Declarações oficiais dos Estados Unidos miram Alexandre de Moraes e aumentam tensão diplomática entre Brasília e Washington.
O Itamaraty convoca chefe da embaixada dos EUA em Brasília, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos após novas ameaças de punição a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre depois de publicações da representação diplomática norte-americana nas redes sociais afirmarem que o ministro Alexandre de Moraes é “o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro” e insinuarem que outros magistrados também podem ser alvo de sanções.
A ação diplomática foi motivada por uma escalada de declarações que, segundo o governo brasileiro, configuram ingerência em assuntos internos e ataque à soberania nacional. As mensagens, atribuídas à gestão de Donald Trump, reforçam que aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas “estão avisados para não apoiar nem facilitar” suas decisões, e que a situação estaria sendo “monitorada de perto” por Washington.
Pressão externa e reação do governo brasileiro
Segundo apuração da Folha de S.Paulo, a convocação de Escobar ocorreu na manhã desta quinta-feira (8), com a reunião conduzida pelo embaixador Flávio Goldman, responsável interino pela Secretaria da Europa e América do Norte do Itamaraty. Fontes do Ministério das Relações Exteriores afirmam que Goldman expressou “indignação com o tom e o conteúdo” das publicações, classificando-as como ameaças inaceitáveis e exemplo de ingerência de um governo estrangeiro sobre um poder autônomo brasileiro.
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O diplomata reforçou que soberania e democracia não são negociáveis, e que o Brasil mantém disposição para dialogar sobre temas comerciais, mas não aceitará intimidações direcionadas ao STF ou a qualquer instituição nacional. Essa é, pelo menos, a segunda vez em menos de um ano que o chefe da missão diplomática norte-americana é convocado a dar explicações sobre críticas ao Judiciário.
Contexto político e riscos para a relação bilateral
A nova crise ocorre em meio ao acirramento da relação entre o governo dos EUA, sob influência de Trump, e autoridades brasileiras após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Moraes, relator do caso no STF, determinou a medida cautelar, decisão que agora será revisada por outros ministros da Primeira Turma da Corte — o que pode ampliar o alvo das sanções americanas.
Analistas políticos apontam que essa ofensiva externa, além de tensionar o ambiente diplomático, coloca em risco agendas bilaterais estratégicas, incluindo negociações sobre tarifas de importação e cooperação comercial. Para especialistas em direito internacional, como o juiz Marlon Reis, há fundamentos para acionar instâncias multilaterais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso se entenda que há violação à independência judicial.
Possíveis impactos e próximos passos
Embora o Itamaraty tenha optado pela via diplomática tradicional, convocando o representante norte-americano para prestar contas, há ceticismo sobre a eficácia dessa medida. Isso porque, segundo observadores, ações semelhantes anteriores não impediram a continuidade das ameaças.
No plano interno, cresce a expectativa de que o STF mantenha firme sua autonomia diante das pressões externas, enquanto no plano externo, o Brasil busca reforçar que a independência do Judiciário é cláusula pétrea da democracia. Ainda assim, há preocupação de que o episódio seja usado politicamente tanto em Brasília quanto em Washington.
Você acha que o Brasil deve adotar medidas mais duras contra essas declarações vindas dos EUA ou a resposta diplomática é suficiente? Deixe sua opinião nos comentários — queremos saber sua visão sobre esse impasse.
A ação do governo dos Estados Unidos é contra os atos antidemocráticos de Alexandre de Moraes ao impor sanções a empresas e cidadãos americanos, além de estar paulatinamente implantando criminosamente uma **** no Brasil, porquanto descumpre frontalmente a Constituição Federal, impondo perseguições políticas e censura a oposicionistas do atual governo.
Essa palhaçada de trump já tá na hora parar, ou seja, vamos buscar parceiros mais confiáveis e reforçar os laços com a China., em todas as áreas..