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Petrobras (PETR4) realiza assembleia para votar mudanças no estatuto.

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 30/11/2023 às 07:54
Ações, Assembleias, Lei das Estatais, Petrobras
Acionistas votarão proposta para criar reserva de remuneração do capital, além de alteração em regras sobre a indicação de membros da alta cúpula
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Na próxima assembleia, os acionistas irão votar uma proposta para estabelecer uma reserva de remuneração de capital, juntamente com modificações nas regras relacionadas à nomeação de membros da alta diretoria. Essas decisões terão um impacto significativo no futuro da empresa.

Ele mencionou a necessidade de criar uma reserva que garantisse recursos para várias finalidades, incluindo pagamento de dividendos, juros sobre capital próprio, recompras de ações autorizadas por lei, absorção de prejuízos e incorporação ao capital social. No entanto, salientou que a reserva só poderá ser constituída após o pagamento dos dividendos de acordo com a política de remuneração dos acionistas.

O pronunciamento de Prates sobre a proposta de estabelecer uma reserva de remuneração do capital ressalta que a política de pagamento aos acionistas permanece inalterada. Ele enfatiza que a criação da reserva não afetaria a possibilidade de distribuição de dividendos extraordinários, que ainda seriam concedidos em circunstâncias excepcionais, desde que a saúde financeira da empresa fosse preservada.

Proposta de mudança no Estatuto da Petrobras

De acordo com Prates, a intenção da alteração seria harmonizar o estatuto com a Lei das Estatais e não existe nenhuma diminuição nas exigências em comparação com a lei. “Se a decisão final do Judiciário for favorável à manutenção do artigo na lei, ele terá validade por si só, pois a lei é para todos. E a Petrobras será automaticamente obrigada a cumpri-lo. Estar ou não repetido no estatuto não faz nenhuma diferença, porque a empresa, como todas as outras, é obrigada a estar em conformidade com a lei”, afirmou.

Foram especificamente visados os parágrafos do artigo 17, que limita nomeações de conselheiros e diretores que ocupem certos cargos públicos ou que tenham participado, nos últimos três anos, da tomada de decisões em um partido político ou na organização e execução de uma campanha eleitoral. A determinação ainda está sujeita a aprovação ou rejeição pelo tribunal, que irá julgar a decisão provisória do ex-ministro em 6 de dezembro.

Em relação à proposta de alteração dos critérios de nomeação de membros da diretoria, Prates alegou que o estatuto social da Petrobras replica “exatamente o mesmo teor de cada um dos itens do artigo 17, parágrafo segundo, da Lei (das Estatais), que estão temporariamente suspensos por ordem de cautela do STF, o qual considerou esses itens inconstitucionais”.

Ele mencionou a decisão liminar emitida em março deste ano pelo então ministro do Supremo Tribunal, Ricardo Lewandowski, que suspendeu partes da Lei das Estatais.

“Não há qualquer diminuição nas exigências em relação à legislação das empresas estatais e nosso estatuto permanece determinando o pleno cumprimento da Lei das Estatais e de qualquer outra legislação. A alteração não isenta a Petrobras de seguir a lei. Pelo contrário, estabelece claramente que, independentemente do formato da legislação, a Petrobras continuará seguindo”, afirmou.

“Compreendemos que talvez pudéssemos ter comunicado de forma mais eficaz a proposta, não pela ação em si, mas pelo impacto real, que neste caso é inexistente”, complementou, destacando o compromisso inabalável da empresa com a conformidade legal. **A empresa reafirma seu compromisso de seguir estritamente todas as leis e regulamentos aplicáveis, sem exceção.**

Explicações sobre sugestões

Em meio a essas preocupações, após a divulgação das sugestões, o presidente da empresa estatal, Jean Paul Prates, compartilhou um vídeo de um pouco mais de 4 minutos na plataforma de mídia social X (antigo Twitter), com a declaração de que os fundamentos para a proposta de investimento permaneceriam fortes. Prates reiterou que a Petrobras seguirá a Lei das Estatais, enquanto reconheceu que a empresa estatal poderia ter comunicado de forma mais eficaz as alterações.

A criação de um fundo para garantir o pagamento de benefícios levantou receios no mercado de que os lucros distribuídos aos acionistas seriam reduzidos, com menos margem para pagamentos especiais. Além disso, também foi proposta a remoção das restrições à nomeação de líderes estabelecidas na Lei 13.303/2016, o que permitiria nomeações políticas para o Conselho, ecoando “sombrias memórias” do passado que causaram tantos problemas para a empresa estatal.

O encontro terá como objetivo discutir as controversas sugestões de alteração do Estatuto Social, que resultaram em uma queda de mais de 6% nas ações no dia 23 de outubro, quando os assuntos em pauta foram divulgados aos investidores.

Os acionistas irão analisar a proposta da Petrobras para a criação de uma reserva de remuneração do capital, bem como mudanças nas regras relativas à indicação de membros da alta cúpula. **Este é um momento crucial para a empresa, já que as decisões tomadas afetarão diretamente a governança e os interesses dos acionistas.**

Mesmo que a conclusão da reunião já seja esperada pelo mercado, os acionistas da Petrobras (PETR3; PETR4) estarão atentos à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) dos detentores de ações da empresa, que está marcada para quinta-feira (30) às 14h (horário de Brasília).

O encontro acontecerá de forma híbrida, com a transmissão virtual da sede da companhia, localizada no Rio de Janeiro. O governo, que é o acionista majoritário, detém a maior proporção de votos.

Fonte: InfoMoney

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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