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Espada da Idade do Bronze reaparece após quase 3.000 anos no fundo do mar em Devon, é recuperada por mergulhadoras voluntárias e se junta a sítio que já revelou machados, pulseira, lingotes e mais de 400 objetos de ouro possivelmente ligados a antigos naufrágios britânicos

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Escrito por Carla Teles Publicado em 25/07/2026 às 15:21
Espada da Idade do Bronze reaparece após quase 3.000 anos no fundo do mar em Devon, é recuperada por mergulhadoras voluntárias e se junta a sítio que já revelou machados, pulseira (4)
Espada da Idade do Bronze surge em Devon; arqueologia subaquática relaciona objetos de ouro a possíveis naufrágios.
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Arma pré-histórica foi localizada nos sítios protegidos de Salcombe Cannon e Moor Sand, na costa sul inglesa, durante pesquisa financiada pela Historic England; a espada da Idade do Bronze será conservada, analisada e incorporada ao British Museum, ampliando evidências sobre navegação, comércio e circulação de metais na Grã-Bretanha antiga marítima.

Uma espada da Idade do Bronze com aproximadamente 3.000 anos foi recuperada por mergulhadoras voluntárias durante uma pesquisa arqueológica subaquática nos sítios protegidos de Salcombe Cannon e Moor Sand, na costa sul de Devon, Inglaterra. A arma permaneceu no fundo do mar desde a pré-história e ainda preserva partes reconhecíveis da lâmina.

As informações foram publicadas pelo Daily Galaxy em 21 de julho de 2026. A descoberta foi realizada por Becky Gill e Catherine Gill, integrantes do South West Maritime Archaeological Group, durante um levantamento financiado pela Historic England em uma área que já revelou centenas de objetos pré-históricos.

Mergulhadoras encontraram a arma sob o mar

Espada da Idade do Bronze surge em Devon; arqueologia subaquática relaciona objetos de ouro a possíveis naufrágios.
Imagem: Grupo Arqueológico Marítimo do Sudoeste.

Becky Gill e Catherine Gill exploravam os sítios arqueológicos protegidos quando identificaram o objeto parcialmente preservado no leito marinho. A recuperação exigiu cuidado para evitar novos danos ao metal, que permaneceu submetido à água salgada e aos sedimentos durante milênios.

A retirada da espada representou um momento excepcional para as voluntárias, porque trouxe à superfície um objeto produzido, transportado e possivelmente utilizado por pessoas que viveram na Grã-Bretanha há quase três milênios.

Arma pode ter sido produzida entre 1300 e 800 a.C.

Os arqueólogos estimam que a peça pertença à Idade do Bronze Média ou Tardia, período compreendido aproximadamente entre 1300 a.C. e 800 a.C. A datação ainda deverá ser refinada por estudos técnicos e comparações com armas semelhantes.

Embora a lâmina tenha sofrido alterações durante o longo período de submersão, a espada da Idade do Bronze conserva características suficientes para ser reconhecida como uma arma rara e arqueologicamente relevante.

Sítios protegidos ficam na costa de Devon

A descoberta ocorreu nos sítios de Salcombe Cannon e Moor Sand, áreas marítimas protegidas próximas à costa sul de Devon. Esses locais são acompanhados por equipes especializadas devido à quantidade e à diversidade de materiais encontrados sob o mar.

As pesquisas realizadas na região indicam que o fundo marinho guarda vestígios de diferentes períodos históricos. A concentração de objetos da Idade do Bronze transformou Salcombe em um dos pontos mais importantes da arqueologia subaquática britânica.

Área já revelou outras armas pré-históricas

A nova espada não é o primeiro armamento encontrado nos arredores de Salcombe. Levantamentos anteriores recuperaram outras espadas e cabeças de machado associadas à produção metalúrgica pré-histórica.

Esses achados permitem comparar formatos, técnicas e materiais usados por comunidades antigas. Cada nova arma amplia a possibilidade de compreender como objetos de bronze eram produzidos, transportados, negociados e utilizados.

Mais de 400 objetos de ouro surgiram no local

As investigações também revelaram uma pulseira, lingotes e mais de 400 objetos de ouro. A quantidade de material precioso encontrada no mesmo ambiente marítimo tornou o sítio especialmente relevante para pesquisadores interessados em comércio e circulação de metais.

A presença conjunta de armas, adornos e matéria-prima pode indicar que a região fazia parte de uma rota de transporte. Os objetos talvez estivessem reunidos em uma ou mais embarcações que desapareceram antes de chegar ao destino.

Naufrágios continuam como hipótese principal

Espada da Idade do Bronze surge em Devon; arqueologia subaquática relaciona objetos de ouro a possíveis naufrágios.
Espada de 3.000 anos encontrada debaixo d’água. Imagem: Grupo Arqueológico Marítimo do Sudoeste.

Pesquisadores acreditam que parte do conjunto possa estar relacionada a um ou possivelmente dois naufrágios da Idade do Bronze. Entretanto, a ausência de estruturas completas de embarcações dificulta uma conclusão definitiva sobre como os materiais chegaram ao fundo do mar.

