Morador de Bitung, em Sulawesi do Norte, Jufri Mokodompis cuidava sozinho de um rumpon quando perdeu a amarração durante o mau tempo. Após ser localizado em águas filipinas pelo Asia Endeavor, ele seguiu no navio até o Japão antes de retornar à Indonésia.
Jufri Mokodompis, de 53 anos, trabalhava sozinho sobre um rumpon, estrutura flutuante usada para auxiliar a concentração de peixes, quando a amarra se rompeu durante o mau tempo. Sem uma embarcação própria para voltar à costa, ele permaneceu sobre a plataforma enquanto as correntes o afastavam da região de Bitung, no norte da Indonésia.
A Embaixada da Indonésia em Tóquio informou que o pescador ficou 11 dias à deriva e tentou pedir socorro por rádio SOS sem conseguir ajuda. O episódio terminou quando o Asia Endeavor, navio transportador de gás natural liquefeito (GNL), encontrou Jufri em águas das Filipinas e o retirou da estrutura.
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Morador de Bitung, em Sulawesi do Norte, Jufri trabalhava como vigia de um rumpon posicionado a aproximadamente 21 milhas da Ilha de Lembeh. Esse tipo de estrutura é instalado no mar para apoiar a atividade pesqueira e, no caso dele, exigia permanência longe da costa.
A ocorrência começou em 17 de julho de 2025. Informações da Bakamla RI reproduzidas pela agência Antara registram que o tempo piorou na área, as ondas atingiram a plataforma e a corda responsável por manter o rumpon preso se rompeu.
A deriva até as Filipinas
Depois do rompimento, o rumpon deixou de permanecer fixo e passou a seguir o movimento do mar. Jufri não tinha uma embarcação capaz de conduzi-lo de volta ao ponto de origem e permaneceu na plataforma enquanto ela era levada para longe da costa de Sulawesi do Norte.
O rádio era o principal meio de contato disponível durante a emergência. A representação diplomática indonésia relatou que o pescador tentou transmitir pedidos de socorro pelo equipamento, mas o auxílio não chegou enquanto as condições meteorológicas dificultavam o atendimento e a estrutura continuava avançando pelo mar.
Durante esse período, Jufri permaneceu sobre o rumpon sem controlar a direção da plataforma. A deriva, iniciada em águas indonésias, terminou depois de a estrutura alcançar uma área marítima das Filipinas percorrida por um navio que seguia viagem para o Japão.
O Asia Endeavor encontrou Jufri em águas filipinas e realizou o resgate. A embarcação transportava GNL e navegava em direção ao Japão, rota que a levou à região alcançada pelo rumpon depois de vários dias carregado pelas correntes.
Após retirar o pescador da plataforma, a tripulação comunicou a ocorrência à Guarda Costeira do Japão e à Bakamla RI. O contato permitiu organizar as providências seguintes porque Jufri havia sido resgatado fora da Indonésia e o navio manteria sua viagem até território japonês.
A reportagem da Antara informa que o Asia Endeavor navegava sob bandeira das Bahamas e fazia uma rota entre a Nova Zelândia e Tóquio. Foi durante esse deslocamento que a tripulação encontrou a plataforma.
Os registros diferem em um dia sobre a duração da deriva. A Embaixada da Indonésia em Tóquio informa 11 dias, enquanto a Antara, ao reproduzir informações da Bakamla, menciona 12 dias.
A Bakamla recebeu posteriormente a comunicação sobre o desaparecimento. A Antara relata que o proprietário do rumpon, identificado como Juma Sanali, informou o caso à estrutura da agência em Bitung, e os dados foram encaminhados às unidades envolvidas na coordenação marítima.
O órgão passou a coordenar as providências relacionadas ao caso e manteve contato com autoridades estrangeiras enquanto eram organizadas as etapas posteriores ao resgate.
Do navio ao retorno para casa
O Asia Endeavor prosseguiu para o Japão depois de retirar Jufri do mar. A viagem levou o pescador ao Porto de Chiba, onde representantes da Embaixada da Indonésia em Tóquio assumiram seu acompanhamento e iniciaram os procedimentos necessários para o retorno ao país de origem.
A representação diplomática informou que Jufri passou por verificação de saúde e recebeu a documentação necessária para viajar. Concluídos esses procedimentos, ele deixou o Japão pelo Aeroporto de Haneda, em Tóquio, e iniciou o retorno à Indonésia.
O deslocamento não terminou com a chegada ao país. Autoridades responsáveis pela proteção de cidadãos indonésios no exterior coordenaram a etapa seguinte até Sulawesi do Norte, região de onde Jufri havia partido para trabalhar antes de a amarra do rumpon se romper.
Em Manado, o pescador reencontrou a família depois da sequência que o levou da área próxima à Ilha de Lembeh às águas das Filipinas e, em seguida, ao Japão. A volta também marcou o fim das providências de desembarque, documentação e repatriação iniciadas após o resgate.
A Antara registrou que, já em Manado, Jufri agradeceu à tripulação do Asia Endeavor, à Bakamla, ao Ministério das Relações Exteriores da Indonésia e às demais instituições que participaram do resgate e das providências para sua repatriação.
