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Início Após deliberação da Aneel e geração de 630 vagas de emprego, projeto inédito no Brasil que contemplou trechos submarino, subterrâneo e aéreo foi concluído, garantindo fornecimento de energia elétrica em Florianópolis

Após deliberação da Aneel e geração de 630 vagas de emprego, projeto inédito no Brasil que contemplou trechos submarino, subterrâneo e aéreo foi concluído, garantindo fornecimento de energia elétrica em Florianópolis

3 de setembro de 2022 às 07:30
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Balsa trecho subaquático do projeto Interligação Elétrica Biguaçu em Florianópolis
Balsa utilizada no trecho subaquático do projeto Interligação Elétrica Biguaçu em Florianópolis | Fonte: ISA CTEEP

O projeto Interligação Elétrica Biguaçu (SC) foi arrematado no lote 01 do leilão de transmissão realizado em junho de 2018, teve investimento de mais de R$ 440 milhões

A ISA CTEEP, líder no setor de transmissão de energia do País, acaba de energizar a Interligação Elétrica Biguaçu (SC), com mais de um ano de antecipação em relação ao prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O empreendimento, inédito no Brasil por ser o único a contemplar linhas de transmissão com trechos aéreo, submarino e subterrâneo, garantirá maior segurança e confiabilidade ao fornecimento de energia elétrica para a região metropolitana de Florianópolis. 

Com as obras iniciadas no primeiro semestre de 2021, o projeto contemplou a construção de 57 km de linhas de transmissão e de uma nova Subestação, em Ratones, além da ampliação da Subestação Biguaçu, localizada no município de mesmo nome. 

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Assista o vídeo institucional sobre o projeto Interligação Elétrica Biguaçu

Energização | Interligação Elétrica Biguaçu – Via Canal ISA CTEEP

Com isso, Florianópolis passa a ter três sistemas de transmissão interligados diretamente à rede básica, mitigando o risco de novo apagão no local, a exemplo do ocorrido em 2003 e que durou 55 horas consecutivas. A cidade passa a seguir o critério de contingência das capitais do Brasil, que devem ser abastecidas por dois ou mais sistemas de transmissão. Até o momento, o município tinha apenas um interligado à rede básica.

O projeto também vai aumentar a oferta e melhorar a confiabilidade do fornecimento de energia para toda a região da Grande Florianópolis, além de dar maior estabilidade de tensão e segurança operacional e de permitir o crescimento das fontes de geração de energia renovável. Com isso, potencializa o desenvolvimento econômico, social e tecnológico local, pois amplia a capacidade para suportar o aumento de cargas decorrente da expansão das atividades econômicas.

“A construção desse projeto envolveu diversos desafios, os quais foram superados com a aplicação de soluções inovadoras em engenharia. Esse projeto, com as características de linhas aérea, submarina e subterrânea, é inédito no País. Portanto, ele representa um avanço em conhecimento não apenas para nós, mas para todo o setor elétrico. Temos muito orgulho em anunciar a entrega de um dos empreendimentos mais importantes para Santa Catarina, beneficiando cerca de 508 mil catarinenses”, diz Dayron Urrego, diretor executivo de projetos da ISA CTEEP.

Equipamento usado na Interligação Elétrica Biguaçu Via Imprensa
Equipamento usado na Interligação Elétrica Biguaçu

O projeto foi arrematado no lote 01 do leilão de transmissão realizado em junho de 2018, teve investimento de mais de R$ 440 milhões e trará para a companhia um adicional de Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 49,7 milhões no ciclo 2022-2023. O Termo de Liberação Definitivo (TLD), emitido pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), é retroativo à data do dia 28 de agosto. 

Inovação e responsabilidade socioambiental

Aliar inovação à responsabilidade socioambiental foi um dos grandes desafios do projeto Interligação Elétrica Biguaçu, iniciado após a obtenção da Licença Ambiental de Instalação emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), em março de 2021. 

Na instalação do trecho subaquático, os cabos foram lançados em valas executadas no leito marítimo, com profundidade de um metro, e enterrados com o auxílio de um dispositivo com jatos d’água, técnica que minimiza o revolvimento e a dispersão de sedimentos no fundo do mar.  A baixa rotação do motor da balsa usada para o lançamento dos cabos blindados e isolados foi outra técnica aplicada para a proteção e a preservação da flora e da fauna marinha. 

“A aplicação de tecnologias para o desenvolvimento de linhas de transmissão subaquática abre o caminho para novas oportunidades para o escoamento de energias renováveis offshore”, destaca Urrego.

O trecho subterrâneo foi projetado para aumentar a confiabilidade sistêmica e minimizar a interferência da linha de transmissão em áreas povoadas da cidade, além de apresentar inúmeras vantagens, como a proteção contra intempéries da natureza e menos risco de queda de energia e manutenção, contribuindo com a continuidade do fornecimento de energia à distribuidora local e reduzindo o impacto da obra à população. Após o término desse trecho, a companhia realizou a reconstrução do asfalto e realizará manutenções periódicas das estradas de acesso à Subestação e nas faixas de segurança.

O projeto também contou com drones para o lançamento de cabos nos trechos ambientalmente sensíveis das linhas aéreas e estão sendo realizadas obras em benefício do território indígena M´Biguaçu, no entorno do empreendimento, como a construção da Casa de Memória Guarani e a implementação de alojamento para recepção de visitantes e lideranças. 

Ao longo da obra, foram gerados 630 empregos, sendo a maioria destinado à mão de obra local.

Curiosidades

O trecho de transmissão submarina, instalado na Baía Norte, conta com cabos que pesam mais de 2,6 mil toneladas e tem cerca de 26 km de extensão, o equivalente ao tamanho da Ponte Rio-Niterói, posicionando-o como o maior da América do Sul em corrente alternada (mais facilmente transportada em distâncias longas). Essa é a segunda linha de transmissão submarina de Florianópolis.

Sobre a ISA CTEEP 

Com uma equipe de mais de 1.400 colaboradores, a ISA CTEEP está presente em 17 Estados, operando uma complexa rede de transmissão por onde trafegam 30% de toda a energia elétrica transmitida no Brasil e 92% no Estado de São Paulo. Seu sistema elétrico é composto por mais de 26 mil km de circuitos e 139 subestações (ativos em operação e em construção) com tensão de até 550 kV. Seu acionista controlador é a empresa colombiana ISA, que detém 35,82% do capital total.

Via Kelly Queiroz | RPM Comunicações


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