Construído a 2.160 metros de altitude no Parque Nacional de Stelvio, o Hotel Paradiso nasceu como projeto modernista para turistas e esquiadores, mas teve sua trajetória interrompida pela guerra e depois fechou definitivamente em 1955
A 2.160 metros de altitude, no Parque Nacional de Stelvio, o Hotel Paradiso permanece fechado há cerca de sete décadas. Projetado por Gio Ponti para receber esquiadores, montanhistas e hóspedes de longa temporada, o edifício teve sua trajetória interrompida pela Segunda Guerra Mundial e encerrou definitivamente as atividades em 1955.
Hotel Paradiso nasceu como projeto inovador para o turismo nas montanhas
Construído entre 1933 e 1936 no topo do vale de Val Martello, o Sporthotel Paradiso foi concebido por Gio Ponti em parceria com Antonio Fornaroli e Eugenio Soncini.
O projeto pretendia unir hospedagem, esporte e contato direto com a natureza. A proposta previa receber tanto visitantes de passagem quanto pessoas interessadas em permanecer períodos maiores na região.
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O edifício modernista tinha sete andares e capacidade para 100 leitos. O hotel também fazia parte de uma ideia mais ampla de Ponti, que imaginava uma rede de estruturas nas montanhas conectadas por teleféricos.

Segunda Guerra Mundial interrompeu funcionamento do hotel
A trajetória do Hotel Paradiso mudou com o início da guerra, em 1940. As atividades foram interrompidas e, em 1943, o prédio foi ocupado pelo exército alemão e transformado em uma central de espionagem.
Após o conflito, houve uma tentativa de retomada em 1946, mas ela não prosperou. Uma nova intervenção ocorreu em 1952, quando o edifício recebeu dois andares adicionais e uma ala semicircular destinada às garagens.
A reforma também modificou uma das características visuais do prédio. A cor verde original foi substituída pelo vermelho que permanece associado à construção atualmente.
Fechamento definitivo ocorreu em 1955
Apesar das mudanças realizadas poucos anos antes, o Hotel Paradiso encerrou definitivamente suas atividades em 1955.
Sem manutenção regular, partes da construção passaram a ser tomadas pela vegetação. O local deixou de receber turistas e esquiadores e passou a atrair principalmente exploradores urbanos e estudiosos interessados em arquitetura.
Futuro do prédio ainda permanece indefinido
Atualmente, a propriedade pertence a Margarethe Fuchs von Mannstein, empresária ligada à cervejaria Forst.
Iniciativas acadêmicas e governamentais discutem possibilidades para preservar ou dar uma nova função ao edifício.
Entretanto, qualquer intervenção precisa considerar a fragilidade ambiental da região, fator que tem dificultado o avanço de propostas.
O desafio envolve conciliar a preservação de um exemplar da arquitetura modernista com as exigências de sustentabilidade necessárias para uma área inserida no Parque Nacional de Stelvio.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações presentes no material-base fornecido, com dados, números, datas e informações históricas preservados conforme o conteúdo consultado.

