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Cientistas desenvolvem isolante térmico de madeira para construção civil capaz de superar materiais à base de petróleo

4 de agosto de 2022 às 11:38
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Cientistas desenvolvem isolante térmico de madeira para construção civil capaz de superar materiais à base de petróleo
Amostra do “isopor de madeira” construído pela equipe. [Imagem: Jonas Garemark/KTH]

Prometendo ser um possível e ideal substituto de materiais à base de petróleo, novo isolante térmico feito de madeira pode ser solução para construção civil na tentativa de elaboração de edifícios mais sustentáveis.       

A construção civil já pode se preparar para construir edifícios muito mais eficientes em questão energética e, também, ambientalmente mais sustentáveis. Cientistas estão utilizando um material que é termicamente isolante e desenvolvido a partir da madeira, livre de derivados de petróleo.

Novo isolante térmico feito de madeira, desenvolvido por cientistas, pode ajudar a construção civil na elaboração de edifícios mais sustentáveis

Desenvolvido por cientistas na Suécia, o novo isolante térmico surpreendeu com seu desempenho, ao ser tão bom quanto ou muito melhor do que os materiais de isolamento térmico comuns, feitos com materiais à base de petróleo, como, por exemplo, o poliestireno expandido.

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O isolante térmico desenvolvido pelos cientistas da Suécia é feito com uma madeira integrada a um aerogel. Porém, apesar de parecer novo, o aerogel de celulose de madeira não é uma novidade de fato, pois há algum tempo os cientistas vêm avançando em pesquisas e elaboração de novos géis e outros compostos, realizando diversos testes com várias aplicações, incluindo a madeira transparente, que já se tornou famosa.

No entanto, a equipe de cientistas ainda não garante que seu novo método possa representar de fato um avanço no processo de criação controlada de nanoestruturas termicamente isolantes nos poros da madeira, por enquanto, fazendo isso sem a necessidade de adicionar outras substâncias.

Superando outros materiais à base de petróleo, isolante térmico feito de madeira e aerogel pode substituir outros tipos de isolantes menos sustentáveis

De acordo com a professora Yuanyuan Li, do Instituto Real de Tecnologia, os aerogéis fortes de base biológica poderão ser utilizados para substituir os atuais aerogéis feitos a base de fósseis, para um super isolamento térmico, algo que poderá contribuir para a eficiência energética, bioeconomia e principalmente para o desenvolvimento sustentável da sociedade em geral.

De fato, a construção civil poderá investir futuramente nesses isolantes térmicos, como forma de auxiliar na formação de uma sociedade sustentável. O isolamento térmico de edifícios, devido à economia de energia com ar condicionado, não é o único uso em potencial para o aerogel de madeira, pois sua estrutura única permite que novos materiais mais avançados sejam criados para armazenamento, conversão de energia e até mesmo engenharia de tecidos.

A professora Yuanyuan Li ainda deu o exemplo das embalagens, cuja espuma plástica, como o poliestireno, ajuda a evitar que haja uma transferência de calor entre os objetos e o ambiente ao redor, como uma forma de manter as mercadorias frescas ao longo do transporte/armazenamento. No entanto, a formação in situ de redes de nanofibrilas na parte interna dos espaços vazios da madeira poderá resultar em uma madeira com alto isolamento térmico.

Processo de fabricação do isolante térmico

O processo já se inicia com a deslignificação da madeira, ou seja, é realizada a remoção da lignina, que é o componente que dá cor e resistência à madeira, deixando apenas os poros ou as cavidades vazias. A próxima etapa é fazer a redução de condutividade térmica no material, invadindo os grandes poros vazios para gerar mais nanoporos dentro deles.

Essas estruturas nanoporosas só são criadas quando se faz a dissolução parcial das paredes celulares, seguida de precipitação controlada. Para isso, é feita uma mistura de líquido iônico para dissolver parcialmente a parede celular momentos antes de adicionar água, fazendo com que sejam geradas redes de nanofibrilas, tornando a cavidade nanoporosa.

A professora Li ainda afirma que a sua equipe de cientistas conseguiu alcançar um nível alto e significativo de controle sobre o processo de precipitação, ou seja, eles podem criar o nível preciso de nanoporosidade para que o isolante possa alcançar a condutividade térmica ideal.

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