Ana Beatriz Bezerra, de 23 anos, filha de vendedora de lanches, passou cinco anos conciliando trabalho, estudos e cursinho, recebeu ajuda da mãe nos primeiros cursos, conquistou depois uma bolsa integral e terminou a preparação aprovada em 8º lugar em Medicina na UERJ, no Rio de Janeiro, após duas tentativas.
Filha de uma vendedora de lanches, Ana Beatriz Bezerra, de 23 anos, passou cinco anos tentando conquistar uma vaga em Medicina e precisou dividir a rotina entre trabalho, estudos e preparação em cursinho pré-vestibular. Depois de duas tentativas em que ficou perto da aprovação, a jovem carioca alcançou o objetivo ao conquistar o 8º lugar para Medicina na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ.
A história foi publicada pelo portal Só Notícia Boa em 18 de janeiro de 2025, com informações também atribuídas ao G1. Segundo a reportagem, a mãe de Ana, Eliene Bezerra, utilizava inicialmente parte do dinheiro obtido com a venda de lanches para pagar os cursos da filha, até que a estudante conseguiu uma bolsa integral e reduziu esse peso financeiro sobre a família.
Cinco anos de preparação antecederam a aprovação
A chegada à UERJ não aconteceu na primeira tentativa. Ana contou que passou cinco anos se preparando para o vestibular e que, em dois desses anos, chegou muito perto de conquistar a vaga. Mesmo sem a aprovação imediata, continuou estudando e reorganizando a rotina para permanecer na disputa por Medicina.
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Ao longo desse período, a estudante conciliou trabalho, estudos e cursinho pré-vestibular, segundo a fonte. O relato não informa qual atividade profissional Ana exercia nem detalha sua carga horária diária, por isso não é possível estabelecer quanto tempo era destinado a cada uma dessas frentes durante os cinco anos de preparação.
Mãe usava renda dos lanches para pagar os primeiros cursos
Nos primeiros anos, Eliene ajudou diretamente a financiar a preparação da filha. A vendedora de lanches utilizava o dinheiro obtido com o próprio trabalho para pagar os cursos de Ana, permitindo que ela continuasse se preparando mesmo antes de conseguir algum tipo de auxílio educacional.
A fonte não informa os valores pagos pela mãe nem o custo total dos cursos frequentados por Ana. O que está documentado é que Eliene arcou inicialmente com essas despesas utilizando a renda das vendas, enquanto a filha mantinha a preparação para o processo seletivo de Medicina.
Bolsa integral diminuiu o peso sobre a família
A situação mudou quando Ana conseguiu uma bolsa integral. A partir desse momento, a preparação deixou de depender integralmente do dinheiro que a mãe retirava da venda de lanches, criando uma condição mais favorável para que a estudante continuasse tentando a vaga.
A bolsa integral não foi a aprovação em Medicina, mas um passo importante para manter a preparação ao longo dos anos. A reportagem não identifica o programa responsável pelo benefício nem informa em qual instituição ou etapa dos estudos a bolsa foi concedida, razão pela qual esses detalhes não podem ser acrescentados com segurança.
Duas tentativas terminaram perto da vaga
Antes do resultado definitivo, Ana afirmou que havia “batido na trave” durante dois anos consecutivos. A expressão usada pela própria estudante indica que ela chegou perto da aprovação, mas a fonte não apresenta suas posições anteriores, notas ou diferenças de pontuação em relação aos candidatos classificados.
O fato de ter continuado após esses resultados ajuda a dimensionar o tempo de preparação. Foram cinco anos entre estudos, trabalho e tentativas sucessivas até a vaga finalmente aparecer, sem que a jovem abandonasse o objetivo de ingressar em Medicina.
Resultado colocou Ana em 8º lugar na UERJ
A aprovação finalmente veio com uma colocação de destaque. Ana conquistou o 8º lugar em Medicina na UERJ, instituição pública localizada no Rio de Janeiro, encerrando uma sequência de anos dedicados ao vestibular e ao cursinho.
A notícia teve significado adicional para a família porque a preparação havia sido compartilhada financeiramente desde o início. A renda obtida pela mãe como vendedora de lanches participou diretamente dos primeiros cursos, enquanto Ana continuou estudando até conseguir uma bolsa integral e, posteriormente, a vaga na universidade.
Mãe chegou em casa empurrando o carrinho de trabalho
O momento em que Ana contou a novidade à família foi registrado em vídeo. Eliene chegava em casa empurrando o carrinho utilizado no trabalho quando encontrou a filha com o celular na mão pronta para anunciar o resultado.
Assim que soube da aprovação, mãe, filha e irmã se abraçaram. A cena aproximou, em poucos segundos, o resultado do vestibular do trabalho que havia ajudado a sustentar a preparação, porque Eliene recebeu a notícia justamente enquanto retornava com o carrinho usado para vender os lanches.
Reação da mãe foi marcada por surpresa e emoção
No vídeo, Ana incentiva a mãe a comemorar antes de revelar completamente a dimensão da notícia. Eliene reage com surpresa, parabeniza a filha e relembra a trajetória enfrentada durante os anos de preparação, antes de abraçá-la junto com a outra filha.
A reportagem registra também a manifestação de gratidão de Eliene após receber a notícia. O resultado encerrava uma etapa longa para as duas: Ana havia conseguido a vaga e a mãe via concretizado um objetivo para o qual colaborou desde os primeiros cursos pagos com a renda do trabalho.
Vídeo ultrapassou 500 mil visualizações
As imagens da reação familiar ganharam repercussão nas redes sociais. Na época da publicação da matéria, o vídeo compartilhado por Ana já havia ultrapassado 500 mil visualizações, além de receber milhares de comentários de pessoas que acompanharam a celebração.
Parte da reação do público destacou justamente a imagem de Eliene chegando com o carrinho pesado antes de receber a notícia. O contraste entre o cotidiano da vendedora de lanches e o anúncio da aprovação em Medicina ajudou a transformar um resultado individual em uma história acompanhada por milhares de pessoas nas redes.
Aprovação encerrou uma preparação construída em família
Ana foi quem enfrentou os processos seletivos, estudou e conquistou o 8º lugar em Medicina na UERJ, mas sua trajetória também passou pelo trabalho de Eliene. A mãe financiou os primeiros cursos com a renda dos lanches e acompanhou a filha durante os cinco anos que antecederam a aprovação.
Quando a vendedora de lanches voltou para casa com o carrinho de trabalho e recebeu a notícia, as duas etapas da história acabaram se encontrando na mesma cena: o esforço usado para financiar a preparação e o resultado que encerrou anos de tentativas. Para você, o que mais chama atenção nessa trajetória: a persistência de Ana durante cinco anos ou o apoio da mãe desde os primeiros cursos? Conte sua opinião nos comentários.
