A mineração de ouro no Pará ganhou uma nova operação em fase de testes após a Cabral Gold retirar cerca de 35,1 kg do metal em Cuiú Cuiú, onde a empresa pretende alcançar a produção comercial até o fim de 2026.
A mineração de ouro no Pará alcançou uma nova etapa em 10 de setembro de 2026, quando a Cabral Gold anunciou a primeira fundição realizada na fase inicial da mina Cuiú Cuiú. O processo produziu aproximadamente 1.130 onças de ouro, equivalentes a cerca de 35,1 kg.
As informações foram divulgadas pela Cabral Gold, empresa de exploração e desenvolvimento de ouro no Brasil. O resultado marca a passagem do projeto mineral para uma instalação em comissionamento, período usado para testar os equipamentos, corrigir ajustes e preparar a operação regular.
Primeira fundição transforma o projeto em uma mina produtora
A primeira fundição mostra que a unidade já conseguiu receber o minério e concluir as etapas necessárias para obter o metal. Esse avanço veio durante o comissionamento da primeira fase, que trabalha com ouro presente em minério oxidado.
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O volume de 1.130 onças representa somente o resultado dessa primeira fundição. Portanto, o número não corresponde à produção mensal, anual ou à capacidade definitiva da mina.

Essa distinção é importante porque a unidade ainda passa por testes e pelo aumento gradual das atividades. A produção comercial regular está prevista para começar até o final de 2026, após a operação atingir maior estabilidade.
Mina Cuiú Cuiú fica em uma região histórica do Tapajós
A mina está localizada no distrito aurífero de Cuiú Cuiú, na região do Tapajós, no Pará. A área reúne uma longa história ligada à retirada de ouro dos sedimentos de rios e terrenos.
Cuiú Cuiú registrou uma produção histórica estimada em 2 milhões de onças de ouro aluvionar. Esse tipo de ouro aparece solto em depósitos de areia, cascalho e sedimentos, diferente do metal preso na rocha.
Agora, a região recebe uma operação industrial estruturada, com unidade de processamento e metas definidas de aumento da atividade. A mudança não apaga o passado garimpeiro, mas acrescenta uma nova forma de extração e tratamento do minério local.
Circuitos seco e úmido preparam a mineração de ouro no Pará
O comissionamento do circuito seco foi concluído em julho de 2026. Essa parte da unidade prepara o material antes das etapas que envolvem líquidos no tratamento do minério.
O circuito úmido estava próximo da conclusão quando a primeira fundição foi anunciada. As duas partes precisam trabalhar de maneira integrada para que a empresa consiga elevar o ritmo de processamento e manter uma produção contínua.
A Cabral Gold, empresa responsável pelo projeto mineral de Cuiú Cuiú, informou que a primeira fase foi entregue antes do cronograma previsto. A companhia concentra os trabalhos no aumento da lavra e no empilhamento do minério.
Lixiviação em pilhas trata o minério oxidado da primeira fase
A primeira fase utiliza a lixiviação em pilhas para processar o minério oxidado. Em linguagem simples, o material preparado é organizado em pilhas e passa por um processo que permite separar o ouro do restante do minério.
Essa etapa foi escolhida para o material oxidado disponível no projeto. O sistema forma a base da operação inicial e permite que a empresa avance enquanto avalia possibilidades de ampliação já previstas na instalação.
O resultado da primeira fundição indica que o circuito conseguiu completar o processo até a obtenção do ouro. Ainda assim, a recuperação do metal e os custos precisam ser ajustados durante o aumento gradual da operação.
Meta de 3 mil toneladas por dia antecede a produção comercial
A empresa pretende elevar o empilhamento para 3 mil toneladas de minério por dia. Essa meta indica quanto material deverá entrar diariamente no sistema quando a primeira fase alcançar o ritmo planejado.
Até chegar a esse ponto, a mineradora precisa ampliar a lavra, alimentar a unidade e ajustar o desempenho dos equipamentos. Por isso, existe uma diferença entre produzir a primeira quantidade de ouro e declarar o início da produção comercial regular.
A primeira fundição confirma que a instalação já entregou ouro durante os testes. A produção comercial exige continuidade, estabilidade e um volume de processamento compatível com a operação planejada.
Expansão futura pretende alcançar o ouro preso na rocha
A primeira fase concentra o processamento do minério oxidado. A estratégia futura inclui uma segunda fase voltada aos depósitos de ouro contido em rocha, material que exige uma estrutura de tratamento diferente.
A unidade inicial cria uma base operacional para essa expansão. A experiência adquirida com construção, funcionamento dos equipamentos e processamento local pode reduzir dificuldades na próxima etapa do projeto.
A primeira fundição de cerca de 35,1 kg de ouro confirma um avanço concreto da mina Cuiú Cuiú, mas o projeto ainda precisa concluir o comissionamento e alcançar a meta diária antes da produção comercial.
O movimento amplia a presença da mineração industrial em uma área marcada por cerca de 2 milhões de onças de ouro aluvionar retiradas ao longo da história. Você acredita que a nova fase pode mudar a economia mineral do Tapajós? Deixe sua opinião e compartilhe a matéria.

