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Cidade onde mais faz Sol no Brasil atrai milhões com energia solar, exporta manga e uva para Europa e EUA e vira modelo de desenvolvimento no sertão com irrigação de ponta e turismo ecológico

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 29/12/2025 às 19:23
Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.
Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.
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Sol intenso, irrigação estruturada e exportação de frutas colocam município do sertão pernambucano no centro de debates sobre energia renovável, agronegócio e diversificação econômica, com impactos na geração de empregos, comércio exterior e atividades turísticas ligadas ao Rio São Francisco.

Petrolina, no sertão pernambucano, tem consolidado uma base econômica apoiada na alta incidência de sol e no uso das águas do Rio São Francisco.

Esses fatores sustentam a expansão da geração de energia solar, da fruticultura irrigada e de atividades ligadas a serviços e turismo, com impactos diretos na renda e no emprego locais.

Dados frequentemente citados por órgãos técnicos e reportagens nacionais indicam que o município registra cerca de 330 dias de sol por ano, informação utilizada como referência para avaliar o potencial energético e agrícola da região.

Ao longo dos últimos anos, a combinação entre investimentos privados e políticas públicas voltadas ao semiárido ampliou a presença de Petrolina em debates sobre desenvolvimento regional.

Projetos de energia renovável, produção agrícola voltada à exportação e iniciativas turísticas passaram a aparecer de forma recorrente em análises econômicas sobre o Nordeste, sobretudo aquelas relacionadas ao Vale do São Francisco.

Energia solar no sertão impulsiona projetos e serviços

A elevada disponibilidade de radiação solar colocou Petrolina no radar de empresas interessadas em geração fotovoltaica.

De acordo com avaliações técnicas do setor elétrico, regiões com esse perfil climático tendem a apresentar maior eficiência na produção de energia a partir do sol, o que explica a instalação de usinas e sistemas distribuídos no município e em seu entorno.

Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.
Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.

Além da geração em si, a presença desses empreendimentos tem reflexos em atividades associadas, como engenharia, instalação de equipamentos e manutenção.

Representantes do setor costumam apontar que esse tipo de projeto demanda mão de obra qualificada e logística contínua, o que contribui para movimentar a economia local.

Instituições públicas e privadas da cidade também adotaram sistemas solares para reduzir gastos operacionais, prática mencionada em relatórios e comunicações institucionais sobre eficiência energética.

Apesar da visibilidade do tema, não há um levantamento público consolidado, de fácil acesso, que detalhe exclusivamente a potência instalada de energia solar em Petrolina, separando grandes usinas e geração distribuída.

O que se observa, com base em informações setoriais, é uma tendência de crescimento, frequentemente citada em análises regionais sobre fontes renováveis no Nordeste.

Irrigação no Vale do São Francisco sustenta produção agrícola

Enquanto o sol sustenta a expansão energética, a agricultura irrigada depende diretamente do Rio São Francisco.

Petrolina integra o Submédio São Francisco, área onde projetos de irrigação estruturados desde as décadas finais do século XX transformaram a paisagem produtiva do semiárido.

Entre esses projetos está o Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho, cuja implantação começou nos anos 1980.

Informações divulgadas por órgãos gestores indicam que a área irrigável do perímetro soma 18.667 hectares, com lotes ocupados por pequenos produtores e empresas agrícolas.

A infraestrutura inclui canais, estações de bombeamento e sistemas de controle hídrico que permitem o cultivo regular mesmo em períodos de estiagem.

Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.
Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.

Gestores ligados aos distritos de irrigação costumam destacar que o funcionamento desses projetos envolve não apenas tecnologia no campo, mas também administração coletiva da água e manutenção permanente da infraestrutura.

Essa organização é apontada como fundamental para a estabilidade da produção agrícola e para a previsibilidade das safras ao longo do ano.

Exportação de manga e uva conecta o sertão a mercados globais

Com irrigação e manejo técnico, a região se especializou na produção de frutas tropicais, especialmente manga e uva.

A colheita programada e a logística integrada permitem atender tanto o mercado interno quanto compradores no exterior, o que colocou o Vale do São Francisco entre os principais polos exportadores do país nesse segmento.

Dados divulgados por entidades representativas do setor indicam que, em 2024, as exportações de manga e uva da região alcançaram cerca de US$ 480 milhões.

A União Europeia aparece como principal destino, concentrando a maior parte das compras dessas frutas, enquanto os Estados Unidos figuram entre os mercados mais relevantes fora do continente europeu.

O Reino Unido também é citado com frequência entre os importadores.

Informações do Ministério da Agricultura mostram que os Estados Unidos foram, em 2023, o segundo maior importador de manga e uva do Brasil.

No ano seguinte, houve redução nos volumes embarcados para aquele mercado, movimento atribuído por representantes do setor a fatores como custos logísticos e incertezas comerciais.

Especialistas em comércio exterior ressaltam que esse tipo de oscilação afeta diretamente a rentabilidade dos produtores, sobretudo em cadeias sensíveis ao tempo de transporte.

Turismo no Rio São Francisco amplia atividades econômicas

Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.
Petrolina transforma sol e irrigação em energia limpa, frutas exportadas e turismo no sertão, com impacto econômico e presença nos mercados europeu e americano.

Além da energia e da agricultura, o turismo tem ganhado espaço na economia local.

Roteiros associados ao Rio São Francisco, como passeios de barco e visitas a áreas de paisagem natural, aparecem em materiais de divulgação e em reportagens sobre alternativas econômicas no semiárido.

Segundo gestores públicos e agentes do setor turístico, essas atividades ajudam a diversificar a economia e a ampliar a permanência de visitantes na região.

O município também é citado em iniciativas de turismo ecológico e cultural, que associam a experiência no rio ao conhecimento sobre o bioma da caatinga e a história do Vale do São Francisco.

No entanto, não há dados públicos consolidados que indiquem, com precisão, o número anual de turistas em Petrolina ou o impacto econômico direto do setor.

A ausência dessas estatísticas limita análises mais detalhadas sobre o peso do turismo na economia local, embora o segmento seja frequentemente apontado como complementar às atividades agrícolas e energéticas.

Com base em fatores climáticos, infraestrutura de irrigação e inserção no comércio internacional de frutas, Petrolina reúne características citadas por técnicos e gestores como relevantes para o desenvolvimento do semiárido; a questão que permanece em debate é como investimentos em logística, gestão hídrica e qualificação profissional poderão influenciar a sustentabilidade desse modelo nos próximos anos?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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