A antiga sede de gigante da cerâmica em Criciúma será novamente oferecida pela Celesc, com lance mínimo de até R$ 9,43 milhões, terreno de 10,7 mil metros quadrados, prédio de dois pavimentos e opção de parcelamento em 36 vezes após tentativa anterior terminar sem nenhuma oferta válida de compra apresentada.
A antiga sede de uma gigante da cerâmica de Santa Catarina voltará a leilão em Criciúma, no Sul do estado, com valores entre R$ 9,43 milhões e R$ 10,2 milhões. O imóvel pertence à Celesc e inclui um terreno de 10,7 mil metros quadrados e uma construção administrativa de dois pavimentos.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 29 de julho de 2026. O novo processo ocorrerá em três etapas, marcadas para os dias 18, 19 e 20 de agosto, depois que uma tentativa anterior de venda terminou sem qualquer oferta pelo imóvel.
Imóvel abrigou a antiga sede administrativa da Cecrisa

O terreno foi utilizado como sede administrativa da Cecrisa, empresa catarinense que se tornou referência nacional na fabricação de revestimentos cerâmicos. A companhia também era proprietária da marca Portinari.
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A estrutura está localizada em Criciúma, cidade historicamente ligada à indústria cerâmica. O conjunto inclui uma área de 10,7 mil metros quadrados e um prédio com dois pavimentos, características que ajudam a explicar o valor milionário estabelecido para a venda.
Primeira tentativa de leilão terminou sem ofertas
O imóvel já havia sido disponibilizado em um leilão realizado no início de julho de 2026. Na ocasião, o lance mínimo foi fixado em aproximadamente R$ 10,2 milhões, mas nenhum interessado apresentou proposta.
A ausência de ofertas levou a Celesc a organizar uma nova disputa, agora dividida em três etapas e com condições diferentes de pagamento. A principal mudança será a redução do valor mínimo na última praça, caso as duas primeiras terminem novamente sem compradores.
Primeira praça mantém valor de R$ 10,2 milhões
A primeira etapa do novo leilão está prevista para 18 de agosto. O lance mínimo continuará em R$ 10,2 milhões, mesmo valor exigido na tentativa anterior.
Nessa fase, o pagamento deverá ser realizado à vista. A manutenção do preço indica que a Celesc ainda tentará obter o valor inicialmente estabelecido antes de oferecer condições mais flexíveis aos participantes.
Segunda praça permite parcelamento em 36 vezes
Caso o imóvel não seja vendido na primeira etapa, uma segunda praça será realizada no dia 19 de agosto. O lance mínimo permanecerá em R$ 10,2 milhões, mas o comprador poderá parcelar o pagamento.
O prazo informado chega a 36 vezes. A possibilidade de parcelamento reduz a necessidade de desembolso integral imediato, embora o interessado precise consultar o edital para conhecer as condições completas da operação.
Terceira etapa reduz preço para R$ 9,43 milhões

Se as duas primeiras praças terminarem sem propostas, o imóvel será oferecido novamente em 20 de agosto. Nessa etapa, o lance mínimo cairá para R$ 9,43 milhões.
A diferença representa um desconto de quase R$ 1 milhão em comparação com os R$ 10,2 milhões exigidos anteriormente. Para a antiga sede da gigante da cerâmica, essa será a condição de menor valor dentro do novo processo de venda.
Desconto tenta atrair interessados após fracasso inicial
A redução do preço mínimo busca ampliar a competitividade e atrair empresas ou investidores que não participaram da primeira tentativa. Um imóvel desse porte exige análise não apenas do valor de aquisição, mas também de localização, conservação, uso permitido e possíveis custos de adaptação.
O terreno amplo e a construção existente podem atender diferentes projetos, mas qualquer aproveitamento dependerá das características urbanísticas e das condições previstas no edital. O desconto, isoladamente, não elimina os custos adicionais que um comprador poderá enfrentar após a aquisição.
Celesc é a atual proprietária do imóvel
Embora o local tenha sido ocupado pela Cecrisa, a propriedade atualmente pertence à Celesc. A companhia estadual é responsável pela organização da venda e pela definição das etapas do leilão.
A disputa será conduzida pela plataforma Lance Certo Leilões. Os interessados precisam consultar o edital completo, conferir documentos, prazos, regras de participação e condições de pagamento antes de apresentar um lance.
Cecrisa foi vendida em operação milionária

A Cecrisa foi adquirida em maio de 2019 pela Duratex, empresa que posteriormente passou a utilizar o nome Dexco. A transação envolveu 100% das ações da fabricante catarinense.
O valor informado para a compra chegou a R$ 539 milhões, além da assunção de uma dívida líquida de R$ 442 milhões. A operação marcou a transferência de uma das principais empresas do setor cerâmico catarinense para um grupo de atuação nacional.
Marca Portinari fazia parte da companhia
A gigante da cerâmica era dona da Portinari, marca conhecida no mercado de revestimentos. A presença da empresa ajudou a consolidar Criciúma e o Sul catarinense como polos relevantes da indústria cerâmica.
A antiga sede administrativa carrega parte dessa trajetória empresarial, embora sua venda atual esteja relacionada ao patrimônio imobiliário da Celesc. O leilão não envolve a comercialização da marca ou da operação industrial da companhia.
Terreno amplo pode exigir investimento adicional

A área de 10,7 mil metros quadrados oferece espaço significativo, mas o futuro comprador deverá avaliar as condições do prédio e a necessidade de reformas. Imóveis administrativos antigos podem demandar adequações elétricas, estruturais, hidráulicas ou de acessibilidade.
Também será necessário verificar quais atividades podem ser desenvolvidas no endereço. O preço de arrematação representa apenas uma parte do investimento necessário para transformar o local em um novo empreendimento ou instalação empresarial.
Venda depende do interesse nas três etapas
A estratégia da Celesc combina preço inicial mantido, parcelamento e desconto progressivo. O resultado dependerá de interessados dispostos a assumir um imóvel de grande porte e encontrar uma nova finalidade para a antiga sede.
Caso surjam propostas, as regras do edital determinarão a forma de disputa e a conclusão da venda. Se não houver lances, a proprietária poderá precisar reavaliar novamente o valor ou as condições oferecidas.
Prédio histórico da indústria busca uma nova função
O novo leilão coloca no mercado um imóvel ligado à trajetória de uma das empresas mais conhecidas da cerâmica catarinense. Depois de uma rodada sem ofertas, a redução para R$ 9,43 milhões e o parcelamento em até 36 vezes tentam tornar a aquisição mais atraente.
Você acredita que o desconto será suficiente para atrair um comprador ou considera que o imóvel ainda está caro diante dos possíveis custos de reforma? Conte nos comentários qual uso poderia ser dado à antiga sede da gigante da cerâmica em Criciúma.
