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China encomenda ilha flutuante de US$ 413 milhões com 138 metros, seis laboratórios e espaço para 238 pessoas pesquisarem o oceano

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Escrito por Roberta Souza Publicado em 27/10/2026 às 08:46 Atualizado em 27/10/2026 às 08:50
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Plataforma terá propulsão própria, dois cascos semissubmersíveis e entrega prevista para junho de 2030, com projeto voltado a longas permanências em alto-mar
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Plataforma terá propulsão própria, dois cascos semissubmersíveis e entrega prevista para junho de 2030, com projeto voltado a longas permanências em alto-mar

A China contratou a construção de uma plataforma científica que combina a mobilidade de uma embarcação com a estrutura de uma base de pesquisa oceânica. Segundo reportagem do The Maritime Executive publicada em 23 de outubro de 2026, a chamada “ilha flutuante” custará aproximadamente US$ 413 milhões e deverá operar sob responsabilidade da Universidade Jiao Tong de Xangai.

O contrato com o estaleiro Shanghai Waigaoqiao foi assinado em 18 de outubro, conforme anúncio da própria universidade. O projeto prevê instalações para estudar equipamentos marítimos, fenômenos meteorológicos e ecossistemas durante períodos prolongados no oceano.

Apesar do nome, a estrutura será uma plataforma naval com propulsão própria. Assim, poderá mudar de posição entre áreas de pesquisa, em vez de permanecer fixada em um único local.

Estrutura terá dimensões de um grande complexo offshore

O projeto prevê 138 metros de comprimento e 85 metros de largura. O deslocamento máximo será de aproximadamente 74 mil toneladas, enquanto a velocidade de projeto chegará a 11 nós, equivalentes a cerca de 20 km/h.

A configuração utiliza dois cascos em uma estrutura semissubmersível. Essa escolha integra a proposta de combinar estabilidade durante os trabalhos científicos com capacidade de deslocamento.

Para os pesquisadores, conciliar essas características é importante. Uma base de observação precisa oferecer condições adequadas ao uso de instrumentos, mas também deve alcançar diferentes regiões conforme as necessidades das campanhas.

Dessa forma, o conceito procura reunir funções normalmente associadas a navios de pesquisa e instalações offshore de longa permanência.

Seis laboratórios vão apoiar estudos e ensaios marítimos

Segundo a Universidade Jiao Tong, a instalação terá seis laboratórios embarcados e um centro de apoio às operações no mar.

As atividades incluem pesquisas sobre equipamentos pesados e sistemas oceânicos, observação de fenômenos meteorológicos perigosos e acompanhamento prolongado de ecossistemas. A capacidade total será de 238 pessoas, entre tripulantes e pesquisadores.

A permanência no local pode favorecer estudos que exigem medições ao longo do tempo. Em pesquisas ambientais, por exemplo, acompanhar mudanças sucessivas ajuda a compreender processos que uma coleta isolada pode não revelar.

Além disso, reunir equipes e instrumentos na mesma estrutura permite organizar diferentes frentes de trabalho durante uma campanha. O aproveitamento dessa infraestrutura dependerá do planejamento científico e das condições operacionais de cada missão.

Projeto distingue operação em mar agitado de sobrevivência a tufões

A universidade informa que a plataforma poderá trabalhar em estado de mar 7. Também estabelece como requisito de projeto a sobrevivência a condições de tufão com ventos de força 17 na escala utilizada no anúncio.

Esses parâmetros descrevem situações diferentes. A condição de sobrevivência corresponde à proteção da estrutura e das pessoas em um evento extremo, sem significar que todos os experimentos continuarão durante a tempestade.

Por isso, os limites de cada atividade precisarão acompanhar procedimentos de segurança e características dos equipamentos. Mesmo uma instalação de grande porte depende de decisões operacionais diante das condições do oceano.

Bases em terra darão suporte às campanhas

O empreendimento inclui instalações de apoio em Changxing, em Xangai, e em Sanya, na província de Hainan. Elas deverão atender às necessidades de manutenção, operação e comando.

Essa estrutura em terra complementa os laboratórios embarcados. Afinal, campanhas prolongadas exigem abastecimento, preparação de equipes, manutenção de instrumentos e organização dos dados coletados.

Nesse contexto, a tecnologia a bordo representa apenas uma parte do funcionamento da base científica.

Construção está prevista para começar em 2028

O cronograma informado pelo The Maritime Executive prevê início da construção em 2028 e entrega em junho de 2030.

O contrato marca, portanto, uma etapa dos investimentos necessários para transformar o conceito em instalação operacional. Até lá, engenharia, construção e testes deverão demonstrar como a plataforma reunirá mobilidade, estabilidade e capacidade científica em alto-mar.

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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