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Aos 53 anos, pescador trabalha numa plataforma flutuante de pesca a 21 milhas de uma ilha da Indonésia quando a amarra se rompe, deriva até as Filipinas durante 11 dias, tenta pedir socorro por rádio sem conseguir ajuda e é encontrado por um navio de GNL que seguia para o Japão

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 06/09/2026 às 13:48
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Morador de Bitung, em Sulawesi do Norte, Jufri Mokodompis cuidava sozinho de um rumpon quando perdeu a amarração durante o mau tempo. Após ser localizado em águas filipinas pelo Asia Endeavor, ele seguiu no navio até o Japão antes de retornar à Indonésia.

Jufri Mokodompis, de 53 anos, trabalhava sozinho sobre um rumpon, estrutura flutuante usada para auxiliar a concentração de peixes, quando a amarra se rompeu durante o mau tempo. Sem uma embarcação própria para voltar à costa, ele permaneceu sobre a plataforma enquanto as correntes o afastavam da região de Bitung, no norte da Indonésia.

A Embaixada da Indonésia em Tóquio informou que o pescador ficou 11 dias à deriva e tentou pedir socorro por rádio SOS sem conseguir ajuda. O episódio terminou quando o Asia Endeavor, navio transportador de gás natural liquefeito (GNL), encontrou Jufri em águas das Filipinas e o retirou da estrutura.

Morador de Bitung, em Sulawesi do Norte, Jufri trabalhava como vigia de um rumpon posicionado a aproximadamente 21 milhas da Ilha de Lembeh. Esse tipo de estrutura é instalado no mar para apoiar a atividade pesqueira e, no caso dele, exigia permanência longe da costa.

A ocorrência começou em 17 de julho de 2025. Informações da Bakamla RI reproduzidas pela agência Antara registram que o tempo piorou na área, as ondas atingiram a plataforma e a corda responsável por manter o rumpon preso se rompeu.

A deriva até as Filipinas

Depois do rompimento, o rumpon deixou de permanecer fixo e passou a seguir o movimento do mar. Jufri não tinha uma embarcação capaz de conduzi-lo de volta ao ponto de origem e permaneceu na plataforma enquanto ela era levada para longe da costa de Sulawesi do Norte.

O rádio era o principal meio de contato disponível durante a emergência. A representação diplomática indonésia relatou que o pescador tentou transmitir pedidos de socorro pelo equipamento, mas o auxílio não chegou enquanto as condições meteorológicas dificultavam o atendimento e a estrutura continuava avançando pelo mar.

Durante esse período, Jufri permaneceu sobre o rumpon sem controlar a direção da plataforma. A deriva, iniciada em águas indonésias, terminou depois de a estrutura alcançar uma área marítima das Filipinas percorrida por um navio que seguia viagem para o Japão.

O Asia Endeavor encontrou Jufri em águas filipinas e realizou o resgate. A embarcação transportava GNL e navegava em direção ao Japão, rota que a levou à região alcançada pelo rumpon depois de vários dias carregado pelas correntes.

Após retirar o pescador da plataforma, a tripulação comunicou a ocorrência à Guarda Costeira do Japão e à Bakamla RI. O contato permitiu organizar as providências seguintes porque Jufri havia sido resgatado fora da Indonésia e o navio manteria sua viagem até território japonês.

A reportagem da Antara informa que o Asia Endeavor navegava sob bandeira das Bahamas e fazia uma rota entre a Nova Zelândia e Tóquio. Foi durante esse deslocamento que a tripulação encontrou a plataforma.

Os registros diferem em um dia sobre a duração da deriva. A Embaixada da Indonésia em Tóquio informa 11 dias, enquanto a Antara, ao reproduzir informações da Bakamla, menciona 12 dias.

A Bakamla recebeu posteriormente a comunicação sobre o desaparecimento. A Antara relata que o proprietário do rumpon, identificado como Juma Sanali, informou o caso à estrutura da agência em Bitung, e os dados foram encaminhados às unidades envolvidas na coordenação marítima.

O órgão passou a coordenar as providências relacionadas ao caso e manteve contato com autoridades estrangeiras enquanto eram organizadas as etapas posteriores ao resgate.

Do navio ao retorno para casa

O Asia Endeavor prosseguiu para o Japão depois de retirar Jufri do mar. A viagem levou o pescador ao Porto de Chiba, onde representantes da Embaixada da Indonésia em Tóquio assumiram seu acompanhamento e iniciaram os procedimentos necessários para o retorno ao país de origem.

A representação diplomática informou que Jufri passou por verificação de saúde e recebeu a documentação necessária para viajar. Concluídos esses procedimentos, ele deixou o Japão pelo Aeroporto de Haneda, em Tóquio, e iniciou o retorno à Indonésia.

O deslocamento não terminou com a chegada ao país. Autoridades responsáveis pela proteção de cidadãos indonésios no exterior coordenaram a etapa seguinte até Sulawesi do Norte, região de onde Jufri havia partido para trabalhar antes de a amarra do rumpon se romper.

Em Manado, o pescador reencontrou a família depois da sequência que o levou da área próxima à Ilha de Lembeh às águas das Filipinas e, em seguida, ao Japão. A volta também marcou o fim das providências de desembarque, documentação e repatriação iniciadas após o resgate.

A Antara registrou que, já em Manado, Jufri agradeceu à tripulação do Asia Endeavor, à Bakamla, ao Ministério das Relações Exteriores da Indonésia e às demais instituições que participaram do resgate e das providências para sua repatriação.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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