Máquina Solo traz linha Ultra Heavy da Sandvik ao Brasil, com equipamentos móveis de até 1.000 toneladas por hora voltados a operações de grande escala.
A Máquina Solo começou a distribuir no Brasil a linha Ultra Heavy, da Sandvik, formada por equipamentos móveis voltados a operações de mineração de maior porte e com capacidade de produção de até 1.000 toneladas por hora. A novidade foi apresentada ao mercado durante a Exposibram 2026, no Expominas, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Segundo a Revista Minérios, em reportagem publicada em 15 de outubro de 2026, a empresa identificou que máquinas móveis desse porte, já empregadas em operações no exterior, ainda possuem presença limitada no mercado brasileiro. A estratégia é ampliar o acesso a esse tipo de tecnologia em projetos que demandam processamento em grande escala.
Máquina Solo aposta em equipamentos móveis de maior capacidade

A chegada da linha Ultra Heavy amplia o portfólio de equipamentos Sandvik distribuídos pela Máquina Solo no país e coloca à disposição das mineradoras máquinas móveis capazes de trabalhar com volumes consideravelmente elevados.
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A capacidade anunciada chega a até 1.000 toneladas por hora, mas esse número representa o potencial máximo da linha e não significa que todas as operações alcançarão automaticamente essa produtividade. O desempenho efetivo depende do equipamento selecionado, do tipo de material processado, da configuração da planta e das condições de operação.
A proposta é atender projetos nos quais soluções móveis possam substituir ou complementar estruturas tradicionais de britagem e peneiramento.
A principal diferença está justamente na combinação entre alta capacidade e mobilidade, característica que permite reposicionar equipamentos conforme as necessidades do empreendimento.
Tecnologia já usada no exterior ainda tem espaço reduzido no Brasil
A decisão de trazer a linha ao mercado brasileiro surgiu depois de uma análise sobre a baixa presença de equipamentos móveis dessa categoria no país.
Amauri Araujo, diretor comercial da Máquina Solo, explicou durante a Exposibram que a empresa buscou entender por que máquinas desse porte, utilizadas internacionalmente, ainda não estavam amplamente presentes nas minas brasileiras.
A avaliação interna foi de que faltava conhecimento sobre a tecnologia, e não necessariamente operações capazes de utilizá-la.
Segundo o executivo, a mineração brasileira possui escala suficiente para equipamentos móveis de grande porte, o que levou a distribuidora a identificar uma oportunidade comercial para a linha Ultra Heavy.
Linha Ultra Heavy mira operações de grande escala
O próprio nome da linha indica o segmento pretendido.
Os equipamentos Ultra Heavy foram projetados para aplicações mais pesadas, nas quais volumes elevados de material precisam ser processados continuamente.
A capacidade máxima de até 1.000 toneladas por hora coloca a linha em uma faixa voltada principalmente para empreendimentos com demandas significativas de produção.
Ainda assim, a fonte não detalha quais modelos específicos chegarão primeiro ao Brasil nem informa a capacidade individual de cada máquina, por isso não é possível atribuir o mesmo desempenho a todos os equipamentos.
Também não foram divulgados preços, custos operacionais ou comparações quantitativas de produtividade com sistemas fixos já utilizados pelas mineradoras brasileiras.
Mobilidade pode mudar configuração de algumas operações
Equipamentos móveis de britagem e peneiramento podem ser deslocados dentro da mina conforme a frente de trabalho avança.
Essa característica permite montar fluxos de processamento mais próximos das áreas de extração ou reorganizar a operação sem necessariamente depender de uma instalação permanente em um único ponto.
Na prática, cada projeto precisa avaliar distância de transporte, características do minério, alimentação das máquinas e necessidade de movimentação para saber se uma solução móvel faz sentido.
A capacidade de reposicionar equipamentos pode ser relevante em operações que mudam de frente com frequência, mas a fonte não apresenta cálculos de economia ou redução de transporte associados à nova linha.
Por isso, o ganho potencial deve ser analisado individualmente pelas mineradoras interessadas.
Parceria com Sandvik já soma mais de 300 máquinas em operação
A nova linha não representa o início da atuação da Máquina Solo com equipamentos Sandvik.
De acordo com Maycon Pereira, CEO da empresa, já existem mais de 300 máquinas da marca em operação no Brasil dentro do portfólio distribuído pela companhia.
A chegada da Ultra Heavy amplia esse relacionamento para uma faixa de capacidade superior.
Pereira afirmou que a estratégia da empresa é aproximar o mercado brasileiro de tecnologias utilizadas em outros países e ampliar as opções disponíveis para diferentes tipos de operação.
O lançamento, portanto, funciona como extensão de uma estrutura comercial já existente, e não como entrada inicial da Sandvik no segmento brasileiro de equipamentos móveis.
Empresa afirma ter mais de mil equipamentos no país
A Máquina Solo atua desde 1998 e não está limitada ao setor mineral.
Além da mineração, a companhia distribui equipamentos voltados para fundações, aplicações ambientais e atividades agroflorestais.
Segundo os dados divulgados pela própria empresa, mais de mil equipamentos já foram colocados em operação no Brasil, com presença em 23 estados.
Essa rede instalada cria uma base operacional relevante para a expansão do portfólio, principalmente porque máquinas de grande capacidade costumam exigir suporte técnico, peças, manutenção e conhecimento especializado durante sua utilização.
A fonte, entretanto, não detalha quantas unidades da nova linha Ultra Heavy já foram vendidas ou possuem negociação avançada no Brasil.
Exposibram serviu de vitrine para lançamento no mercado nacional
A apresentação ocorreu durante a Exposibram 2026, um dos eventos ligados à indústria mineral realizados no país.
Foi nesse ambiente que a distribuidora apresentou a linha ao público brasileiro e explicou a avaliação que levou à introdução dos novos equipamentos.
A escolha da feira indica que o foco está diretamente nas mineradoras e operações de maior escala, que precisam avaliar capacidade produtiva e flexibilidade operacional antes de incorporar novas máquinas.
A chegada ao mercado não significa, contudo, adoção imediata em larga escala.
Como a própria empresa reconhece que equipamentos desse porte ainda são pouco conhecidos no Brasil, a expansão dependerá da forma como as mineradoras avaliarem aplicações, custos e integração com seus processos existentes.
Máquina Solo leva tecnologia de até 1.000 toneladas por hora a um mercado ainda em desenvolvimento
Com a linha Ultra Heavy, a Máquina Solo passa a oferecer no Brasil equipamentos móveis Sandvik capazes de atingir até 1.000 toneladas por hora em determinadas configurações.
O movimento mira uma lacuna identificada pela distribuidora: operações brasileiras possuem porte para esse tipo de equipamento, mas a tecnologia ainda teria presença limitada no país.
O diferencial apresentado está na tentativa de combinar elevada capacidade de processamento com mobilidade, abrindo uma alternativa para projetos de grande escala que não dependam exclusivamente de estruturas fixas.
Ainda faltam informações sobre preços, primeiros clientes, modelos que terão maior demanda e desempenho efetivo em minas brasileiras. Esses dados serão fundamentais para medir até onde a tecnologia conseguirá avançar no mercado nacional. Nos comentários, você acredita que equipamentos móveis de até 1.000 toneladas por hora podem ganhar espaço nas grandes minas brasileiras ou as estruturas fixas continuarão predominando?
