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Designer cria abrigo dobrável de papelão com acabamento resistente à água e retardante de fogo, monta em segundos e tenta virar opção para ajudar pessoas em situação de rua 

Publicado em 28/02/2026 às 21:03
Assista o vídeoabrigo dobrável Cardborigami para pessoa em situação de rua com acabamento resistente à água e tratamento retardante de fogo, ainda em protótipo
abrigo dobrável Cardborigami para pessoa em situação de rua com acabamento resistente à água e tratamento retardante de fogo, ainda em protótipo
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O Cardborigami, abrigo dobrável de papelão inspirado no origami, é pensado como alternativa temporária para pessoas em situação de rua. Criado por Tina Hovsepian em 2007, o projeto foi desenvolvido especificamente para atender à grande população em situação de rua de Los Angeles, ele tem versões 1.0 e 2.0; a portátil pesa 10,5 libras, abre em um minuto sozinho e recebe revestimento resistente à água e retardante de fogo.

O abrigo dobrável Cardborigami aparece como resposta prática a uma urgência que segue exposta nas calçadas: enquanto soluções estruturais não chegam, há quem tente reduzir o dano imediato de dormir ao relento. A proposta não promete “resolver” a falta de moradia, mas oferecer um passo intermediário, de transição, com montagem rápida.

Ao apostar em papelão dobrado, acabamento resistente à água e retardante de fogo, e um formato que abre sem exigir ferramentas, a designer coloca o foco em algo simples de entender: se o problema é agora, a proteção também precisa ser agora. Ainda assim, o projeto está em protótipo e depende de parcerias e financiamento para sair do papel.

Um abrigo de transição para um problema que insiste em permanecer

A ideia do Cardborigami nasce de um diagnóstico direto: a situação de sem-teto é ampla e não deve desaparecer tão cedo.

Nesse intervalo entre a realidade das ruas e a possibilidade de uma moradia permanente, o abrigo dobrável surge como uma tentativa de melhorar as condições mínimas de sobrevivência, oferecendo cobertura e uma barreira básica contra o ambiente.

Quando se fala em abrigo de transição, o ponto central é o tempo: não é “a casa”, mas um recurso temporário. Isso muda a régua de expectativas e também deixa mais evidente o dilema público: qualquer solução emergencial ajuda, mas não substitui políticas de longo prazo.

O Cardborigami entra justamente nesse espaço, onde o que falta, muitas vezes, é algo rápido de usar e fácil de transportar.

Quem criou o Cardborigami e por que o origami virou referência

O Cardborigami é uma criação da designer Tina Hovsepian, de Los Angeles. A inspiração declarada vem do origami, a arte japonesa de dobrar papel.

Não é um detalhe estético, é uma escolha de lógica: dobrar bem é o que permite transformar uma folha rígida em estrutura com forma, volume e sustentação, sem depender de peças soltas.

Essa ligação com o origami também sugere um objetivo prático: reduzir etapas. Em projetos voltados a pessoas em situação de rua, cada etapa extra pode virar um obstáculo, seja por tempo, por falta de orientação, por mobilidade reduzida, ou por condições adversas. Ao propor um abrigo dobrável que “se revela” a partir da própria dobra, a designer tenta aproximar o uso real do ideal: abrir, montar e se proteger, sem burocracia e sem ferramentas.

Como o abrigo dobrável funciona e o que muda entre as versões 1.0 e 2.0

O Cardborigami é produzido em duas versões. A versão 1.0 é descrita como maior e pensada para cenários de crises humanitárias, onde a necessidade costuma envolver abrigo para muitas pessoas em pouco tempo. Já a versão 2.0 foi desenhada para ser mais portátil, com foco no uso individual por pessoas em situação de rua, o que desloca a prioridade para transporte e rapidez.

É nessa versão 2.0 que aparecem os números mais concretos: o abrigo dobrável pesa 10,5 libras (quase 5 kg) e foi projetado para dobrar e abrir com facilidade.

A promessa de uso é objetiva: uma única pessoa consegue montar em menos de um minuto, sem exigir “montagem” no sentido tradicional, porque a estrutura já nasce integrada ao formato dobrado.

