Ucrânia reage e rejeita concessões antes de reunião entre Trump e Putin. Zelensky afirma que não aceitará troca de territórios e exige participação da Ucrânia nas negociações
Segundo informações de O Globo e agências internacionais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou neste sábado (9) que não cederá território à Rússia em nenhuma hipótese. A fala veio horas após o anúncio de uma reunião entre Trump e Putin, marcada para o dia 15 de agosto, no Alasca, com o objetivo de buscar um acordo para encerrar a guerra iniciada em 2022.
O encontro, que reunirá o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acontece sob forte pressão internacional e sem a confirmação da presença de representantes ucranianos. Para Zelensky, qualquer negociação sem Kiev “seria uma decisão contra a paz” e “não resultaria em nada concreto”.
Contexto da reunião e as declarações de Trump
Ao anunciar a cúpula, Trump afirmou que poderia haver “alguma troca de territórios para benefício de ambos os lados”, sem especificar quais regiões estariam em jogo. A proposta gerou reação imediata do governo ucraniano e preocupações entre países europeus.
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A escolha do Alasca como local do encontro foi considerada “lógica” pelo Kremlin, por estar próximo à Rússia e aos interesses estratégicos dos dois países. A reunião será o primeiro encontro presencial entre Trump e Putin desde 2019 e a primeira visita de Putin aos EUA desde 2015.
A posição firme de Zelensky
Zelensky reforçou que nenhuma decisão poderá ser tomada sem a participação da Ucrânia. Em suas palavras, “os ucranianos não entregarão sua terra ao ocupante” e “a guerra não pode terminar sem a Ucrânia”.
O presidente também voltou a defender uma cúpula tripartite e destacou que está preparado para decisões que tragam a paz, mas que a solução deve ser “digna” e não baseada em concessões unilaterais.
Cenário militar e diplomático
Apesar de três rodadas de negociações entre Rússia e Ucrânia neste ano, nenhum avanço significativo foi registrado. Enquanto isso, a frente de combate segue ativa, com ataques de drones e bombardeios em regiões como Kherson e Sumy.
Putin mantém ofensiva para consolidar controle sobre as regiões de Luhansk e Donetsk, no leste da Ucrânia. Ceder esses territórios significaria para Kiev perder centros industriais estratégicos e posições defensivas cruciais, facilitando futuros ataques russos.
Opinião pública e dilema interno
Pesquisas recentes do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev mostram que mais de três quartos dos ucranianos se opõem à cessão de território. No entanto, o apoio a concessões cresceu desde 2023, passando de 10% para 38%, reflexo do desgaste da guerra e da falta de avanços militares.
Para líderes militares ucranianos, como um oficial identificado pelo codinome “Barbarossa”, “trocar territórios não é paz, é dar fôlego ao inimigo antes de um novo ataque”.
Próximos passos
A reunião entre Trump e Putin poderá redefinir o rumo das negociações, mas a ausência da Ucrânia na mesa pode limitar a eficácia de qualquer acordo. Enquanto isso, aliados como Reino Unido e Estados Unidos seguem discutindo estratégias para alcançar uma paz duradoura, mantendo sanções e apoio militar a Kiev.
O encontro no Alasca será acompanhado de perto pela comunidade internacional, que aguarda para ver se o diálogo entre os dois líderes resultará em medidas concretas ou apenas em um impasse diplomático.
E você, acredita que uma reunião entre Trump e Putin sem a presença da Ucrânia pode realmente trazer a paz ou apenas favorecer um lado do conflito? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem acompanha o tema de perto.