por arenito e quartzito, rochas extremamente resistentes.
Esse isolamento geográfico cria um fenômeno semelhante ao das ilhas oceânicas e permite que ecossistemas evoluam de forma independente em relação ao ambiente ao redor.
Biodiversidade única e espécies endêmicas
Embora savanas e áreas da Floresta Amazônica circundem o monte, o topo apresenta condições ambientais próprias, com chuvas intensas, temperaturas relativamente baixas e solo pobre em nutrientes.
Essas características favorecem o desenvolvimento de espécies altamente adaptadas, e cerca de um terço da vegetação dos tepuis ocorre exclusivamente nessa região do planeta.
Além disso, plantas carnívoras capturam insetos para suprir a escassez nutricional do solo, enquanto répteis, anfíbios e invertebrados seguem trajetórias evolutivas próprias ao longo de milhões de anos.
Cavernas raras e paisagem esculpida pela água
A água moldou a superfície do planalto ao longo de milênios e criou cavernas, formações rochosas escuras e cursos d’água que descem do topo.
Em alguns tepuis da região, pesquisadores identificaram sistemas de cavernas formados em quartzito, um tipo de rocha raramente associado a formações cavernosas.
Essas características ampliam o interesse científico e reforçam o valor geológico singular do Monte Roraima.
História, cultura e influência na literatura
Os povos indígenas da região consideram o Monte Roraima um local sagrado e o associam à origem do mundo em suas tradições.
Em 1884, o explorador britânico Everard im Thurn liderou a primeira expedição registrada ao topo, fato que ampliou o interesse científico internacional pelo local.
Posteriormente, em 1912, o escritor Arthur Conan Doyle publicou o romance O Mundo Perdido, inspirado na ideia de um planalto isolado com espécies pré-históricas, e muitos estudiosos também associam os tepuis aos cenários do filme Up, da Disney.
Proteção ambiental e turismo de trekking
Atualmente, três países protegem o Monte Roraima por meio de áreas de conservação.
No Brasil, o Parque Nacional do Monte Roraima surgiu em 1989, por decreto do então presidente José Sarney, com o objetivo de preservar ecossistemas da Serra Pacaraíma, enquanto a Venezuela mantém a área sob o Parque Nacional Canaima, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Na Guiana, autoridades regionais estabeleceram zonas de proteção específicas, e, além disso, o local se consolidou como destino de trekking, com trilhas que levam ao topo a 2.810 metros de altitude em expedições que duram entre sete e nove dias.
Diante dessa relevância geológica, ecológica e cultural, o Monte Roraima permanece como um dos cenários naturais mais emblemáticos da América do Sul.
Países e comunidades locais unem esforços para preservar essa formação milenar e equilibrar conservação ambiental com turismo responsável.
O que deve orientar o futuro do Monte Roraima: ampliar o turismo de aventura ou fortalecer ainda mais as estratégias de proteção ambiental?

Soy Venezolana! I’m sorry to hear that Roraima is in between country, well let me tell you don’t know nothing of terrestrial VENEZUELA NOS PERTENECE AS A WHOLE, DID YOU GET.IT!! WE DON’T SHARE IT!!
Muito lindo esse monte Roraima ainda vou visitar se Deus quiser.
Fortalecer as estratégias de proteção ambiental.