Cinco carros de luxo que parecem inacessíveis, mas custam R$ 55–85 mil em 2025 — Volvo V40, Grand Cherokee, Audi A4, Mercedes CLC 200 e Jaguar XF
No mercado de usados de 2025, é possível encontrar carros de rico com preços que variam entre R$ 55 mil e R$ 85 mil. São veículos de marcas premium, com design chamativo e pacotes de equipamentos completos, que transmitem status e sofisticação. Porém, o alerta é claro: o barato está apenas na compra inicial.
Custos de manutenção, peças mais caras e consumo elevado podem transformar a posse desses modelos em um desafio financeiro. Para quem se deixa levar pela etiqueta de preço sem considerar os gastos recorrentes, a “oportunidade” pode rapidamente virar dor de cabeça.
Volvo V40 – luxo discreto com manutenção exigente
O Volvo V40 das linhas 2013 e 2014 aparece no mercado entre R$ 60 mil e R$ 70 mil, com alguns anúncios chegando a R$ 85 mil. O hatch premium se destaca pela segurança, trazendo frenagem automática, alerta de colisão, controle de estabilidade e diversos airbags. Na mecânica, há versões 1.6 e 2.0 turbo, com potência de até 180 cv.
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O consumo médio gira em torno de 7,5 km/l na cidade e 10 km/l na estrada. Apesar do preço atrativo, o ponto crítico é a manutenção: peças e serviços não têm valores comparáveis a carros populares como Gol ou HB20. É barato para comprar, não para manter.
Jeep Grand Cherokee – presença forte, consumo assustador
O Jeep Grand Cherokee 2012 é um SUV grande, com tração 4×4 e visual imponente. No mercado, pode ser encontrado por cerca de R$ 72 mil a R$ 74 mil. O motor mais comum é o 3.6 V6 de 286 cv, mas há versões ainda mais potentes com blocos V8.
O problema é o consumo: cerca de 4,5 km/l na cidade e 6,4 km/l na estrada. Além disso, o câmbio automático de 5 marchas dessa geração é considerado ultrapassado. Trata-se de um carro indicado para quem valoriza presença e conforto, mas não se importa em gastar muito com combustível.
Audi A4 – sedã executivo com fama e riscos
O Audi A4 2010 aparece com preços a partir de R$ 55,5 mil em São Paulo, podendo chegar a R$ 60 mil. É um sedã executivo, conhecido pelo acabamento refinado e bom conjunto de equipamentos, com motores 2.0 turbo sendo os mais comuns.
O consumo médio é de 8,8 km/l na cidade e 12,4 km/l na estrada. Apesar do bom custo de entrada, o modelo carrega a fama de apresentar “probleminhas crônicos” em unidades sem histórico de manutenção em dia. Para quem busca presença e conforto, pode valer a pena, desde que o carro passe por laudo cautelar e revisão completa.
Mercedes CLC 200 – cupê acessível, mas com limitações
O Mercedes-Benz CLC 200, produzido entre 2009 e 2011, pode ser encontrado entre R$ 55,9 mil e R$ 59,9 mil. O modelo traz motor 1.8/2.0 turbo com até 184 cv e acabamento interno de qualidade, incluindo teto solar em muitas versões.
Apesar do preço sedutor e do estilo cupê, o carro tem limitações: o banco traseiro é apertado e o projeto mais antigo exige atenção ao estado geral. Peças originais da Mercedes também elevam o custo de manutenção, tornando o carro menos prático no dia a dia.
Jaguar XF – luxo máximo com custo à altura
O Jaguar XF 2009 é um dos sedãs mais sofisticados que podem ser encontrados por valores entre R$ 75 mil e R$ 85 mil. O interior é marcado por couro, multimídia avançada para a época, som premium e climatização bi-zone. Há versões com motor 3.0 V6 e até um 5.0 V8 de alto desempenho.
O consumo, porém, assusta: 6 km/l na cidade e 10 km/l na estrada. A imagem de luxo é inegável, mas a manutenção é compatível com carros de alto padrão, com custos de peças e mão de obra elevados. É um carro para quem pode bancar a posse, não apenas a compra.
Vale a pena comprar um “carro de rico” usado?
A grande vantagem desses carros de rico é a forte desvalorização, que os coloca em uma faixa de preço comparável a veículos populares 0 km. Por outro lado, a manutenção, o consumo e a disponibilidade de peças podem anular qualquer economia inicial.
Especialistas recomendam sempre realizar laudo cautelar, verificação de histórico, recalls e consulta a disponibilidade de peças antes da compra. Em resumo: vale pelo luxo e pela presença, desde que o comprador esteja preparado para custos recorrentes acima da média.
E você, toparia ter um desses carros de rico sabendo dos gastos de manutenção e consumo? Acha que compensa ostentar pagando menos na compra, mas mais na oficina? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem já viveu essa experiência.