Tecnologia e digitalização operacional contribuem para redução de custos na logística das atividades de transporte de cargas nos portos brasileiros

A adoção de novas soluções de inovação com tecnologia nos portos brasileiros vêm contribuindo para uma drástica redução de custos na logística das operações de transporte de cargas entre os complexos nacionais e internacionais nos últimos anos Foto: Prosertek




A adoção de novas soluções de inovação com tecnologia nos portos brasileiros vêm contribuindo para uma drástica redução de custos na logística das operações de transporte de cargas entre os complexos nacionais e internacionais nos últimos anos

Após alguns anos de crescimento da digitalização no mercado de portos do Brasil, a companhia KPMG realizou uma pesquisa sobre o uso da tecnologia na redução de custos na logística de transporte de cargas. Dessa forma, a empresa comentou na última quinta-feira, (05/05), sobre como a dinâmica atual do setor portuário vem sendo beneficiada com a adoção da tecnologia e de novas soluções para a operação com esses produtos. 

Período de pandemia foi essencial para crescimento do uso da tecnologia como forma de redução de custos na logística de transporte de cargas nos terminais portuários

Os anos iniciais do período da pandemia do Covid-19 marcaram uma drástica mudança nas operações dos setores de todo o mercado global, mas principalmente o setor portuário. Esse segmento foi altamente impactado pela dificuldade da realização de operações de transporte de cargas em meio ao fechamento dos mercados e, com isso, precisou se dinamizar para utilizar a tecnologia operacional como forma de garantir mais produtividade nessas atividades, além de reduzir custos na logística das operações.

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Assim, a companhia KPMG buscou relacionar esses dados e entrevistou CEOs brasileiros e internacionais em relação às mudanças na logística das operações de transporte de cargas com o uso da tecnologia nos portos. E, ao fim da pesquisa, foi constatado que 87% dos brasileiros entrevistados e 67% dos CEOs internacionais repensariam a abordagem para lidar com este novo cenário.

Já  32% dos CEOs globais acreditam que o caminho é que as empresas adotem metodologias mais ágeis “para responder às mudanças nas necessidades dos clientes”, com a utilização da tecnologia como forma de reduzir os custos dessas atividades. Isso acontece porque, quanto mais eficiente e rápido for o processo de logística das operações de transporte de cargas nos portos, menor é a margem de erro nas atividades.

Dessa forma, não só há um maior controle sobre o que está acontecendo, como também uma redução nos desperdícios dos recursos utilizados. Assim, as companhias acabam sendo beneficiadas com mais produtividade e uma alta redução de custos na logística aplicada dentro do cenário de movimentação de mercadorias no mercado interno e externo. 

Portos brasileiros aderem fortemente a utilização da tecnologia para garantir mais eficiência e redução de custos na logística de transporte de mercadorias

Ainda em relação à pesquisa da companhia KPMG, o relatório final destacou que “o progresso da digitalização das operações e a criação da próxima geração do modelo operacional foram acelerados em questão de meses” ao longo do período da pandemia. E, se tratando de adoção de tecnologia para a redução de custos no transporte de cargas, os portos brasileiros conseguiram um grande destaque em todo o mercado internacional ao longo dos anos de 2020 e 2021. 

Entre os projetos e soluções adotadas pelos portos nacionais envolvendo a tecnologia nesse sentido, o “Porto sem Papel” (PSP) é o mais recente e eficiente. Essa solução visa facilitar a análise e liberação de mercadorias, gerando uma economia de mais de 3,1 bilhão de reais por ano. Além disso, ela também permite que as informações possam ser acessadas por meio do Documento Único Virtual (DUV), tornando a gestão de processos mais rápida e segura e, consequentemente, reduzindo os custos da logística de transporte de mercadorias nos portos brasileiros. 

Por fim, a utilização da tecnologia nos complexos portuários nacionais agora caminha para o segmento da sustentabilidade e das energias renováveis, principalmente com a adoção de sistemas de controle de dados para uma melhor produtividade dentro dessa cadeia de geração desse recurso.

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Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.