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Salário mínimo na Venezuela despenca para apenas US$ 1 por mês em 2025: valor oficial segue câmbio do Banco Central e expõe a crise mais profunda da economia do país

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 30/08/2025 às 20:20
Atualizado em 31/08/2025 às 11:20
Salário mínimo na Venezuela despenca para apenas US$ 1 por mês em 2025: valor oficial segue câmbio do Banco Central e expõe a crise mais profunda da economia do país
Foto: Salário mínimo na Venezuela despenca para apenas US$ 1 por mês em 2025: valor oficial segue câmbio do Banco Central e expõe a crise mais profunda da economia do país
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Salário mínimo na Venezuela cai para menos de US$ 1 em 2025, enquanto cesta básica custa US$ 500. Crise expõe maior colapso econômico do país.

Em 2025, o salário mínimo na Venezuela atingiu o nível mais baixo de sua história recente: apenas 130 bolívares, equivalentes a menos de US$ 1 por mês, quando convertido pela taxa oficial do Banco Central. O valor, congelado desde março de 2022, já não guarda nenhuma relação com o custo real de vida e expõe a gravidade da crise econômica que atinge milhões de venezuelanos.

Segundo dados oficiais e levantamentos independentes, o rendimento mínimo cobre menos de 0,2% da cesta básica, cujo valor mensal supera US$ 500. A discrepância entre renda e despesas alimentares tornou-se um símbolo da incapacidade do Estado de sustentar sua população diante da hiperinflação e da desvalorização contínua do bolívar.

US$ 1 por mês: um salário que não compra nem um almoço

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A equivalência a US$ 1 por mês coloca o trabalhador venezuelano em uma condição inédita: o salário mínimo oficial é insuficiente até mesmo para pagar uma refeição simples em Caracas ou em qualquer outra grande cidade do país.

Essa realidade obriga milhões de famílias a depender de remessas do exterior, pequenos trabalhos informais ou ajuda comunitária para sobreviver. De acordo com pesquisas sociais, mais de 80% da população vive em condição de pobreza, e o salário legal deixou de ter impacto prático na renda familiar.

Câmbio do Banco Central e a desconexão com a realidade

O cálculo do salário mínimo é feito pelo câmbio oficial divulgado pelo Banco Central da Venezuela, muito abaixo das taxas paralelas praticadas nas ruas. Essa diferença agrava a distorção do poder de compra e amplia a sensação de que o salário formal já não reflete a realidade econômica do país.

Economistas afirmam que a falta de atualização do valor desde 2022 é um dos fatores que mais aprofundam a crise social. Sem mecanismos de reajuste, trabalhadores formais ficam presos a uma remuneração simbólica, enquanto os preços seguem indexados a valores de mercado muito mais elevados.

Salário de US$ 1 por mês e uma cesta de US$ 500

O contraste é brutal: enquanto o salário de US$ 1 na Venezuela é pago oficialmente a servidores públicos, aposentados e trabalhadores de base, o custo de uma cesta alimentar mensal ultrapassa US$ 500. Isso significa que, mesmo somando benefícios e auxílios, uma família precisa multiplicar em mais de quinhentas vezes sua renda formal para garantir a alimentação mínima.

Essa disparidade explica o êxodo contínuo de venezuelanos para países vizinhos. Estima-se que mais de 7 milhões de cidadãos já tenham deixado o país nos últimos anos em busca de melhores condições de vida.

Impactos sociais: fome, êxodo e economia paralela

Com o salário mínimo de US$ 1 por mês, a vida cotidiana dos venezuelanos tornou-se marcada pela escassez e pela dependência de mecanismos alternativos. Muitos trabalhadores abandonaram seus empregos formais para viver de atividades informais, onde a remuneração é calculada diretamente em dólares ou em bens de troca.

O sistema público de saúde e educação também é afetado, já que médicos, professores e servidores recebem salários equivalentes a menos de US$ 5 mensais, o que compromete a qualidade dos serviços e acelera a fuga de profissionais para o exterior.

O colapso da moeda e a perda de referência

O bolívar, que já passou por diversas redenominações na última década, perdeu sua função de moeda de confiança. Em 2025, o salário mínimo na Venezuela tornou-se um valor simbólico, mais próximo de um registro contábil do que de uma remuneração capaz de sustentar o trabalhador.

Enquanto isso, o dólar e até mesmo criptomoedas circulam amplamente no comércio, funcionando como moeda paralela. Essa dolarização informal se tornou o verdadeiro motor da economia, deixando o salário oficial cada vez mais irrelevante.

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A face mais visível da crise venezuelana

O salário mínimo de US$ 1 por mês em 2025 é mais do que um dado econômico: é o retrato da maior crise social e financeira da história da Venezuela. Ele revela a incapacidade do governo de equilibrar câmbio, inflação e renda mínima, ao mesmo tempo em que amplia a distância entre a realidade da população e a política oficial.

Sem reajuste há mais de três anos, o valor se tornou o símbolo máximo de um colapso econômico que empurra milhões de pessoas para a pobreza extrema, acelera o êxodo e reforça a necessidade de soluções estruturais urgentes.

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J Barrios
J Barrios
31/08/2025 09:44

A turma do L adoram isso 😁😁😁😁

José
José
Em resposta a  J Barrios
31/08/2025 11:32

Quem adora é a turma do ****! **** teve a cara de **** de aumentar R$6,00 no salário mínimo, retirar o aumento real do salário. Com **** no poder ,o Brasil já teria se transformado na Venezuela que eles tanto falavam.

Silvia Maria Bellato Nogueira
Silvia Maria Bellato Nogueira
31/08/2025 07:05

Amplamente apoiado pelo nosso governo 👏👏👏👏

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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