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Energia doce? Caldo de cana-de-açúcar gera energia elétrica! Tecnologia descoberta por pesquisadores utiliza planta para produzir eletricidade sustentável

Escrito por Roberta Souza
Publicado em 20/06/2024 às 21:30
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Foto: Reprodução G1

Caldo de cana-de-açúcar impulsiona geração sustentável de energia elétrica e pode vir a ser um grande aliado para a sustentabilidade

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado à USP, descobriram uma técnica inovadora: a utilização do caldo de cana-de-açúcar para gerar energia elétrica em células a combustível. Este método não só evita a formação de resíduos nocivos, como a vinhaça, mas também pode ser expandido para a escala industrial, de acordo com o site Engenharia Hoje.

Foto: reprodução TerraMagna

Funcionamento das células a combustível

Almir Oliveira Neto, coordenador da pesquisa sobre a cana-de-açúcar, explica que a célula a combustível opera como uma pilha, utilizando combustível para gerar energia elétrica. A célula possui dois eletrodos: o ânodo (oxidação do combustível) e o cátodo (redução do oxigênio). Uma membrana entre os eletrodos age como eletrólito, conduzindo eletricidade.

No dispositivo desenvolvido, a oxidação do caldo de cana ocorre no ânodo e a redução de oxigênio no cátodo. A ausência de resíduos perigosos, como a vinhaça, torna o processo ambientalmente amigável. A energia elétrica gerada pode ser direcionada para a fabricação de produtos de maior valor agregado, como ácidos glucônico, sacárico, lático, levulínico e furfural, com aplicações nas indústrias alimentícia, de cosméticos, farmacêutica e de polímeros.

Saiba mais detalhes da produção de energia elétrica pela cana-de-açúcar

Escalabilidade da tecnologia

O protótipo mostrou que é possível aumentar a escala em laboratório. Para se trabalhar com maiores quantidades de caldo de cana-de-açúcar e obter mais energia elétrica, será necessário aumentar a área dos eletrodos e desenvolver a tecnologia para uma escala maior. Recursos públicos e privados serão essenciais para concretizar o uso do dispositivo em escala industrial.

O estudo contou com os pesquisadores Bruno Villardi, Júlio Nadenha, Victória Maia, Priscila Zambiazi e Rodrigo Souza, todos do Ipen e do Programa de Tecnologia Nuclear e Materiais da USP. A supervisão foi de Almir Oliveira Neto, com co-orientação de Rodrigo Souza. Os resultados foram publicados na Revista Virtual de Química e na SugarTech, demonstrando o desempenho eletrocatalítico de diferentes composições de metais para a geração de energia a partir do caldo de cana-de-açúcar.

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Roberta Souza

Engenheira de Petróleo, pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos

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