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Jovem de Luiz Antônio que aos 16 virou zagueiro no Japão usa primeiro bom salário no exterior para ampliar e reformar toda a casa da própria mãe, que criou os filhos sozinha e trabalhou na lavoura e como doméstica

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 14/09/2026 às 19:13 Atualizado em 14/09/2026 às 19:14
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Antes de atuar pelo Atlético Mineiro, Bueno passou por categorias de formação no interior paulista e por clubes japoneses como Shimizu S-Pulse, Vissel Kobe e Kashima Antlers, enquanto mantinha apoio financeiro aos parentes que permaneceram em Luiz Antônio.

A primeira melhora financeira mais relevante da carreira de Wellington Daniel Bueno no Japão teve destino definido fora dos gramados. O zagueiro usou o dinheiro para ampliar e reformar toda a casa da mãe, Aparecida, e também comprou um carro para ela.

A escolha estava ligada à história da família em Luiz Antônio, no interior de São Paulo. Aparecida criou os filhos sozinha, trabalhou na lavoura e como empregada doméstica e contou com a ajuda deles nas despesas desde cedo.

A história foi relatada em reportagem do Hoje em Dia, que ouviu Regiane, uma das irmãs do jogador. Ela contou que Bueno deixou o Brasil entre os 16 e 17 anos sem saber se conseguiria transformar a oportunidade no futebol japonês em profissão.

Da base em Luiz Antônio ao Japão

Natural de Luiz Antônio, Bueno começou a jogar no time da prefeitura da cidade e passou pelas categorias de formação do Olé Brasil e do Botafogo-SP. A possibilidade de seguir para o Japão surgiu enquanto ele ainda era adolescente.

Regiane relatou que um empresário ligado a uma escola japonesa no Brasil acompanhava jovens atletas da região e se interessou pelo porte físico de Bueno. Mesmo sem vê-lo atuar naquela ocasião, ele considerou a possibilidade de levar o jogador para o Japão.

A mudança significou deixar a mãe, os irmãos e a cidade onde Bueno havia iniciado sua formação esportiva. No Japão, ele passou pela Chiba Kokusai High School antes de chegar ao futebol profissional e construir praticamente toda a primeira fase da carreira no país asiático.

O histórico publicado pelo Kashima Antlers registra passagens anteriores por Luiz Antônio FC, Olé Brasil e Botafogo, além da escola japonesa. Já como profissional, o defensor atuou por equipes como Shimizu S-Pulse, Vissel Kobe, Kashima Antlers e Tokushima Vortis.

O primeiro bom salário voltou para a família

Foi nesse percurso que o jogador começou a receber melhor. O primeiro salário considerado realmente bom não ficou restrito às despesas da vida no exterior: parte dos recursos foi enviada ao Brasil para aumentar o imóvel de Aparecida e promover uma reforma em toda a residência.

A compra do carro para a mãe ocorreu no mesmo período e ampliou o apoio financeiro dado à família. Antes disso, era Aparecida quem sustentava a casa por meio dos trabalhos que conseguia exercer, com a contribuição dos filhos conforme eles podiam ajudar.

A residência abrigava uma família maior do que o núcleo formado apenas pelos filhos biológicos. Além de Valéria, Regiane, Daiana e Bueno, Aparecida criou dois sobrinhos, Lidiane e Jean, que cresceram na mesma casa e eram tratados como irmãos do jogador.

Bueno era o caçula desse grupo familiar, mas passou a assumir uma parcela maior do suporte financeiro depois que a carreira no Japão avançou. A mudança alterou a posição que ele ocupava nas despesas da casa, antes sustentadas principalmente pelo trabalho da mãe e pela ajuda dos filhos.

O dinheiro obtido no futebol também permitiu que familiares fizessem viagens internacionais. Regiane contou ao Hoje em Dia que essas experiências estavam distantes do que a família imaginava viver antes da consolidação profissional do caçula no Japão.

A melhora material, porém, não eliminou a distância criada pela carreira no exterior. Bueno saiu do Brasil ainda adolescente e passou anos longe dos parentes, enquanto a mãe e os irmãos continuaram no interior paulista.

A decisão tomada entre os 16 e 17 anos envolvia uma mudança de continente sem garantia de que ele chegaria ao futebol profissional. A oportunidade acabou se transformando em uma carreira no Japão e, depois, em uma passagem pelo futebol brasileiro.

Distância da família e passagem pelo Atlético Mineiro

Essa separação ganhou outra perspectiva quando Bueno negociou uma passagem pelo Atlético Mineiro. Na época, ele tinha 24 anos, pertencia ao Kashima Antlers e tinha desenvolvido praticamente toda a trajetória profissional no Japão.

Para a família, a possibilidade de atuar no Brasil também representava uma aproximação. Regiane afirmou na reportagem que os parentes valorizavam as oportunidades proporcionadas pelo jogador, mas queriam conviver mais perto dele depois de tantos anos separados por outro continente.

A transferência para o Atlético Mineiro se concretizou, e o zagueiro passou a atuar profissionalmente no país que havia deixado ainda adolescente. A passagem brasileira ocorreu por empréstimo do Kashima Antlers.

A reforma da casa de Aparecida já havia sido realizada antes dessa volta ao Brasil. O episódio pertence ao período em que Bueno começava a transformar a renda obtida no Japão em suporte direto para a família que permanecera em Luiz Antônio.

O Kashima Antlers registrou depois que o defensor retornou ao clube em 2021, após o período de empréstimo ao Atlético Mineiro. O histórico oficial também reúne partidas de Bueno nas duas principais divisões japonesas e em competições nacionais de copa.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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