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Aos 8 anos, menino que passou por cirurgia para retirar um tumor cerebral quando tinha apenas 20 meses decide agradecer ao hospital caminhando 50 quilômetros, completa todo o percurso em apenas 19 dias e arrecada mais de R$ 22 mil para ajudar outras crianças internadas

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 04/09/2026 às 17:00 Atualizado em 04/09/2026 às 17:01
Aos 8 anos, Jack Philpotts caminhou 50 km em 19 dias e arrecadou mais de R$ 22 mil para o hospital que salvou sua vida de um tumor cerebral.
Aos 8 anos, Jack Philpotts caminhou 50 km em 19 dias e arrecadou mais de R$ 22 mil para o hospital que salvou sua vida
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Aos 8 anos, Jack Philpotts caminhou 50 km em 19 dias e arrecadou mais de R$ 22 mil para o hospital que salvou sua vida de um tumor cerebral.

Jack Philpotts tinha apenas 8 anos quando decidiu transformar a história médica que começou ainda bebê em uma forma de ajudar outras crianças. Morador de Worcester, na Inglaterra, ele aceitou o desafio de percorrer 31 milhas, quase 50 quilômetros, em benefício do Birmingham Children’s Hospital, instituição para onde havia sido levado às pressas aos 20 meses para uma cirurgia de emergência destinada a retirar um tumor cerebral. Jack não apenas completou o percurso: terminou tudo em 19 dias e arrecadou mais de 3.280 libras, aproximadamente R$ 22,7 mil pela cotação atual.

Segundo a Birmingham Children’s Hospital Charity, o valor alcançado foi mais de 32 vezes superior à meta inicial do menino. A caminhada fazia parte do Kids Summer Challenge, iniciativa que propunha às crianças completar 31 milhas durante agosto. Para a família Philpotts, porém, o objetivo carregava um significado particular: Jack continuava sendo paciente do hospital que havia participado de sua sobrevivência quando ele ainda nem tinha completado 2 anos.

Jack parecia um bebê saudável até sua mãe perceber que algo não estava certo

Os primeiros meses da vida de Jack não deram à família razões imediatas para imaginar que existisse um tumor crescendo em seu cérebro. A própria Birmingham Children’s Hospital Charity relata que ele nasceu aparentemente saudável e feliz. Foi sua mãe, Emma, quem começou a notar que o desenvolvimento não acompanhava aquilo que esperava para a idade.

Quando Jack chegou aproximadamente ao primeiro aniversário, conseguia permanecer sentado sem ajuda, mas não apresentava sinais de começar a engatinhar ou de conseguir se levantar apoiando-se nos móveis. Mais preocupante ainda, com o passar do tempo a família percebeu que algumas de suas capacidades pareciam piorar em vez de avançar.

Emma compartilhou suas preocupações com profissionais de saúde, fisioterapeutas e funcionários da creche. O caso acabou chegando a um pediatra, que percebeu outro sinal importante: havia preocupação em relação à circunferência da cabeça do menino. Foi solicitada uma tomografia computadorizada em um hospital local.

A tomografia encontrou um tumor dentro do cérebro quando ele ainda tinha 20 meses

O exame transformou a preocupação da família em uma emergência médica. A tomografia mostrou que havia um tumor crescendo no cérebro de Jack. Emma descreveu posteriormente o momento como devastador. A partir da descoberta, segundo a instituição, tudo pareceu acontecer muito rápido: o menino precisaria sair do hospital local e ser transferido para uma unidade capaz de realizar o procedimento especializado.

Jack foi colocado em uma ambulância e levado ao Birmingham Children’s Hospital. Tinha apenas 20 meses de idade quando foi submetido à cirurgia de emergência para retirada do tumor cerebral.

O procedimento teve resultado positivo. Depois de aproximadamente três semanas de recuperação, Jack conseguiu deixar o hospital e voltar para casa. Para seus pais, porém, aquele não seria o encerramento da história médica do filho.

Pouco depois de voltar para casa, uma nova complicação exigiu outra operação

Após a alta, Jack voltou a precisar de cuidados hospitalares. Os médicos diagnosticaram hidrocefalia, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido no cérebro. No caso do menino, o problema significava aumento da pressão dentro do crânio e exigia uma nova intervenção cirúrgica.

Jack precisou passar por uma segunda operação para a implantação de um shunt, sistema utilizado para ajudar a drenar o excesso de líquido e aliviar a pressão. O segundo procedimento também foi bem-sucedido.

Anos depois, ele receberia ainda um diagnóstico de epilepsia. Mesmo assim, a instituição descreve Jack como uma criança ativa, que leva uma vida feliz e retorna atualmente ao hospital apenas uma vez por ano para acompanhamento.

A família passou a enxergar o hospital como o lugar que salvou a vida do menino

A experiência deixou uma ligação permanente entre os Philpotts e o Birmingham Children’s Hospital.

Jack passou pela instituição em uma fase na qual uma diferença de horas poderia ser decisiva: um tumor havia sido descoberto, a criança precisou ser transportada de ambulância e uma cirurgia cerebral de emergência foi organizada quando ele tinha menos de 2 anos. Depois vieram a recuperação, a hidrocefalia, a segunda cirurgia e os anos de acompanhamento.

