Eternit comercializa primeiras telhas fotovoltaicas de concreto do Brasil

Roberta Souza
por
-
31-08-2021 14:59:12
em Energia Renovável
Eternit – fotovoltaicas Telha solar/ Fonte: Money Times

Chamado de BIG-F10, a primeira telha fotovoltaica comercializada no Brasil, é uma das principais apostas em tecnologia da Eternit

A Eternit – companhia especializada no fornecimento de matérias-primas, produtos e soluções para o setor de construção civil, e líder de mercado no segmento de coberturas – iniciou a comercialização, neste mês, das suas telhas fotovoltaicas de concreto BIG-F10. O produto Tégula Solar, uma das principais apostas em tecnologia da companhia, é inédito no mercado brasileiro e permite a transformação da luz solar em energia elétrica. Confira ainda: AXS Energia irá investir R$ 1 bilhão em 60 usinas de energia solar fotovoltaica, em Minas Gerais

A venda das telhas fotovoltaicas da empresa

Neste primeiro momento, as telhas fotovoltaicas da Eternit foram vendidas para clientes selecionados no Estado de São Paulo e próximos à unidade fabril, em Atibaia. A seleção foi feita pela equipe técnica e comercial da empresa com base na capacidade inicial de produção e na formação de um portfólio de projetos de referência para diversas condições climáticas, padrões construtivos e possibilidades de aplicação.

O novo produto é parte do processo de reestruturação da empresa e está alinhado à estratégia de construção de um portfólio de produtos sustentável e inovador. “Queremos democratizar o acesso à energia elétrica originada a partir de fontes renováveis no Brasil, através de uma tecnologia revolucionária que pode gerar retornos sobre o investimento em um período de 3 a 5 anos”, destaca o presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa.

Detalhes do projeto da Eternit

Aprovada e registrada pelo Inmetro desde 2019, a telha Tégula Solar mede 36,5 cm por 47,5 cm e é composta de concreto, com a incorporação de células fotovoltaicas em sua superfície. Possui uma potência de 9,16 watts, o que representa uma capacidade média mensal de produção de 1,15 Kwh, com vida útil estimada em 20 anos. “É um produto de fácil instalação e que não interfere na arquitetura das construções, com peso e estrutura semelhantes ao das telhas convencionais, mas que agrega valor ao telhado, além de oferecer proteção, conforto térmico e acústico”, acrescenta Luiz Antonio Lopes.

Para alcançar o resultado esperado, o produto passou por uma série de rigorosos testes de desempenho e durabilidade, no Brasil e no exterior, ao longo de quase três anos. Em 2019, foram iniciados testes em instalações internas. Já no início de 2020, foram realizadas instalações no laboratório de sistemas fotovoltaicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, e no Instituto de Engenharia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP). Na sequência, vieram as implementações de projetos-pilotos em localidades e condições climáticas diversas do país.

Leia ainda esta notícia: Eternit planeja a construção de duas novas fábricas de telhas fibrocimento no Norte e no Nordeste do país

A Eternit apresentará ao seu conselho de administração uma proposta para a construção de duas fábricas de telhas fibrocimento. A proposta será feita até outubro e as unidades terão sua construção no Norte ou Nordeste do país, com uma capacidade de produzir 14 mil toneladas. Uma das fábricas poderá expandir ainda a capacidade instalada em 20% e entrará em operação no primeiro trimestre de 2023. Logo após, a Eternit também buscará aprovação para a outra unidade, também no Norte ou Nordeste, porém com início das produções previstas para 2024.

Juntas, as duas novas fábricas e a Confibra, comprada este ano, possibilitarão um incremento de 50% na capacidade da empresa. De acordo com o presidente da Eternit, Luís Augusto Barbosa, há uma demanda reprimida no norte e nordeste por falta de oferta. Já no Sudeste e no Sul, o crescimento será de compras das telhas fibrocimento.

A companhia espera concluir a compra da Confibra nas próximas semanas. Além da construção das novas fábricas de telhas fibrocimento no Norte e Nordeste, a empresa também está expandindo a fábrica do Rio de Janeiro e de Goiânia, com conclusões previstas, para o quarto trimestre deste ano e o primeiro do próximo ano, respectivamente.

Tags:
Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos
fwefwefwefwefwe