Chimpanzés foram usados em pesquisas e experimentações, prática descrita pelo Projeto GAP como pouco ética. A espécie compartilha cerca de 99% da carga genética humana. Entre os casos registrados está Queenie, capturada na África, explorada por mais de 20 anos em zoológicos e laboratório, e transferida para santuário em 2004.
Chimpanzés aparecem entre os animais historicamente utilizados em pesquisas e experimentações, prática que o Projeto GAP descreve como realizada, na grande maioria das vezes, de maneira pouco ética. A proximidade biológica com os seres humanos é um dos elementos que acompanham essa história: chimpanzés e bonobos compartilham cerca de 99% da carga genética humana.
Segundo as informações reunidas pelo Projeto GAP em sua página dedicada à espécie, esses grandes primatas despertam interesse por sua inteligência e sensibilidade, ao mesmo tempo em que foram submetidos por anos a diferentes formas de exploração. O material também registra casos individuais de animais que passaram por laboratórios, zoológicos, circos e criadouros antes de chegar a santuários.
Chimpanzés compartilham cerca de 99% da carga genética humana

A proximidade entre chimpanzés e seres humanos é expressiva. Junto com os bonobos, eles estão entre os grandes primatas mais semelhantes à nossa espécie, segundo o Projeto GAP.
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A organização afirma que essa semelhança chega a aproximadamente 99% da carga genética, tornando os chimpanzés biologicamente mais próximos dos seres humanos do que dos gorilas.
Pesquisas e experimentações marcaram a relação humana com a espécie
O uso de chimpanzés em pesquisas aparece diretamente no histórico apresentado pelo Projeto GAP.
A entidade afirma que os animais “sempre foram muito usados em pesquisas e experimentações” e classifica grande parte dessas práticas como pouco ética.
Queenie passou mais de 20 anos entre zoológicos e laboratório
Um dos exemplos registrados é o de Queenie, chimpanzé nascida em 1961.
Ela foi capturada na África e, segundo o Projeto GAP, explorada durante mais de 20 anos em zoológicos e laboratório. Em 2004, foi finalmente transferida para o Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, em São Paulo.
Flynt também foi usado em experiências médicas
O histórico de Flynt apresenta outro caso ligado diretamente à experimentação.
O Projeto GAP informa que há poucos registros sobre seu passado, mas aponta que ele nasceu na Holanda, foi utilizado em experiências médicas e também para reprodução em um criadouro comercial que existia no Brasil. Depois, viveu por um breve período no santuário de Sorocaba.
Jane Goodall mudou a forma de observar os chimpanzés nos anos 1960

A percepção científica sobre a espécie também passou por uma transformação importante na década de 1960.
A primatóloga britânica Jane Goodall foi a primeira pessoa a observar, durante pesquisas de campo nas florestas da Tanzânia, chimpanzés criando e utilizando ferramentas. O Projeto GAP classifica essa descoberta como um divisor de águas na maneira como humanos passaram a enxergar chimpanzés e outros animais.
Na natureza, comunidades podem reunir de 20 a 150 chimpanzés
Os chimpanzés vivem naturalmente em estruturas sociais complexas. As comunidades podem reunir entre 20 e 150 integrantes e são lideradas por um macho, segundo o material.
Boa parte do tempo, porém, os animais se organizam em subgrupos menores, que mudam de composição conforme suas atividades. Esse sistema é conhecido como “fission-fusion”.
Grupos menores podem caçar ou funcionar como uma espécie de creche
A composição desses subgrupos varia conforme o objetivo.
Um agrupamento formado apenas por machos pode sair para caçar, enquanto fêmeas que tiveram filhotes recentemente podem permanecer juntas em uma formação que funciona como uma espécie de creche para os jovens.
Espécie está classificada como “Em Perigo”
A situação dos chimpanzés fora do cativeiro também é preocupante. A espécie é classificada como “Em Perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Entre as principais ameaças citadas estão a destruição do habitat, o desenvolvimento urbano e industrial, o aquecimento global e a caça furtiva ligada a atividades ilegais.
Santuários passaram a receber animais com históricos de exploração
Os registros do Projeto GAP mostram diferentes trajetórias de chimpanzés transferidos para santuários depois de viverem em laboratórios, circos, zoológicos, criadouros comerciais ou outras situações de exploração.
Queenie chegou ao santuário em 2004 após mais de duas décadas entre zoológicos e laboratório, enquanto Flynt teve passagem por experiências médicas e reprodução antes de viver em Sorocaba. Os dois casos integram um histórico mais amplo de animais que passaram a receber outro tipo de manejo depois de períodos de exploração.
Para você, o histórico de uso de chimpanzés em pesquisas deveria levar a regras ainda mais rígidas para proteger grandes primatas de experimentações e outras formas de exploração? Deixe sua opinião nos comentários.