Resistência à água e retardante de fogo: por que esses acabamentos importam

No modelo 2.0, o abrigo dobrável recebe revestimentos resistentes à água e retardantes de fogo. Em termos práticos, isso aponta para dois riscos comuns do cotidiano de quem dorme ao relento: a exposição à umidade, que acelera desgaste de materiais e piora o desconforto, e a presença de fontes de calor próximas, que podem existir por múltiplas razões no ambiente urbano.

Aqui, vale separar promessa de resultado: o projeto descreve acabamentos com essas propriedades, mas o Cardborigami ainda é um protótipo, então a discussão mais responsável é sobre intenção e direção. Em um abrigo temporário, esses revestimentos são mais do que “extra”: eles definem se a ideia consegue passar do conceito para a rotina, porque o uso real é repetido, variável e, muitas vezes, em condições difíceis.

Além disso, a escolha do papelão como base reforça a importância do acabamento. O material tem vantagens evidentes em disponibilidade e facilidade de manipulação, mas também carrega limites conhecidos, especialmente diante de água e desgaste.

Por isso, a lógica do projeto fica clara: não basta dobrar rápido, é preciso aguentar minimamente o mundo lá fora.

Do protótipo ao uso real: orientação, centro de apoio e financiamento

As unidades Cardborigami são tratadas como parte de uma abordagem maior. A designer também planeja criar o Centro de Apoio Cardborigami, um espaço onde pessoas em situação de rua aprenderiam a usar o abrigo dobrável adequadamente e receberiam ajuda para avançar rumo a uma moradia mais permanente.

Essa camada é relevante porque reconhece um ponto muitas vezes ignorado: distribuir um item não garante uso correto, continuidade, nem acesso a redes de suporte.

No estágio atual, porém, o Cardborigami ainda está em fase de protótipo. Hovsepian busca colaborar com organizações e investidores com visão semelhante para tirar o projeto do papel, e a iniciativa tem como alvo de uma campanha de financiamento coletivo no GoFundMe.

Um vídeo de apresentação mostra a estrutura sendo montada e oferece detalhes de como o abrigo dobrável se abre e toma forma. É o tipo de demonstração que tenta provar rapidez e simplicidade, mas o salto para escala depende de parceria, produção e implementação.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

O Cardborigami coloca uma pergunta incômoda na mesa: enquanto soluções definitivas não chegam, o que é aceitável como proteção mínima para quem dorme ao relento?

Ao propor um abrigo dobrável inspirado no origami, com montagem em menos de um minuto, peso de 10,5 libras e acabamento resistente à água e retardante de fogo, a ideia tenta ser simples o suficiente para funcionar fora do papel, mesmo ainda sendo protótipo.

Quero saber como você enxerga isso na prática: um abrigo dobrável assim faria diferença real na sua cidade ou esbarraria em outros problemas mais urgentes, como segurança e acolhimento?

E, se você pudesse escolher, o que deveria vir primeiro num projeto de transição: resistência ao clima, facilidade de transporte, ou o suporte de um centro de apoio para orientar o uso e encaminhar para moradia?

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André
André
02/03/2026 13:40

So p facilitar a vida dos usuários de crack. Causar uma enorme poluição visual na cidade. Sem falar que isso dará uma sensação de propriedade do local ao usuário de crack. Morador de rua na sua maioria são fugitivos da **** e ou usuários de crack. Tem albergue p isso. C abrigo e comida. Porem tem hora de entrar, nao pode sair e naonpode usar droga la dentro, por isso os usuarios preferam ficar emporcalhando as ruas. Internação tinha que ser obrigatória. Quem tiver dó deles, é membros dos direitos humanos que os levem p dentro de suas casas… Quero ver se leva…

Eduard
Eduard
Em resposta a  André
02/03/2026 22:47

Troca de lugar com ele….

Irineu você não sabe nem eu
Irineu você não sabe nem eu
02/03/2026 03:52

A porrnha da porta do albergue está aberto para baú caiúdos mas não querem ficar aí jogados aí na rua não adianta lacradorzinho peidorreiro vir aqui tretar não porque isso é verdade tá bom não adianta vim mentir não tomar no ç com u rapaz!?

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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