1. Início
  2. Mineração
  3. Jaguar Mining reaproveita cava já minerada para receber materiais da operação em Caeté, evita nova estrutura e avança no fechamento com drenagem, geomembrana e controle geotécnico
Faça um comentário 6 min de leitura

Jaguar Mining reaproveita cava já minerada para receber materiais da operação em Caeté, evita nova estrutura e avança no fechamento com drenagem, geomembrana e controle geotécnico

Imagem de perfil do autor Carla Teles
Escrito por Carla Teles Publicado em 22/10/2026 às 14:51 Atualizado em 22/10/2026 às 14:55
Google News
Jaguar Mining reaproveita cava já minerada para receber materiais da operação em Caeté, evita nova estrutura e avança no fechamento com drenagem, geomembrana e controle (1)
Jaguar Mining reaproveita cava em Caeté e integra drenagem ao fechamento de estruturas minerárias, evitando abrir nova área para materiais.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Jaguar Mining reaproveita cava minerada em Caeté para receber materiais da operação, evita nova estrutura e avança no fechamento com drenagem, geomembrana e controle geotécnico.

A Jaguar Mining está reaproveitando uma cava já minerada na Unidade Roça Grande, em Caeté, Minas Gerais, para receber materiais gerados pela própria operação. A solução permite dar uma nova função à área enquanto a companhia executa etapas de fechamento, utilizando sistemas de drenagem, impermeabilização com geomembrana e acompanhamento técnico da disposição.

Segundo a Revista Minérios, em reportagem publicada em 9 de outubro de 2026, a estratégia foi apresentada por Rogério Santana da Cruz, coordenador de Meio Ambiente da Jaguar Mining, durante o V Seminário Gestão Ambiental na Mineração, realizado no Expominas, em Belo Horizonte. O projeto combina necessidades operacionais atuais com ações destinadas à recuperação de estruturas que já cumpriram sua função original.

Jaguar Mining transforma cava já utilizada em área para disposição

Jaguar Mining reaproveita cava em Caeté e integra drenagem ao fechamento de estruturas minerárias, evitando abrir nova área para materiais.
Imagem: Reprodução.

A solução adotada na Unidade Roça Grande parte de uma lógica relativamente direta: em vez de abrir uma nova estrutura para disposição de materiais, a mineradora aproveita uma área que já foi modificada pela própria atividade mineral.

A cava passa, assim, a atender uma demanda operacional ao mesmo tempo em que avança em direção à sua condição final de fechamento. Para assumir essa nova função, porém, a estrutura precisou ser licenciada especificamente para o novo uso.

A preparação envolveu medidas de engenharia destinadas a controlar a água e evitar a interação inadequada dos materiais depositados com o terreno. Entre elas estão sistemas de drenagem e impermeabilização por geomembrana.

Durante o preenchimento, a Jaguar Mining também realiza controles sobre disposição, espalhamento e compactação dos materiais, além do monitoramento da umidade e da qualidade de execução dos serviços.

Reaproveitamento evita implantação de nova estrutura

Um dos principais efeitos do projeto está na redução da necessidade de ocupar outra área para receber materiais provenientes da operação.

Ao utilizar uma cava já existente, a empresa consegue incorporar uma estrutura previamente impactada pela mineração ao planejamento de disposição e fechamento, em vez de criar imediatamente uma nova instalação.

Isso não significa simplesmente preencher uma escavação existente. O processo exige preparação, acompanhamento tecnológico e atendimento às condições estabelecidas no licenciamento.

A qualidade da compactação, o comportamento da drenagem e as condições geotécnicas precisam ser acompanhados durante a execução para garantir que o resultado esteja alinhado aos objetivos de estabilidade e recuperação ambiental definidos para a área.

Fechamento progressivo começa ainda durante a operação

A experiência em Caeté também exemplifica a estratégia de fechamento progressivo de estruturas minerárias.

Em vez de deixar todas as intervenções para depois do encerramento das atividades produtivas, parte dos trabalhos pode ser executada enquanto a mina ainda dispõe de equipes, equipamentos, recursos financeiros e conhecimento operacional no local.

Para Rogério Santana da Cruz, esse planejamento permite incorporar as ações de fechamento à rotina da própria operação. A lógica é realizar gradualmente intervenções que serão necessárias no futuro, evitando concentrar todo o trabalho apenas no final da vida útil.

