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Porto de Mar del Plata, na Argentina, prepara reorganização de áreas industriais, reserva 54,7 mil m² para estaleiros e prevê mudanças na circulação de caminhões

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 01/11/2026 às 12:19
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Porto de Mar del Plata reorganiza áreas industriais, reserva espaço para estaleiros e planeja mudanças na logística e circulação de caminhões.
Porto de Mar del Plata, na Argentina. Foto: Leandro Kibisz /Wikimedia Commons. Licença CC BY-SA 2.5.
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Após quase 20 anos, porto argentino aprova nova divisão territorial, destina 54,7 mil metros quadrados aos estaleiros e prevê mudanças nas docas, áreas industriais, serviços portuários e circulação de caminhões para melhorar operações

O Porto de Mar del Plata, na Argentina, vai passar por uma reorganização de seus espaços produtivos após quase 20 anos sem uma revisão geral. O novo planejamento busca ampliar as condições para a indústria naval, a pesca, os serviços portuários e a logística.

Porto de Mar del Plata terá nova divisão territorial após quase duas décadas

A mudança foi formalizada pela Resolução 435-01/2026, do Consórcio Portuário Regional de Mar del Plata, datada de 13 de outubro de 2026.

O documento aprova um projeto de rezoneamento que redefine como os terrenos sob administração portuária poderão ser utilizados.

A última organização territorial havia sido aprovada em 2007. Desde então, o porto passou por mudanças importantes, incluindo intervenções em píeres e recuperação de espaços operacionais.

Entre os projetos considerados estão os píeres 9 e 3, a demolição da antiga galeria de grãos e a recuperação de mais de 24 mil metros quadrados no Píer 3.

A revisão integra o Plano Quinquenal 2025-2030 e estabelece cinco grandes áreas, separando atividades industriais, operacionais, comerciais, de serviços e de desenvolvimento urbano.

Indústria naval terá 54,7 mil metros quadrados destinados a estaleiros

Uma das principais mudanças envolve a criação de uma Zona Industrial Portuária com aproximadamente 268 mil metros quadrados.

Desse total, cerca de 158 mil metros quadrados são considerados adequados para atividades industriais. Outros 54,7 mil metros quadrados ficam destinados aos estaleiros.

O espaço poderá receber oficinas de reparação naval, instalações ligadas à construção de embarcações e empresas que prestam serviços à frota pesqueira.

Também estão previstas atividades como processamento de pescado, fabricação de gelo, armazenamento de redes, lavagem de caixas e abastecimento de combustível.

A localização dos estaleiros recebe atenção específica porque essas instalações precisam de acesso à água para movimentar embarcações.

Outra mudança envolve as regras tarifárias aplicadas aos terrenos industriais.

O projeto propõe unificar as atuais zonas II B e III, que possuem tratamentos diferentes mesmo quando recebem atividades semelhantes.

Para diminuir o impacto financeiro da alteração, está prevista uma transição gradual aplicada aos primeiros mil metros quadrados de área.

Docas e terminais de carga terão espaços definidos para cada atividade

A reorganização também estabelece uma Zona Operacional com aproximadamente 150 mil metros quadrados.

Ela abrange áreas ligadas aos cais 1, 7 e 10, além de bacias e estruturas de apoio às operações portuárias.

Nesses espaços, poderão funcionar depósitos, instalações frigoríficas, fábricas de gelo, serviços administrativos e estruturas para abastecimento de embarcações.

O planejamento também delimita uma Zona Aduaneira Primária de aproximadamente 120 mil metros quadrados.

Essa área será voltada principalmente ao comércio exterior, movimentação de contêineres, armazenamento de mercadorias e funcionamento de terminais portuários.

Cerca de 55 mil metros quadrados poderão ser ocupados por empresas mediante licenças de uso ou concessões.

A proposta busca separar operações que precisam estar próximas das docas daquelas que podem funcionar em outros terrenos.

Fornecedores ganharão áreas próprias e caminhões terão circulação reorganizada

Outra parte do planejamento contempla uma Zona de Serviços Comerciais e Portuários com aproximadamente 167 mil metros quadrados.

Desse espaço, cerca de 52 mil metros quadrados poderão ser disponibilizados por licenças ou concessões.

A área atenderá fornecedores da indústria naval, empresas de abastecimento, armazéns especializados e outros negócios relacionados à atividade portuária.

O projeto também prevê transferir gradualmente escritórios administrativos situados nas avenidas Pescadores e Prefeitura Naval Argentina.

A intenção é liberar terrenos para atividades comerciais e serviços diretamente ligados à produção.

Na logística, a proposta prevê reorganizar a circulação de caminhões dentro do porto.

Estão planejadas rotas específicas para determinadas cargas, além de áreas de espera e estacionamento de veículos pesados.

O documento diferencia o transporte de mercadorias destinadas ao comércio exterior da movimentação de produtos frescos, especialmente aqueles ligados à pesca.

A separação busca reduzir conflitos entre caminhões, operações portuárias e circulação urbana.

As mudanças fazem parte do planejamento territorial aprovado. A resolução apresentada não estabelece um cronograma individual de execução para todas as intervenções previstas.

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Romário Pereira de Carvalho

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