Equipamento instalado em avenida central lidera o ranking de autuações na capital paulista no início de 2025, com aumento expressivo em relação ao ano anterior e impacto direto nas estatísticas do trânsito local.
Um radar instalado na Avenida Prestes Maia, próximo ao número 913 e à Estação da Luz do Metrô, tornou-se destaque absoluto ao registrar a maior quantidade de infrações em toda a cidade de São Paulo no primeiro trimestre de 2025.
Um levantamento do portal UOL com dados atualizados da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito mostrou que, apenas entre janeiro e março, foram computadas 32.342 multas pelo equipamento, o que equivale a uma média impressionante de 355 autuações diárias.
Esse volume inédito representa um aumento de aproximadamente 140% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o índice já chamava atenção entre os motoristas paulistanos.
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Excesso de velocidade lidera motivos das infrações
A maioria esmagadora dessas infrações está diretamente relacionada ao excesso de velocidade, infração recorrente nas ruas e avenidas paulistanas.
Na capital, o limite máximo estabelecido para a maior parte das vias urbanas é de 50 km/h, regra frequentemente desrespeitada segundo os registros oficiais.
A presença de radares como o da Avenida Prestes Maia evidencia uma estratégia do município para conter comportamentos de risco e ampliar a segurança viária.
No entanto, nem todas as autuações emitidas entram imediatamente no banco de dados da prefeitura, o que pode ocasionar pequenas variações nas estatísticas finais.
Locais com mais autuações em São Paulo
Além do campeão localizado na região central, o levantamento realizado no início de julho de 2025 mostra outros pontos de fiscalização intensiva.
O radar posicionado na Avenida Embaixador Macedo Soares, número 10.001, nas proximidades da Marginal Tietê e da ponte do Piqueri, ocupou o segundo lugar no ranking, com 19.068 infrações computadas.
Em seguida, o equipamento instalado na Rua Heitor Penteado, próximo à rua Cristiano Viana, acumulou 15.740 multas no mesmo período.
Outros pontos críticos incluem a Avenida Santos Dumont, próximo à Rua Rodolfo Miranda, que somou 15.473 autuações, e o radar da Marginal Pinheiros, nas imediações da ponte Eusébio Matoso, responsável por 14.555 infrações.
Esses locais figuram entre os principais focos de fiscalização eletrônica em São Paulo e refletem padrões de circulação intensa, especialmente nos horários de pico.
Principais tipos de infração na capital paulista
O monitoramento eletrônico tem flagrado principalmente motoristas que ultrapassam a velocidade permitida.
Segundo o relatório mais recente, somente nos três primeiros meses do ano, foram emitidas 602.443 multas por velocidade acima de até 20% do limite máximo.
Em termos proporcionais, isso equivale a quase cinco autuações por minuto, reforçando o protagonismo desse tipo de infração no cotidiano paulistano.
Outro destaque é a violação das regras do rodízio municipal de veículos, que busca restringir a circulação conforme o final da placa em determinados dias e horários.
O sistema contabilizou 426.915 autuações desse tipo no primeiro trimestre de 2025.
Já a circulação em faixas exclusivas para o transporte público, criada para garantir prioridade aos ônibus e melhorar a mobilidade coletiva, gerou 220.758 penalizações no mesmo período.
Há ainda registros de infrações específicas, como o tráfego de caminhões fora dos horários autorizados em determinadas regiões, especialmente no centro expandido.
A atuação integrada entre radares fixos e móveis tem ampliado a capacidade de fiscalização e colaborado para o aumento do volume de autuações em toda a cidade.
Estratégias de fiscalização eletrônica em São Paulo
A intensificação da fiscalização eletrônica em São Paulo faz parte de uma política pública voltada à redução de acidentes e ao estímulo do respeito às leis de trânsito.
Conforme a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, o uso de radares não só atua como inibidor de comportamentos imprudentes, mas também contribui para o mapeamento de pontos críticos e para a elaboração de novas estratégias de segurança.
Vale destacar que o descumprimento dos limites de velocidade aumenta significativamente o risco de colisões, atropelamentos e outras ocorrências graves.
O impacto econômico dessas autuações também é expressivo, com o montante arrecadado direcionado para melhorias na sinalização, educação no trânsito e investimentos em infraestrutura viária.
Funcionamento dos radares eletrônicos na cidade
Os radares eletrônicos, instalados em pontos estratégicos, operam por meio de sensores que identificam a velocidade dos veículos ao passarem pelo local.
Quando o limite regulamentar é ultrapassado, o equipamento registra a infração automaticamente, gerando a notificação que será encaminhada ao proprietário do veículo.
O processo segue rigorosos critérios técnicos, com manutenção e aferição periódica para garantir a precisão dos registros.
O motorista que recebe uma notificação de multa tem o direito de apresentar defesa e recorrer, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
É importante, entretanto, que cada condutor adote uma postura preventiva, respeitando os limites de velocidade, as regras do rodízio e as faixas exclusivas, não apenas para evitar penalizações, mas principalmente para contribuir com a segurança coletiva.
Mudança de comportamento e impacto das multas
O crescimento no número de multas em São Paulo aponta para um desafio permanente: mudar o comportamento dos motoristas e promover uma convivência mais segura no trânsito urbano.
Especialistas em segurança viária destacam que o respeito à sinalização e aos limites estabelecidos é essencial para prevenir acidentes e proteger vidas.
As campanhas educativas, aliadas à fiscalização eficiente, são ferramentas fundamentais nesse processo.
Ao considerar o volume de autuações geradas pelos radares e a necessidade de conscientização dos condutores, fica evidente que o trânsito seguro depende de uma combinação de fiscalização rigorosa, tecnologia de ponta e compromisso dos cidadãos.
Em um cenário de recordes como o de 2025, qual deve ser o próximo passo para melhorar a convivência no trânsito paulistano e reduzir as infrações nas principais vias da cidade?