A abordagem também facilita a adaptação das soluções conforme as condições observadas em campo. Drenagem, estabilidade, cobertura e revegetação podem ser avaliadas progressivamente, permitindo correções antes da conclusão definitiva.

Barragem Moita será fechada em quatro fases

Outro exemplo apresentado pela Jaguar Mining está na Barragem Moita, também localizada na Unidade Roça Grande, em Caeté.

A estrutura passa por um processo de fechamento progressivo dividido em quatro fases, com conclusão prevista para o fim de 2027. A primeira etapa já foi concluída, enquanto as demais avançam conforme o planejamento.

O trabalho combina engenharia, geotecnia, operação e meio ambiente. Entre as intervenções estão poços de bombeamento para rebaixar o nível d’água, instrumentação geotécnica, sistemas de impermeabilização com geomembrana e utilização de rejeito filtrado.

Depois de cada etapa de disposição, o projeto prevê cobertura com solo e revegetação. Essas medidas ajudam a preparar a estrutura para a configuração final planejada após o encerramento de sua função operacional.

Controle geotécnico continua depois do fim do uso

O encerramento da utilização de uma estrutura minerária não significa que o trabalho tenha terminado.

Mesmo depois da disposição final dos materiais, permanecem necessidades relacionadas à estabilidade física, drenagem, cobertura do terreno e recuperação ambiental. O desempenho das soluções implantadas também precisa ser acompanhado ao longo do tempo.

Esse princípio aparece tanto na cava reaproveitada quanto nos demais projetos apresentados pela Jaguar Mining. A instrumentação e o monitoramento permitem observar como as estruturas respondem às condições ambientais e às alterações realizadas durante o processo de fechamento.

A gestão da água ocupa papel especialmente importante. Sistemas permanentes de drenagem precisam conduzir adequadamente os fluxos superficiais e evitar situações capazes de comprometer taludes, coberturas ou áreas recuperadas.

Corpo D mostra etapa posterior à recuperação

O Corpo D, outro caso apresentado durante o seminário, ajuda a mostrar o que acontece depois das obras principais de fechamento.

Na área foram realizados preenchimento da cava, reconformação topográfica, estabilização dos taludes e implantação de sistemas permanentes de drenagem superficial. A recuperação também incluiu técnicas de revegetação, como biomantas e hidrossemeadura.

Com a vegetação já estabelecida, o foco passa da execução física das obras para o acompanhamento do comportamento da área ao longo do tempo.

Essa fase permite avaliar se os sistemas de drenagem permanecem eficientes, se os taludes continuam estáveis e se a cobertura vegetal consegue se desenvolver conforme planejado.

Geomembrana e drenagem fazem parte de uma solução maior

A geomembrana aparece em diferentes etapas dos projetos apresentados, mas funciona como apenas um dos componentes do fechamento.

Na cava reaproveitada, ela participa do sistema de impermeabilização. Na Barragem Moita, também integra as intervenções planejadas para preparar a estrutura para sua configuração definitiva.

Drenagem, compactação, controle de umidade, instrumentação geotécnica, cobertura do solo e revegetação precisam funcionar de maneira integrada.

A combinação dessas medidas mostra que o fechamento de uma estrutura minerária não corresponde simplesmente ao abandono de uma área depois que sua função produtiva termina.

Jaguar Mining tenta integrar operação e fechamento em Caeté

O reaproveitamento da cava da Unidade Roça Grande mostra como uma estrutura já minerada pode assumir uma nova função dentro do próprio planejamento ambiental da mina.

Para a Jaguar Mining, o uso da área permite atender à necessidade atual de disposição de materiais e, simultaneamente, avançar no fechamento de uma estrutura existente sem implantar imediatamente uma nova área para essa finalidade.

A experiência da Barragem Moita e do Corpo D reforça a mesma lógica: fechamento de mina envolve engenharia e monitoramento antes, durante e depois do encerramento operacional das estruturas.

Com drenagem, geomembranas, controle geotécnico, compactação e revegetação integrados ao planejamento, a mineradora busca transformar áreas que já cumpriram sua função original em estruturas preparadas para uma condição ambiental definitiva. Nos comentários, você considera que reaproveitar cavas já mineradas é uma estratégia mais eficiente do que criar novas estruturas para receber materiais da operação?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x