Dados divulgados pela ANP em 3 de novembro mostram que a produção nacional voltou a bater recorde em setembro de 2026, com o pré-sal alcançando 5,1 milhões de barris equivalentes por dia e o FPSO Almirante Tamandaré liderando a extração entre as instalações do país.
O Brasil atingiu a produção histórica de 6,12 milhões de barris de óleo equivalente por dia em setembro de 2026, estabelecendo um novo recorde na exploração de petróleo e gás natural. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 3 de novembro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O volume supera o recorde anterior, registrado em agosto, quando o país ultrapassou pela primeira vez os 6 milhões de barris equivalentes diários.
Conforme o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, foram extraídos 4,711 milhões de barris de petróleo por dia, crescimento de 2,1% sobre agosto e de 20,3% em relação a setembro de 2025.
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A produção de gás natural chegou a 223,98 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 17,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Pré-sal responde por 83,3% da produção brasileira e alcança novo recorde
O pré-sal foi responsável por 5,1 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também um recorde histórico.
Esse volume representa 83,3% de toda a produção nacional de petróleo e gás natural.
Somente nessa região, foram extraídos 3,945 milhões de barris de petróleo e 183,66 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, por meio de 205 poços.
O avanço foi de 2,9% em relação a agosto e de 23,1% sobre setembro do ano passado.
Outro número evidencia a importância das operações marítimas: 98,1% de todo o petróleo produzido no Brasil veio de campos offshore, enquanto os campos terrestres responderam pelos 1,9% restantes.
Na produção de gás natural, os campos marítimos representaram 89% do volume nacional.
O domínio do pré-sal e das plataformas marítimas mostra como a expansão da produção brasileira depende cada vez mais da infraestrutura instalada em alto-mar.
Uma única plataforma da Petrobras produziu quase 260 mil barris por dia
Entre todas as instalações de produção do país, o FPSO Almirante Tamandaré, localizado no campo de Búzios, na Bacia de Santos, registrou o maior volume de petróleo em setembro.
A unidade alcançou 259.514 barris de petróleo por dia, segundo a ANP.
O campo de Búzios também liderou a produção nacional, com aproximadamente 1,19 milhão de barris de petróleo e 49,99 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Para dimensionar a produção, o volume diário do Almirante Tamandaré equivale a aproximadamente 41,3 milhões de litros de petróleo.
Na produção de gás natural por instalação, a liderança ficou com outro navio-plataforma: o FPSO Sepetiba, localizado no campo de Mero, com 13,55 milhões de metros cúbicos por dia.
Os números mostram a dimensão alcançada pelas plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo utilizadas no pré-sal brasileiro.
Petrobras opera campos responsáveis por 87% da produção nacional
O levantamento também revelou que os campos operados pela Petrobras, individualmente ou em consórcios com outras empresas, responderam por 87,02% de toda a produção brasileira.
Ao todo, a extração de petróleo e gás natural ocorreu em 6.759 poços, sendo 604 marítimos e 6.155 terrestres.
Embora os poços no mar sejam muito menos numerosos, concentram a maior parte da produção nacional, principalmente por causa da produtividade dos reservatórios do pré-sal.
No gás natural, a ANP registrou aproveitamento de 98,2%, com 66,37 milhões de metros cúbicos disponibilizados ao mercado por dia.
O recorde de setembro reforça a importância das novas plataformas e dos investimentos em exploração e produção offshore. A continuidade desse crescimento dependerá da entrada de novos poços em operação, da disponibilidade das unidades produtoras e das condições de manutenção dos sistemas instalados no mar.
