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China testa drone semelhante a OVNI

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 29/08/2025 às 12:20
drone
Foto: Reprodução
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Protótipo chinês com formato incomum lembra o famoso incidente “Gimbal” da Marinha dos EUA e promete unir eficiência em voo e versatilidade.

Quase dez anos depois de pilotos da Marinha dos Estados Unidos relatarem um objeto em forma de fuso sobre a Costa Leste, pesquisadores chineses apresentaram um protótipo que lembra o famoso incidente “Gimbal”.

Aquele encontro foi registrado em 2015 por um caça F/A-18 Super Hornet do USS Theodore Roosevelt. O vídeo, desclassificado apenas em 2021, gerou debates sobre fenômenos aéreos não identificados e possíveis tecnologias fora do alcance militar conhecido.

Agora, cientistas da Universidade de Aeronáutica de Zhengzhou colocaram em voo experimental um drone que carrega uma silhueta muito semelhante ao objeto filmado pela Marinha norte-americana.

O projeto chinês

Segundo o jornal South China Morning Post, a equipe desenvolveu um drone de decolagem e pouso vertical (VTOL) com formato não convencional. O design foge de quadricópteros e asas fixas, adotando uma estrutura em asa elíptica fechada, com seção central reta e estabilizadores verticais.

O resultado é uma aeronave que se assemelha a um fuso. Nos pontos de junção das asas foram instalados quatro rotores responsáveis por levantar o veículo e estabilizar a transição de voo.

O professor Liu Zhanhe, líder do projeto, explicou que o conceito busca unir as vantagens de drones multirrotores e aeronaves de asa fixa. O objetivo é solucionar um dilema histórico: combinar capacidade de decolagem vertical com alcance eficiente em voo.

As diferenças em relação a drones tradicionais

Os drones VTOL convencionais conseguem pousar e levantar voo em áreas limitadas, mas perdem em resistência e alcance. Já os de asa fixa são eficientes no voo, porém dependem de pistas ou catapultas para operar.

A proposta da equipe chinesa preenche essa lacuna. Durante decolagem e pouso, os rotores oferecem sustentação contínua. No ar, a aeronave muda para voo frontal e a asa híbrida gera sustentação significativa com ajuda de controle de circulação e pressão.

Testes e simulações mostraram que a inclinação da curva de sustentação desse drone é mais que o dobro da obtida com asas retas. Em voo, os dados confirmaram ganhos notáveis de eficiência, garantindo estabilidade em baixas velocidades e ângulos de ataque elevados.

Aplicações possíveis

O protótipo foi projetado para receber cargas modulares. Ele pode transportar sensores, equipamentos de emergência, pods de suprimentos ou amostradores atmosféricos.

Entre as aplicações destacadas estão vigilância de campo de batalha, reconhecimento marítimo, monitoramento ambiental e missões de emergência. O drone pode coletar amostras de água, entregar suprimentos em locais isolados e atuar em operações de busca e salvamento, especialmente em áreas costeiras.

O jornal chinês informou ainda que projetos derivados mais simples estão em estudo para uso naval. A ideia seria lançar drones a partir de navios de guerra, ampliando a capacidade de operação no mar.

Os desafios técnicos

Apesar dos bons resultados iniciais, a equipe reconhece obstáculos. O formato em anel da asa gera arrasto aerodinâmico extra. Por isso, ajustes de curvatura e forma geral ainda são necessários para reduzir perdas.

Outro ponto é o controle. Algoritmos precisam ser refinados para evitar voos ineficientes, que ampliam o arrasto. Alguns críticos chegaram a dizer que aeronaves nesse formato correm risco de instabilidade.

Mesmo assim, Liu e seus colegas relataram que o protótipo manteve voo estável em diversos testes. A asa administrou bem o fluxo de ar e respondeu adequadamente a ângulos mais agressivos.

Um eco do caso Gimbal

Para observadores, a silhueta do drone chinês remete diretamente ao vídeo do “Gimbal”. Em 2015, a Marinha dos EUA não conseguiu explicar o que seus pilotos viram.

Pesquisadores chineses, por outro lado, afirmam que formatos incomuns podem oferecer vantagens aerodinâmicas reais. Ao publicar o estudo revisado por pares, a equipe resumiu o conceito com uma frase: “Ele tem o melhor dos dois mundos, desde aeronaves multirrotores até aeronaves de asa fixa.”

O resultado reacende a comparação entre o mistério de uma década e os avanços tecnológicos que começam a tomar forma em laboratórios.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor. Para sugestões de pauta ou qualquer dúvida, entre em contato pelo e-mail flclucas@hotmail.com.

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