Após transformar a ABC Supply em uma empresa bilionária, Diane Hendricks aposta na filha Konya para recuperar casas degradadas e ampliar os esforços de revitalização de Beloit, cidade onde construiu sua trajetória empresarial em Wisconsin
A bilionária Diane Hendricks, cofundadora da ABC Supply, transformou a revitalização de Beloit, em Wisconsin, em uma missão familiar. Depois de décadas envolvida no desenvolvimento da cidade onde iniciou seu negócio, ela encarregou a filha, Konya Hendricks Schuh, de recuperar propriedades negligenciadas no distrito histórico local.
Revitalização de Beloit pela bilionária começa pelas casas mais degradadas
O projeto ganhou espaço na série Betting on Beloit, da A&E. Konya, que se apresenta como corretora e empresária, utilizou sua experiência nos setores imobiliário e de design para comprar e reformar imóveis deteriorados.
A estratégia é direcionada às propriedades em piores condições. No trailer da produção, Konya afirma que a missão é comprar “as piores casas do quarteirão” e transformá-las por meio das reformas.
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O trabalho foi realizado ao lado do marido, Matt, encanador e ex-construtor de casas, do gerente de projetos Pete e do sobrinho Connor, que atua como corretor de imóveis. Os artesãos locais Kristin e Mitch também fazem parte da equipe.

Fortuna nasceu na mesma cidade que agora recebe investimentos
A relação da família Hendricks com Beloit começou décadas antes da série. Diane se estabeleceu na região na década de 1970 e, em 1982, fundou a ABC Supply ao lado do marido, Ken Hendricks.
A distribuidora atacadista de telhas, revestimentos e janelas cresceu até alcançar mais de 900 filiais. Segundo a Forbes, a empresa registrou faturamento de US$ 20,7 bilhões em 2024.
Diane assumiu a presidência da companhia após a morte do marido, em 2007. Ela também liderou por oito anos consecutivos a lista da Forbes das mulheres mais ricas dos Estados Unidos que construíram a própria fortuna.
“Só quero retribuir à comunidade que nos deu uma oportunidade”, afirma Diane no vídeo divulgado pela A&E.

Beloit perdeu moradores após saída de empresas industriais
Segundo comunicado compartilhado com a revista PEOPLE, Beloit passou por dificuldades especialmente na década de 1990, quando empresas industriais transferiram operações para o exterior e muitos moradores deixaram a cidade.
Em 2019, Beloit chegou a ser considerada pelo USA Today a “pior cidade para se viver” de Wisconsin, informação destacada no material de divulgação da nova produção.
Antes mesmo das reformas mostradas na série, Diane já havia participado de projetos voltados à recuperação econômica local.
Estádio, escola, hotéis e antiga área industrial entraram na transformação
De acordo com o comunicado, os investimentos anteriores incluíram um novo estádio, uma escola, hotéis e diversos restaurantes.
Outra frente da revitalização de Beloit alcançou a área industrial à beira do rio. Antigos prédios de fábricas abandonados receberam novos usos dentro dos esforços de desenvolvimento promovidos nas últimas décadas.
A série acompanha agora uma etapa centrada nas residências do distrito histórico.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da A&E, da revista PEOPLE e da Forbes, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

