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Dependência de urânio nos EUA leva Washington a priorizar produção doméstica, enquanto projeto Aurora busca avançar com 47 furos, cerca de 8.230 metros de sondagem e estudo de pré-viabilidade previsto para o segundo semestre de 2027

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/08/2026 às 06:54 Atualizado em 08/08/2026 às 07:06
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A Eagle Nuclear Energy prepara uma campanha de 47 furos no projeto Aurora, na fronteira entre Oregon e Nevada, onde afirma controlar 32,75 milhões de libras de recursos indicados de urânio, enquanto aguarda autorizações federais e estaduais.

Projeto de urânio nos EUA tem mais 4,98 milhões de libras na categoria inferida

De acordo com o interestingengineering, o Aurora Uranium Project concentra o principal ativo de urânio da Eagle Nuclear Energy. Segundo a empresa, o depósito possui 32,75 milhões de libras de recursos indicados e outras 4,98 milhões de libras classificadas como recursos inferidos.

Os números foram apresentados de acordo com o padrão de relatório SK 1300. A Eagle descreve Aurora como o maior depósito convencional de urânio medido e indicado dos Estados Unidos.

A próxima etapa será voltada à obtenção de informações para avaliar a viabilidade de futuras operações de mineração. A empresa já protocolou pedidos de licença para executar uma campanha de perfuração de pré-viabilidade.

O programa planejado prevê 47 furos de sondagem, que juntos devem alcançar aproximadamente 27 mil pés, equivalentes a cerca de 8.230 metros.

A perfuração, porém, ainda não pode começar. As aprovações necessárias nos níveis federal e estadual permanecem pendentes.

Estudo de pré-viabilidade está previsto para o segundo semestre de 2027

A Eagle prevê concluir o estudo de pré-viabilidade do projeto Aurora no segundo semestre de 2027. Os resultados da campanha de perfuração deverão fornecer informações para esse trabalho e ajudar na avaliação do potencial econômico do depósito.

Para apoiar essa etapa, a empresa ampliou sua estrutura técnica com a contratação da Yukuskokon Professional Services.

Também foram expandidas as parcerias já existentes com a BBA USA e a SLR International para trabalhos relacionados a engenharia, avaliação de recursos e licenciamento.

Financeiramente, a Eagle informou possuir aproximadamente US$ 28 milhões em caixa e nenhuma dívida com juros em seu relatório referente ao segundo trimestre de 2026 apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC.

A companhia ainda não gera receita.

Estados Unidos tentam reduzir dependência de urânio importado

O avanço do Aurora ocorre enquanto os Estados Unidos buscam ampliar sua cadeia doméstica de suprimentos de urânio.

Embora a energia nuclear responda por aproximadamente um quinto da geração de eletricidade do país, os Estados Unidos produzem apenas uma pequena parcela do urânio consumido por seus reatores.

A dependência externa passou a ser tratada como uma preocupação de segurança nacional. Formuladores de políticas federais incluíram o urânio na lista americana de minerais críticos.

Também foram adotadas medidas para diminuir a dependência do combustível nuclear russo e expandir a capacidade doméstica de conversão e enriquecimento.

Ao mesmo tempo, empresas de serviços públicos vêm garantindo suprimentos de urânio de longo prazo, enquanto governos planejam novos reatores nucleares.

O aumento das necessidades de eletricidade associadas aos centros de dados de inteligência artificial também adicionou pressão sobre a demanda por geração confiável de energia de base.

Licenças e resultados da perfuração ainda condicionam avanço de Aurora

O passo imediato para a Eagle é obter as licenças necessárias para iniciar a campanha de sondagem. Os resultados obtidos serão incorporados ao estudo de pré-viabilidade previsto para 2027.

Além do projeto de mineração, a Eagle possui direitos exclusivos sobre uma tecnologia proprietária de pequenos reatores modulares.

Aurora, entretanto, permanece como um projeto em desenvolvimento. Antes de eventualmente se tornar uma mina operacional, a empresa ainda enfrenta riscos relacionados a licenciamento, questões técnicas e financiamento.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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