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Casa de 1.200 m² nasce num terreno íngreme de 10 mil m² em Itaipava e, durante a obra, arquitetos encontram uma rocha gigante, decidem não removê-la, moldam vidros à geometria da pedra e incorporam o achado à sauna do spa, enquanto outras rochas passam a apoiar a garagem e a construção

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 14/08/2026 às 12:19 Atualizado em 14/08/2026 às 12:20
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Terreno íngreme, grandes formações naturais e uma decisão incomum durante a construção mudaram parte de uma residência na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde estruturas, materiais e espaços internos precisaram se adaptar às características encontradas no local sem esconder os elementos originais da paisagem.

Uma residência de campo com cerca de 1.200 m² precisou se adaptar a um terreno original de 10 mil m² bastante íngreme em Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e a própria topografia passou a orientar decisões importantes do projeto.

Durante a construção, porém, grandes rochas encontradas no local deixaram de ser tratadas apenas como obstáculos e foram incorporadas à casa, inclusive na área do spa, onde uma formação natural exigiu que os vidros da sauna acompanhassem seu contorno irregular.

Segundo o escritório Magarão + Lindenberg Arquitetura, responsável pelo projeto, os proprietários queriam uma casa espaçosa, confortável e integrada aos ambientes sociais, mas também buscavam reduzir ao máximo os desníveis em um terreno situado na parte alta de um condomínio.

Diante dessa condição, os arquitetos adotaram um volume mais alongado e paralelo às curvas naturais do solo, distribuindo os diferentes patamares da residência conforme a topografia existente, em vez de tentar transformar toda a área em uma superfície artificialmente uniforme.

Casa de 1.200 m² se adapta ao terreno íngreme de Itaipava

Foi nesse processo de implantação que várias pedras apareceram, e as maiores acabaram preservadas como parte da própria construção, passando a servir de apoio para volumes específicos da residência, entre eles a garagem e o setor onde foi instalada a sauna.

Já as pedras menores receberam outro destino, porque parte delas foi aproveitada na execução de muros, enquanto outras foram fracionadas para produzir revestimentos de paredes, fazendo com que materiais encontrados dentro do terreno reaparecessem em diferentes trechos da casa.

O episódio mais incomum ocorreu justamente na área do spa, quando uma grande rocha surgiu durante a construção do ambiente e obrigou a equipe a decidir entre removê-la ou redesenhar parte da solução prevista para aquele ponto da residência.

Em vez de eliminar a formação para abrir espaço, os responsáveis pelo projeto escolheram mantê-la visível dentro da sauna, o que transformou a pedra em elemento permanente do ambiente e exigiu uma adaptação feita especialmente para acomodar sua geometria natural.

Rocha gigante encontrada durante a obra vira parte da sauna

Como a superfície da rocha não seguia linhas regulares, os painéis de vidro que delimitam a sauna precisaram ser moldados conforme seu contorno, num trabalho descrito pelo escritório como altamente artesanal e pensado para manter a formação exposta dentro do espaço.

Assim, uma característica descoberta durante a obra passou a fazer parte da experiência interna da residência, com a superfície bruta da pedra dividindo o ambiente com os materiais do spa e permanecendo visível através do fechamento transparente instalado ao redor.

Além da sauna, o setor de bem-estar reúne área de espreguiçadeiras, hidromassagem aquecida e banheiro, integrando o nível social da casa, onde também estão salas de estar e jantar, cozinha, área gourmet, terraço e piscina voltados para a convivência.

Em outros pontos do projeto, a relação com os materiais naturais continua presente por meio de paredes revestidas em pedra, estrutura metálica aparente, madeira exposta nos telhados, grandes esquadrias de alumínio e venezianas externas produzidas em madeira natural.

Pedra, vidro e madeira aparecem em diferentes áreas da residência

Para ampliar a iluminação e preservar a conexão visual com a paisagem, grandes superfícies de vidro foram posicionadas nas áreas de convivência, aproveitando a localização elevada da propriedade e orientando os principais ambientes para as áreas verdes existentes ao redor do terreno.

Nas salas de estar e jantar, o telhado mantém a estrutura de madeira aparente, enquanto o ambiente de refeições combina uma parede revestida de pedra com portas deslizantes de madeira e a sala principal recebe uma lareira suspensa voltada para a paisagem.

Em outro nível da residência, a área íntima reúne sete suítes e uma sala de televisão, segundo os dados apresentados pelo escritório, com piso de madeira natural, varanda executada em deck e estrutura aparente do telhado mantida também no ambiente de TV.

Já na área gourmet, concebida como um dos principais espaços de convivência, uma grande ilha de quartzito natural divide atenção com o pergolado coberto por forro trançado de dendê, enquanto churrasqueira e forno aparecem integrados a volumes revestidos com chapa metálica.

Piscina de borda infinita acompanha a implantação no terreno

Do lado de fora, a piscina de borda infinita acompanha a implantação da casa sobre o terreno e se projeta visualmente em direção às copas das árvores, além de incluir uma parte rasa destinada a espreguiçadeiras e receber incidência solar ao longo do dia.

Próximo às araucárias existentes na propriedade, outro ambiente externo foi criado para receber uma lareira de chão, cercada por uma área circular com uma espécie de sofá executado em pedra e material cimentício, onde podem ser colocados estofados.

Além desses espaços, a residência possui quadras de tênis e beach tennis incorporadas ao programa solicitado pelos proprietários, enquanto a ficha técnica apresentada pelo escritório atribui a construção à Izidoro Engenharia e o projeto arquitetônico ao Magarão + Lindenberg Arquitetura.

Entre as soluções adotadas, a presença das pedras encontradas durante a execução se destaca porque elas não aparecem apenas como acabamento decorativo acrescentado depois, mas participam fisicamente da casa, seja apoiando volumes, revestindo paredes ou permanecendo dentro da sauna.

Rochas do próprio terreno passam a integrar a arquitetura da casa

Na área do spa, especialmente, o encontro entre rocha natural e vidro registra uma decisão tomada ainda durante a construção: adaptar a arquitetura ao que já fazia parte do terreno, permitindo que o contorno da formação determinasse o desenho final de parte do ambiente.

Ao encontrar uma rocha gigante exatamente no espaço previsto para uma sauna, você preferiria removê-la para preservar o projeto original ou adaptaria vidros, estruturas e acabamentos para transformar a própria formação natural em parte permanente da casa?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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