Descarga elétrica atingiu o Longa Marcha 3B cerca de 30 segundos após a decolagem, mas o veículo manteve sua trajetória e colocou o satélite Tianlian-2 06 na órbita prevista.
Um foguete chinês foi atingido por um raio aproximadamente 30 segundos depois de decolar, mas continuou voando e colocou sua carga útil na órbita prevista. O episódio aconteceu na noite de 23 de julho de 2026 e foi registrado por diferentes câmeras.
O lançamento ocorreu às 20h, no horário de Pequim, no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, localizado na província chinesa de Sichuan. O veículo transportava o satélite de retransmissão de dados Tianlian-2 06.
Ao contrário de algumas publicações nas redes sociais, o foguete não era um Longa Marcha 3C. A Administração Espacial Nacional da China identificaram o modelo utilizado como Longa Marcha 3B.
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Raio apareceu cerca de 30 segundos após a decolagem
Vídeos e fotografias mostram uma forte descarga elétrica enquanto o foguete atravessava o céu. A luz intensa acompanhou visualmente parte da trajetória do veículo, provocando reações entre as pessoas que observavam o lançamento.
Segundo o portal especializado Space.com, o raio apareceu aproximadamente 30 segundos depois da decolagem. Apesar do impacto, o Longa Marcha 3B manteve sua trajetória e entregou o satélite na órbita planejada.
As imagens sugerem que a descarga elétrica pode ter acompanhado a trajetória formada pelo foguete e por sua pluma de exaustão. Entretanto, até o momento, as autoridades chinesas não divulgaram uma análise técnica explicando se a passagem do veículo desencadeou o raio ou se ele foi atingido por uma descarga que já estava em formação.
Por esse motivo, não é possível afirmar de maneira conclusiva como o canal elétrico se formou ou quais partes do foguete foram diretamente alcançadas.
Satélite entrou na órbita prevista
A missão foi oficialmente considerada bem-sucedida. De acordo com a agência espacial chinesa, o Tianlian-2 06 entrou normalmente na órbita programada.
O equipamento integra a segunda geração de satélites chineses de retransmissão de dados. Sua função é fornecer comunicação, rastreamento e apoio de controle para naves tripuladas, estações espaciais e satélites que operam em órbitas médias e baixas.
O sistema também pode auxiliar no acompanhamento de veículos durante lançamentos. A missão marcou o 658º voo realizado por um foguete da família Longa Marcha, conforme as informações oficiais chinesas.
Veículos da imprensa chinesa, como a reportagem reproduzida pelo Sina Finance, afirmaram que esta foi a primeira vez que imagens completas e nítidas de um raio atingindo um foguete da série Longa Marcha foram registradas.
Essa alegação, porém, não aparece nas notas oficiais consultadas. Portanto, deve ser apresentada como informação atribuída à imprensa chinesa, e não como um recorde oficialmente reconhecido.
Casos semelhantes já aconteceram em outros países. O foguete Saturn V da missão Apollo 12 foi atingido duas vezes em 1969, enquanto um Soyuz russo enfrentou uma descarga em 2019. Assim como no lançamento chinês, as duas missões conseguiram continuar.
