O desemprego é explicado pelas ações de isolamento e distanciamento social. A medida é crucial para conter o avanço do novo coronavírus
Efeito coronavírus: 1,1 milhão de trabalhadores com carteira assinada perderam o seu emprego nos meses de março e abril deste ano. As informações são provenientes de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última quarta-feira (27/05) pelo Ministério da Economia. Para superar a crise, Petrobras atrai alta demanda e levanta 3,5 bilhões de dólares com títulos globais
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Nos dados do Caded, o Brasil registrou em abril o fechamento de 860.503 mil vagas de emprego com carteira assinada. Foram 598.596 contratações contra 1.459.099 dispensas.
Em janeiro, o saldo entre contratações e demissões tinha sido positivo em 113.155 vagas. Em fevereiro, a diferença também foi positiva em 224.818 oportunidades de emprego.
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Já em março, quando teve início a crise causada pelo coronavírus, as demissões superaram as contratações em 240.702.
O resultado é o pior desde 1992, quando teve início a série histórica do Caged. À época, o Brasil havia fechado 142 mil vagas de emprego no mesmo período.
O impacto é explicado pelas ações de isolamento e distanciamento social. A medida é crucial para conter o avanço do novo coronavírus.
Entre os estados, São Paulo puxou o resultado negativo do emprego. Foram 227.670 demissões. Na segunda pior posição, o Rio de Janeiro fechou 125.154 postos com carteira assinada entre janeiro e abril deste ano.
Setores que tiveram o maior índice negativo de emprego
Por setor, serviços foi o que mais perdeu vagas em abril, com saldo líquido negativo de 362.378 dispensas.
Na sequência, vem o comércio, com 230.209 vagas a menos, e depois a indústria, que eliminou 195.968 postos.
Na Construção, as dispensas somaram 66.942 trabalhadores e na agricultura, 4.999.
No ano, apenas a agricultura registra mais admissões que dispensas, somando 10.032 postos.
O comércio foi o que mais fechou vagas, 342.748, seguindo pelo setor de serviços, 280.716, e indústria, 127.886. Na construção a perda de postos de trabalho somou 21.837.

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