A campanha Papai Noel dos Correios de 2018 começou em 7 de novembro no Distrito Federal com mais de 16 mil cartas disponíveis. Uma delas é de uma menina de 4 anos que pediu um emprego para o pai. Nos três anos anteriores, mais de 52 mil desejos foram atendidos.
Uma menina de 4 anos escreveu ao Papai Noel dos Correios com um pedido diferente dos brinquedos que dominam as cartinhas. “Papai Noel, eu queria pedir para o senhor um emprego para o meu pai”, diz a carta encaminhada à estatal, que entrou na campanha de adoção de 2018 no Distrito Federal.
As informações foram publicadas pelo Correio Braziliense em 7 de novembro de 2018, em reportagem de Walder Galvão, no dia da abertura oficial da campanha. Segundo o jornal, o pedido da menina se misturava ao de outras milhares de crianças, que queriam bonecas, bolas de futebol, equipamentos eletrônicos, patins e até encontros com celebridades da internet.
Campanha de 2018 começou em 7 de novembro com mais de 16 mil cartas no DF
A partir de 7 de novembro de 2018, quem quisesse realizar um dos pedidos bastava participar da campanha Papai Noel dos Correios e pegar uma cartinha nos locais determinados pela empresa. No Distrito Federal, havia mais de 16 mil cartas disponíveis para os brasilienses.
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Mais de 52 mil desejos foram atendidos nos três anos anteriores
Nos três anos anteriores à edição de 2018, mais de 52 mil desejos foram atendidos na capital durante o período do projeto, segundo o Correio Braziliense. Além de realizar sonhos, um dos objetivos dos Correios com a campanha é incentivar a escrita por meio das cartas produzidas pelas crianças.
Alunos até o 5º ano e crianças de creches e abrigos escrevem as cartas
Participam da campanha estudantes de escolas da rede pública, até o 5º ano do ensino fundamental. Também entram crianças de instituições parceiras da empresa, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos.
Padrinhos escolhem a carta na agência e entregam o presente nos pontos dos Correios
Em todo o país, a adoção das cartas segue o mesmo formato. As pessoas que se dispõem a presentear as crianças são chamadas de padrinhos, e todo o material é lido e selecionado por uma equipe antes de ser disponibilizado na Casa do Papai Noel e em outras unidades dos Correios.
Os interessados devem comparecer às agências e escolher um dos pedidos. Depois, os presentes podem ser entregues nos pontos divulgados pela empresa, que faz a distribuição no fim da campanha.
Endereço da criança não é revelado; Belém, Goiânia e Porto Alegre tinham modelo on-line
Os padrinhos não podem fazer a entrega direta dos presentes. Por isso, o endereço da criança não é divulgado nem informado a eles.
Em 2018, algumas cidades, como Belém, Goiânia e Porto Alegre, adotaram o modelo on-line de apadrinhamento. Esse formato não foi disponibilizado no Distrito Federal, segundo a reportagem.
Menina de 5 anos desenhou guarda-chuva e relógio; outra, de 11, quer aprender futebol
Entre as milhares de cartas nas unidades dos Correios, uma menina de 5 anos pediu um guarda-chuva e um relógio. Ela não justificou o pedido, mas desenhou os itens na folha de papel.
Outra menina, de 11 anos, pediu ao Papai Noel para aprender a jogar futebol. “Tenho 11 anos e quero muito saber jogar bola. Meu primo estava me ensinando, mas a bola dele furou”, escreveu.
Menino de 8 anos pediu lápis de cor pensando na volta às aulas
Algumas crianças, preocupadas com a volta às aulas do ano seguinte, pediram material escolar. “Neste momento especial de poder realizar um sonho, é com alegria que eu gostaria de pedir um lápis de cor”, escreveu um menino de 8 anos.
Bicicletas, patins e skates estavam entre os pedidos preferidos da garotada, segundo o jornal.
Garota de 11 anos admitiu ser “bagunceira” e trocou celular por copo de unicórnio
A maioria das crianças destaca nas cartas como foi comportada e obediente ao longo do ano. Algumas, porém, preferiram expor as travessuras.
“Querido Papai Noel, eu vou ser bem sincera, sou uma menina um pouco bagunceira. Não vou escrever muita coisa, porque já estou cansada. Tenho 11 anos de idade e, na verdade mesmo, queria um celular, mas como não pode, eu vou pedir um copo com canudo de unicórnio ou uma mochila da Capricho“, escreveu uma garota.
Kamila Siqueira adota cartas desde 2008, quando a viagem da família não aconteceu
A adoção de cartas virou rotina de Natal na família da publicitária Kamila Siqueira, de 27 anos. Os parentes dela costumam viajar todo fim de ano para o interior de São Paulo, mas em 2008, quando ela tinha 17 anos, a viagem não aconteceu.
“Fiquei muito triste e acabei vendo uma reportagem na televisão sobre a campanha e achei que seria legal para reviver meu espírito natalino, que estava para baixo. Conversei com meus pais e eles toparam”, lembrou. “Quando eu era adolescente, meus pais pagavam pelo presente. Agora que eu trabalho, arco com os custos”, disse.
Publicitária foi voluntária em 2014 e viu menina de 7 anos pedir um pai
Kamila gostou tanto do programa que fez trabalho voluntário no projeto em 2014. “Estava desempregada e decidi participar. Fiz seleções de cartas e atendi pessoas que iam adotar”, contou.
O pedido mais especial que ela chegou a ver foi o de uma menina de 7 anos que pediu um pai. “Eu acho muito gratificante fazer parte da campanha. Para mim, o Natal é uma época muito especial”, destacou.
Karina Akimoto participa desde 2010 e já pegou 80 cartas em um ano
Em 6 de novembro de 2018, um dia antes da abertura oficial, pessoas já procuravam a Casa do Papai Noel para adotar cartas. A servidora pública Karina Akimoto, de 38 anos, chegou por volta das 10h e começou a olhar os pedidos. “Participo da campanha desde 2010 e fui até voluntária”, relatou.
Todo ano, Karina pega mais de uma carta, para ela e para os parentes. “Teve um ano que eu peguei 80 e distribuí no trabalho. Porém, fiquei preocupada se todo mundo realmente ajudaria. Agora, prefiro pegar para os meus familiares”, comentou. O pedido mais inusitado que ela atendeu foi o de chocolate.
Nasareth Quintana adota três cartas por ano desde 2015
Moradora da Asa Norte, Nasareth Quintana, de 53 anos, contribui com a campanha desde 2015. Todos os anos, ela pega três cartinhas e distribui para o marido e o filho. “Tem alguns pedidos que partem o coração da gente. Quando vejo as crianças pedindo panetone, aperta muito meu peito“, afirmou.
Nasareth conheceu a ação pela televisão e disse que participará sempre que puder. “Essa campanha é maravilhosa e ajuda muita gente. É importante a nossa participação”, declarou. Em 2018, as cartas, incluindo a da menina de 4 anos que pediu emprego para o pai, ficaram disponíveis nas unidades dos Correios do Distrito Federal a partir de 7 de novembro, com distribuição dos presentes prevista para o fim da campanha.
Para você, cartas com pedidos como um emprego para o pai deveriam ter prioridade na adoção, ou todos os pedidos das crianças merecem o mesmo tratamento? Deixe sua opinião nos comentários.
