A Starship avançou no desenvolvimento de um sistema totalmente reutilizável ao implantar 20 satélites Starlink V3, religar um motor no espaço e realizar sua amerissagem mais suave, apesar da perda do Super Heavy
A Starship lançou 20 satélites Starlink V3 durante seu 13º teste integrado, realizado a partir da Starbase, no Texas, e completou sua amerissagem mais controlada, embora o foguete Super Heavy tenha falhado durante o retorno.
De acordo com a Reuters, o 13º voo integrado da Starship ocorreu na sexta-feira, 24 de julho de 2026, com decolagem às 18h51 no horário do leste dos Estados Unidos, 19h51 no horário de Brasília, a partir da Starbase, no Texas.
Starship implanta 20 satélites em trajetória suborbital
De acordo com o interestingengineering, o foguete de aproximadamente 122 metros de altura cumpriu vários objetivos durante a missão. Além de liberar os satélites, o veículo religou um motor Raptor no espaço e coletou dados durante a reentrada na atmosfera terrestre.
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Segundo a SpaceX, esse foi o primeiro voo da Starship com a implantação de satélites Starlink V3 operacionais. Nos testes anteriores, a empresa havia utilizado simuladores de massa no lugar das espaçonaves.
Os 20 satélites foram liberados em uma trajetória suborbital. O procedimento permitiu que os engenheiros avaliassem o sistema de implantação de carga útil da Starship em condições consideradas realistas de voo.
A missão não tinha como objetivo colocar as unidades em uma órbita operacional permanente. Após a liberação, os satélites estabeleceram contato por um breve período com a rede Starlink já existente.
Em seguida, as unidades reentraram na atmosfera terrestre e se desintegraram conforme o planejamento da missão. O teste foi direcionado à validação dos procedimentos utilizados para liberar a carga transportada pelo foguete.
A Reuters informou que a geração Starlink V3 deverá oferecer maior largura de banda. Os satélites atualizados também deverão sustentar recursos futuros, entre eles a conectividade direta com aparelhos celulares.
Nave religa motor no espaço e desce no Oceano Índico
Depois da implantação dos satélites, a SpaceX iniciou outra etapa considerada importante para o desenvolvimento do sistema: o retorno do estágio superior através da atmosfera terrestre.
Durante esse processo, a empresa realizou a ignição de um motor Raptor no espaço. A manobra estava entre os objetivos do voo e serviu para validar uma capacidade necessária às futuras operações do veículo.
A Starship também foi submetida propositalmente a condições desafiadoras durante a reentrada. A SpaceX buscou coletar informações sobre o sistema de proteção térmica, os controles de voo e o desempenho estrutural da nave.
A descida terminou com uma amerissagem controlada no Oceano Índico. Conforme a empresa, esse foi o pouso na água mais suave já realizado pela Starship durante sua campanha de testes.
A nave permaneceu praticamente intacta após chegar à água. Também foram observadas melhorias no escudo térmico, mesmo com os engenheiros submetendo o sistema a condições deliberadamente mais exigentes durante o retorno.
Os resultados ofereceram dados sobre o comportamento da nave desde a implantação da carga até a fase final da descida. A missão também avaliou a capacidade de controlar o veículo enquanto ele atravessava novamente a atmosfera.
Falha nos motores compromete pouso do Super Heavy
O retorno do foguete Super Heavy, primeiro estágio do sistema, não teve o mesmo resultado. O propulsor apresentou problemas durante a tentativa de realizar um pouso suave na água.
No retorno ao Golfo da América, alguns motores não reacenderam durante a queima de pouso. A falha na reinicialização impediu que o foguete reduzisse a velocidade e completasse a descida de forma controlada.
Como consequência, o Super Heavy atingiu a água com mais força do que havia sido planejado e foi perdido. A recuperação do primeiro estágio permanece, portanto, entre os desafios ainda enfrentados pelo programa.
A SpaceX afirma que sua campanha de testes segue uma estratégia de desenvolvimento iterativa. Nesse modelo, cada missão é usada para reunir dados de engenharia, mesmo quando parte dos objetivos programados não é alcançada.
A empresa apresentou o voo 13 como uma oportunidade de analisar o desempenho do conjunto durante a ascensão, a separação entre os estágios, a implantação da carga útil e a reentrada atmosférica.
Teste amplia preparação para futuras missões
O voo também demonstrou o papel previsto para a Starship na futura estrutura de lançamentos da SpaceX. A expectativa informada é que o veículo se torne o principal lançador das próximas gerações de satélites Starlink.
O sistema também deverá dar suporte ao programa lunar Artemis, da NASA. Em um prazo ainda mais distante, a empresa relaciona o desenvolvimento do veículo às suas ambições de exploração de Marte.
A implantação dos satélites, a ignição de um motor no espaço e o retorno do estágio superior praticamente intacto foram apresentados como avanços em direção a missões regulares da Starship.
O programa, porém, ainda precisa superar problemas relacionados à recuperação do Super Heavy. O 13º teste mostrou avanços em diferentes tecnologias, mas também confirmou que o pouso controlado do primeiro estágio continua em desenvolvimento.
