Possível união entre Rússia e China, com a criação de gasodutos, vem do desejo dos chineses de diversificarem suas origens energéticas e plano russo de substituir seu maior cliente: a Europa!
A junção de dois objetivos: o de modificar a origem energética, que é consumida por milhões de fábricas e a substituição de um cliente incômodo (Europa), está fazendo com que a Rússia e a China firmem uma parceria para a criação de novos gasodutos.
De início, a parceria entre Rússia e China poderia entender-se e tornar uma grande parceria comercial, especialmente em um momento em que ambas enfrentam uma relação difícil com o Ocidente.
De acordo com analistas, diante do acordo, quem se sairia melhor e mais beneficiada seria a Rússia, que poderia evitar as sanções internacionais impostas devido à guerra na Ucrânia e, ainda conseguiria comercializar parte da produção de gás que ela deixou de enviar à Europa, que é o seu maior cliente. Afinal, os governos europeus passaram os últimos meses tentando reduzir sua dependência energética do Kremlin. Até então, a Rússia fornece 40% do gás consumido pela União Europeia.
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COMO FUNCIONA UM GASODUTO?
Consequências da possível parceria
Com a criação dos gasodutos diante da parceria entre China e Rússia, eles poderão enviar gás da Sibéria, na Rússia, até Xangai, no litoral da China, a uma distância de 3 mil km. Ele está em fase final de construção, mas já vem fornecendo combustível a diversos pontos do norte da China no trajeto.
Com isso, por mais que o gasoduto tenha começado suas operações bombeando apenas uma fração da sua capacidade, os dados mostram que a guerra tem impulsionado seu uso e a Rússia vem enviando mais gás para a China desde fevereiro, quando começou a invasão da Ucrânia.
Mais gasodutos
Moscou ainda avalia a construção de diversos gasodutos que permitam ampliar sua presença no mercado asiático, que não recebeu atenção por anos devido às enormes necessidades da Europa.
“Sabemos que o mercado chinês é o mais dinâmico do mundo e, nos próximos 20 anos, o aumento do consumo de gás na China representará 40% do aumento do consumo mundial de gás”, segundo afirmou recentemente o presidente da Gazprom, Alexey Miller.
Um dos projetos mais importantes atualmente é um segundo ramal do gasoduto Power of Siberia, que se chamará Power of Siberia 2. Este novo tubo poderá transportar para a China 50 bcm de gás natural por ano.
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