Madeira e outros componentes orgânicos podem ter desaparecido ao longo dos séculos. Os artefatos metálicos sobreviveram por mais tempo e funcionam como vestígios indiretos das viagens realizadas pelas antigas comunidades costeiras.

Espada não revela quem foi seu proprietário

A arma não apresenta informações capazes de identificar diretamente quem a fabricou, transportou ou utilizou. Também não é possível saber se foi perdida durante uma viagem, lançada ao mar ou levada ao fundo junto com uma embarcação.

Ainda assim, a espada da Idade do Bronze estabelece uma ligação material com uma pessoa real da pré-história. O formato, o desgaste e a composição poderão fornecer pistas sobre sua produção e possível função.

Achados apontam para uma rede marítima ampla

A quantidade e a variedade de materiais recuperados sugerem que a costa de Devon estava conectada a movimentos mais amplos de pessoas e mercadorias. Comunidades britânicas poderiam manter contatos com outras áreas costeiras e regiões situadas além do Canal da Mancha.

Metais, armas e adornos provavelmente circulavam por diferentes rotas antes de chegar aos consumidores. O mar não funcionava apenas como uma barreira, mas como um corredor utilizado para comércio, comunicação e deslocamento.

Comércio de metais exigia viagens organizadas

O bronze depende da combinação de cobre e estanho, matérias-primas que nem sempre eram encontradas no mesmo território. Sua produção envolvia acesso a recursos, conhecimento metalúrgico e sistemas capazes de transportar materiais por grandes distâncias.

Os lingotes encontrados perto de Salcombe podem representar parte dessa cadeia. A espada e os objetos de ouro reforçam a ideia de que mercadorias valiosas eram deslocadas pela costa britânica em embarcações pré-históricas.

Recuperação exige conservação especializada

Depois de permanecer tanto tempo em ambiente marinho, o metal não pode simplesmente ser seco e armazenado. A mudança brusca de condições pode acelerar processos de corrosão e causar perda de partes já fragilizadas.

Por isso, a espada foi encaminhada para conservação especializada. Os profissionais deverão estabilizar a peça antes que ela seja submetida a exames detalhados, garantindo que a recuperação não provoque danos adicionais.

Análises poderão identificar composição e fabricação

Os estudos poderão incluir exames da liga metálica, da superfície e de possíveis marcas de produção. Essas informações ajudam a comparar a arma com exemplares encontrados em terra firme ou em outros sítios submersos.

A composição do bronze também pode indicar relações entre regiões produtoras e consumidoras. Mesmo sem revelar o nome de seu dono, a espada da Idade do Bronze pode conservar uma assinatura técnica de sua origem.

British Museum receberá a descoberta

Espada da Idade do Bronze surge em Devon; arqueologia subaquática relaciona objetos de ouro a possíveis naufrágios.
Especialistas examinam uma espada da Idade do Bronze recuperada do fundo do mar. Imagem: Grupo Arqueológico Marítimo do Sudoeste.

Após a etapa de conservação, a espada deverá ser doada ao British Museum e incorporada à coleção arqueológica nacional. Antes de uma possível exposição, a peça passará por análises científicas destinadas a documentar suas características.

A transferência permitirá que pesquisadores tenham acesso ao artefato em condições controladas. A entrada no museu também preservará a ligação entre a arma e o conjunto de descobertas marítimas realizadas em Salcombe.

Trabalho voluntário sustenta parte das pesquisas

A recuperação foi realizada por mergulhadoras voluntárias vinculadas ao grupo arqueológico marítimo do sudoeste. A atuação dessas equipes amplia a capacidade de acompanhar sítios que exigem levantamentos frequentes e conhecimento específico de mergulho.

O trabalho precisa seguir protocolos rigorosos, pois retirar um objeto sem registrar sua posição pode destruir informações importantes. No caso da espada, a recuperação integrou uma pesquisa organizada e financiada por uma instituição de preservação histórica.

Fundo do mar ainda pode esconder novas evidências

Espada da Idade do Bronze surge em Devon; arqueologia subaquática relaciona objetos de ouro a possíveis naufrágios.
Espada da Idade do Bronze exibida com uma escala de medição. Imagem: South West Maritime Archaeological Group.

As águas de Devon continuam sendo pesquisadas porque o sítio já demonstrou possuir uma quantidade incomum de materiais pré-históricos. Novos levantamentos podem revelar outros artefatos ou informações sobre a disposição dos objetos no leito marinho.

A posição de cada peça ajuda a reconstruir os acontecimentos que levaram à formação do sítio. Uma nova descoberta pode confirmar a presença de naufrágios, indicar diferentes episódios de perda ou revelar uma atividade ainda não considerada.

Espada amplia a história marítima da Grã-Bretanha

A espada da Idade do Bronze não responde sozinha a todas as perguntas sobre Salcombe, mas acrescenta uma peça importante ao conjunto formado por armas, machados, ouro e lingotes. O achado reforça a relevância das rotas marítimas para as comunidades britânicas pré-históricas.

Depois de quase 3.000 anos no fundo do mar, a arma inicia uma nova etapa de conservação e pesquisa. Você acredita que esse conjunto chegou ao local após um grande naufrágio ou pode representar diferentes perdas ocorridas ao longo do tempo? Deixe sua hipótese nos comentários.

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