Entenda como funciona o novo programa do governo que reduz o IPI para alguns veículos e aumenta a taxação para outros, impactando diretamente o preço dos carros novos e usados.
O governo lançou o programa “Carro Popular Sustentável”, uma iniciativa que promete agitar o mercado automotivo brasileiro com reduções de preço que podem chegar a quase R$ 20.000 em alguns modelos. A medida, que reduz o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos mais eficientes e produzidos no Brasil, visa incentivar a indústria nacional e renovar a frota.
No entanto, a novidade funciona como uma balança: para alguns carros ficarem mais baratos, outros, considerados menos sustentáveis, serão sobretaxados e ficarão mais caros. Entenda quem ganha e quem perde com essa mudança.
Como funciona o desconto para carros populares?
Para um veículo ser elegível ao desconto do IPI, ele precisa atender a três critérios rigorosos, focados em sustentabilidade e produção nacional:
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- Baixa emissão: O carro deve emitir menos de 83 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilômetro rodado.
- Sustentabilidade: Pelo menos 80% dos materiais utilizados na construção da carroceria devem ser recicláveis.
- Produção nacional: O veículo, incluindo a estamparia da carroceria e o motor, deve ser fabricado no Brasil.
As categorias contempladas são: subcompactos, compactos, SUVs de pequeno porte e picapes pequenas.
Quais carros já estão mais baratos?
Algumas montadoras já se adiantaram e anunciaram os modelos com preços reduzidos. Na Volkswagen, por exemplo, o T-Cross 200 TSI teve uma redução de R$ 10.000, enquanto a Saveiro cabine simples recebeu um dos maiores descontos até agora. Na Fiat, Mobi e Argo já estão com novos valores, e na Renault, o Kwid é o primeiro da lista.
Outras marcas como Chevrolet, Hyundai, Citroën e Peugeot devem divulgar seus carros contemplados nos próximos dias.
E quais carros ficarão mais caros?
O programa se baseia em uma “reorganização tributária”. Isso significa que a redução de imposto para os carros populares será compensada pelo aumento da alíquota para outros modelos. Ficarão mais caros:
- Importados: Modelos como o Fiat Cronos (Argentina) e o Nissan Versa (México) não entram no programa.
- Modelos a gasolina: Carros como o Jeep Compass Black Hawk e o Chevrolet Equinox terão a alíquota aumentada.
- Modelos a diesel: SUVs e picapes como Chevrolet Trailblazer, Mitsubishi Pajero e Toyota SW4 também serão sobretaxados.
- Modelos maiores: Veículos como o Toyota Corolla Cross e o Jeep Compass, por seu porte, também ficam de fora dos benefícios.
Quem se prejudica com a mudança?
A medida, apesar de beneficiar quem planeja comprar um carro popular zero, cria um efeito colateral para outros três grupos:
- Quem comprou carro recentemente: Aqueles que adquiriram um dos modelos agora contemplados pelo preço cheio verão seu veículo desvalorizar de forma acentuada.
- Donos de carros usados: Com a queda no preço dos novos, o mercado de usados também será forçado a baixar os preços para se manter competitivo.
- Quem deseja um carro que será taxado: Consumidores que planejavam comprar um SUV maior, um modelo importado ou a diesel terão que arcar com o aumento de preço.
O programa tem validade até o final de 2026. E você, de que lado ficou: dos beneficiados ou dos prejudicados? O que achou da iniciativa? Deixe sua opinião nos comentários!
Bom, mais deveria ter mais opções e pelo menos fica em 30%, porque assim atende a demanda de muita gente, porque assim ainda fica benefícios para às pessoas com PCD que a família tem condições melhores que o pobre que precisa para ir ao médico e etc.