Emma resumiu posteriormente a relação da família com a instituição de maneira direta ao afirmar que eles deviam a vida do filho ao hospital. Quando viu nas redes sociais a divulgação do Kids Summer Challenge, percebeu que o formato combinava com Jack.

A iniciativa convidava crianças de diferentes idades a arrecadar doações completando 31 milhas ao longo de agosto. Não existia uma única maneira válida de percorrer a distância: era possível caminhar, correr, nadar, pedalar, usar patinete ou combinar atividades.

O desafio equivalia a quase 50 quilômetros, mas Jack decidiu fazer tudo caminhando

As 31 milhas previstas pelo projeto correspondem a aproximadamente 49,9 quilômetros, distância arredondada para 50 quilômetros.

Os participantes poderiam distribuir a meta ao longo de todo o mês, completando aproximadamente uma milha por dia, ou organizar o percurso de acordo com a própria rotina. O importante era atingir a distância total e utilizar o desafio para mobilizar doações em favor do hospital.

Jack escolheu uma das opções mais simples e diretas: faria suas milhas caminhando.

Mas não precisou dos 31 dias de agosto para terminar.

O menino acumulou toda a distância em apenas 19 dias, quase duas semanas antes do que seria necessário caso tivesse caminhado aproximadamente uma milha diariamente durante todo o mês.

A arrecadação ultrapassou a meta mais de 32 vezes

Se completar quase 50 quilômetros aos 8 anos já era o objetivo físico, a reação dos doadores produziu outro número muito maior do que a família havia previsto.

Ao final da campanha, Jack havia levantado mais de 3.280 libras para a Birmingham Children’s Hospital Charity. Valor corresponde a aproximadamente R$ 22,7 mil.

A própria instituição informa que o total representou mais de 32 vezes a meta original de arrecadação do menino. Em outras palavras, a resposta de amigos, familiares e apoiadores transformou um desafio infantil de verão em uma contribuição de milhares de libras para a entidade ligada ao hospital.

Emma contou que Jack percorreu as milhas sabendo que a arrecadação ajudaria outras crianças doentes. Para a mãe, o mais importante era justamente ver o filho utilizando uma experiência que começou com sua própria doença para beneficiar outros pacientes.

A caminhada de Jack provocou uma segunda doação que não tem data para terminar

O efeito da campanha não ficou restrito às mais de 3.280 libras arrecadadas diretamente.

Tim, pai de Jack, trabalha como operador de escavadeira na Shannonside, empresa de engenharia civil. A história do menino e o vínculo da família com o Birmingham Children’s Hospital levaram a companhia a assumir um compromisso adicional com a instituição.

Aos 8 anos, Jack Philpotts caminhou 50 km em 19 dias e arrecadou mais de R$ 22 mil para o hospital que salvou sua vida de um tumor cerebral.
Aos 8 anos, Jack Philpotts caminhou 50 km em 19 dias e arrecadou mais de R$ 22 mil para o hospital que salvou sua vida

Segundo a Birmingham Children’s Hospital Charity, a empresa decidiu realizar uma doação anual equivalente a 1 libra para cada hora trabalhada pela escavadeira operada por Tim. Assim, as horas acumuladas pela máquina passaram a gerar dinheiro para a instituição que tratou Jack.

A caminhada de 19 dias, portanto, produziu um efeito que continuaria mesmo depois de Jack completar a última milha: seu esforço ajudou a estimular um modelo recorrente de contribuição ligado ao trabalho do próprio pai.

O menino que precisou ser levado de ambulância voltou a ajudar outras crianças

A história de Jack reúne acontecimentos separados por vários anos, mas ligados ao mesmo endereço. Quando tinha 20 meses, chegou ao Birmingham Children’s Hospital de ambulância depois que uma tomografia revelou o tumor cerebral. Precisou enfrentar uma cirurgia de emergência, passar semanas se recuperando e, pouco depois, voltar para outra operação por causa da hidrocefalia.

Aos 8 anos, a situação era completamente diferente. Jack agora conseguia caminhar dezenas de quilômetros e decidiu usar justamente essa capacidade para arrecadar dinheiro para a instituição responsável por seu tratamento.

Ele percorreu as 31 milhas previstas. Terminou em apenas 19 dias. E converteu cada trecho cumprido em uma campanha que ultrapassou em mais de 32 vezes aquilo que inicialmente pretendia levantar.

Quase 50 quilômetros passaram a representar muito mais que uma caminhada

Para a família Philpotts, o resultado não pode ser medido apenas pelos quilômetros.

Há uma linha direta entre o bebê que não conseguia alcançar marcos normais de desenvolvimento, a descoberta de um tumor cerebral, a cirurgia realizada aos 20 meses e o menino que anos depois escolheu caminhar quase 50 quilômetros para ajudar outras crianças atendidas no mesmo lugar.

Jack completou o desafio em menos de três semanas e arrecadou mais de R$ 22 mil em valor convertido atualmente. Seu esforço também inspirou o compromisso anual da empresa onde o pai trabalha, ampliando o efeito da iniciativa para além da campanha individual.

Aos 8 anos, ele não tinha mais diante de si a emergência que levou sua família a uma ambulância anos antes. Em vez disso, tinha 31 milhas para caminhar. E percorreu cada uma delas sabendo que, desta vez, era ele quem estava tentando devolver ao hospital parte da ajuda que um dia recebeu.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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