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Starship de 122 metros lança 20 satélites Starlink V3 no espaço, religa um motor durante o voo e retorna praticamente intacta ao Oceano Índico

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 25/07/2026 às 17:12 Atualizado em 25/07/2026 às 17:14
A Starship lançou 20 satélites Starlink V3 com sucesso. Descubra mais sobre essa missão inovadora da SpaceX.
A Starship lançou 20 satélites Starlink V3 com sucesso. Descubra mais sobre essa missão inovadora da SpaceX.
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A Starship lançou 20 satélites Starlink V3 durante seu 13º teste integrado, realizado a partir da Starbase, no Texas, e completou sua amerissagem mais controlada, embora o foguete Super Heavy tenha falhado durante o retorno.

De acordo com a Reuters, o 13º voo integrado da Starship ocorreu na sexta-feira, 24 de julho de 2026, com decolagem às 18h51 no horário do leste dos Estados Unidos, 19h51 no horário de Brasília, a partir da Starbase, no Texas.

Starship implanta 20 satélites em trajetória suborbital

De acordo com o interestingengineering, o foguete de aproximadamente 122 metros de altura cumpriu vários objetivos durante a missão. Além de liberar os satélites, o veículo religou um motor Raptor no espaço e coletou dados durante a reentrada na atmosfera terrestre.

Segundo a SpaceX, esse foi o primeiro voo da Starship com a implantação de satélites Starlink V3 operacionais. Nos testes anteriores, a empresa havia utilizado simuladores de massa no lugar das espaçonaves.

Os 20 satélites foram liberados em uma trajetória suborbital. O procedimento permitiu que os engenheiros avaliassem o sistema de implantação de carga útil da Starship em condições consideradas realistas de voo.

A missão não tinha como objetivo colocar as unidades em uma órbita operacional permanente. Após a liberação, os satélites estabeleceram contato por um breve período com a rede Starlink já existente.

Em seguida, as unidades reentraram na atmosfera terrestre e se desintegraram conforme o planejamento da missão. O teste foi direcionado à validação dos procedimentos utilizados para liberar a carga transportada pelo foguete.

A Reuters informou que a geração Starlink V3 deverá oferecer maior largura de banda. Os satélites atualizados também deverão sustentar recursos futuros, entre eles a conectividade direta com aparelhos celulares.

Nave religa motor no espaço e desce no Oceano Índico

Depois da implantação dos satélites, a SpaceX iniciou outra etapa considerada importante para o desenvolvimento do sistema: o retorno do estágio superior através da atmosfera terrestre.

Durante esse processo, a empresa realizou a ignição de um motor Raptor no espaço. A manobra estava entre os objetivos do voo e serviu para validar uma capacidade necessária às futuras operações do veículo.

A Starship também foi submetida propositalmente a condições desafiadoras durante a reentrada. A SpaceX buscou coletar informações sobre o sistema de proteção térmica, os controles de voo e o desempenho estrutural da nave.

A descida terminou com uma amerissagem controlada no Oceano Índico. Conforme a empresa, esse foi o pouso na água mais suave já realizado pela Starship durante sua campanha de testes.

A nave permaneceu praticamente intacta após chegar à água. Também foram observadas melhorias no escudo térmico, mesmo com os engenheiros submetendo o sistema a condições deliberadamente mais exigentes durante o retorno.

Os resultados ofereceram dados sobre o comportamento da nave desde a implantação da carga até a fase final da descida. A missão também avaliou a capacidade de controlar o veículo enquanto ele atravessava novamente a atmosfera.

Falha nos motores compromete pouso do Super Heavy

O retorno do foguete Super Heavy, primeiro estágio do sistema, não teve o mesmo resultado. O propulsor apresentou problemas durante a tentativa de realizar um pouso suave na água.

No retorno ao Golfo da América, alguns motores não reacenderam durante a queima de pouso. A falha na reinicialização impediu que o foguete reduzisse a velocidade e completasse a descida de forma controlada.

Como consequência, o Super Heavy atingiu a água com mais força do que havia sido planejado e foi perdido. A recuperação do primeiro estágio permanece, portanto, entre os desafios ainda enfrentados pelo programa.

A SpaceX afirma que sua campanha de testes segue uma estratégia de desenvolvimento iterativa. Nesse modelo, cada missão é usada para reunir dados de engenharia, mesmo quando parte dos objetivos programados não é alcançada.

A empresa apresentou o voo 13 como uma oportunidade de analisar o desempenho do conjunto durante a ascensão, a separação entre os estágios, a implantação da carga útil e a reentrada atmosférica.

Teste amplia preparação para futuras missões

O voo também demonstrou o papel previsto para a Starship na futura estrutura de lançamentos da SpaceX. A expectativa informada é que o veículo se torne o principal lançador das próximas gerações de satélites Starlink.

O sistema também deverá dar suporte ao programa lunar Artemis, da NASA. Em um prazo ainda mais distante, a empresa relaciona o desenvolvimento do veículo às suas ambições de exploração de Marte.

A implantação dos satélites, a ignição de um motor no espaço e o retorno do estágio superior praticamente intacto foram apresentados como avanços em direção a missões regulares da Starship.

O programa, porém, ainda precisa superar problemas relacionados à recuperação do Super Heavy. O 13º teste mostrou avanços em diferentes tecnologias, mas também confirmou que o pouso controlado do primeiro estágio continua em desenvolvimento.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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