Estudo revela que brasileiros trabalham até 153 dias por ano apenas para pagar tributos – e o retorno à população segue entre os piores do mundo
O Brasil aparece, mais uma vez, na lanterna de um ranking internacional sobre o uso dos tributos arrecadados. De acordo com o 14º Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), o país ocupa o último lugar entre 30 nações com as maiores cargas tributárias. Apesar da alta carga tributária, o país oferece um dos piores retornos sociais à população.
No topo do ranking estão Irlanda, Suíça, Estados Unidos e Austrália — todos países com alto índice de retorno social. O estudo, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), reforça um cenário já conhecido pelos brasileiros: o de um contribuinte que paga muito, mas recebe pouco.
Mesmo com uma das maiores cargas tributárias do planeta, o Brasil perde em eficiência até para vizinhos como Argentina e Uruguai.
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Quanto o brasileiro trabalha para sustentar o sistema?
O estudo do IBPT mostra que, com o recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), os brasileiros precisam trabalhar ainda mais para bancar o sistema tributário. Em 2024, eram necessários 149 dias de trabalho apenas para quitar todos os impostos no Brasil. Para 2026, a estimativa já chega a impressionantes 153 dias — mais de cinco meses do ano dedicados a financiar o Estado.
Impostos sobre veículos: o carro que você compra não é só seu!
Comprar um carro zero no Brasil é quase um ato de resistência econômica. Estima-se que até 44% do valor final de um veículo seja destinado a tributos. São camadas de impostos no Brasil como IPI, ICMS, IPVA, PIS e Cofins que, juntos, tornam o automóvel um dos bens mais onerados da economia nacional.
Enquanto isso, em países como os EUA, a tributação sobre veículos é bem menor. Na média dos países da OCDE, o Imposto de Renda das empresas (incluindo tributos sobre lucro) fica em 23,6%, contra os 34% brasileiros.
E o corporativo, será que também sente o peso fiscal?
A situação também é crítica no mundo corporativo. O IRPJ e a CSLL podem atingir até 34% do lucro das empresas no Brasil, afastando investimentos estrangeiros e prejudicando o ambiente de negócios. Essa combinação de carga tributária elevada e baixo retorno social gera um ciclo de desconfiança e estagnação.
Enquanto países desenvolvidos utilizam os tributos para proporcionar saúde, educação e mobilidade pública de qualidade, o Brasil ainda falha em entregar o básico. A carga tributária alta não se reflete em ruas seguras, escolas equipadas ou hospitais bem estruturados. O problema, portanto, não está apenas em quanto se arrecada — mas em como (e para quem) se gasta.
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