Intenção da conversa individualizada é definir o melhor modelo de contratação dos FPSOs que a Petrobras pretende contratar nos próximos anos.
O setor de FPSOs aguarda por uma grande demanda, como já publicamos anteriormente aqui no nosso portal, sendo assim a Petrobras vem convidando para conversas, cada um dos fabricantes de FPSOs.
O intuito dos workshops é diversificar o modelo de contratação, visto que as últimas unidades afretadas foram pelo modelo via afretamento e novas formas estão sendo tentadas pela estatal junto ás afretadoras.
Um novo modelo, do qual a Petrobras tem questionado sobre o interesse das afretadoras, é o de B.O.T (Built Operate Transfer), onde o afretador constrói o FPSO, opera por 3,4 ou 5 anos e transfere para o operador do campo.
O modelo B.O.T deve ser o utilizado, em pelo menos uma das FPSOs a serem afretadas ainda este ano, mais precisamente no segundo semestre, a Petrobras lançará três editais, um para a terceira unidade de produção de Mero e um para Itapu, ambos projetos da Bacia de Santos, e outro para Sergipe-Alagoas.
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O mercado aposta que no campo de Itapu, a aposta é que para o modelo de afretamento do FPSO seja adotado o BOT.
As reuniões entre a Petrobras e as afretadoras começaram em abril e estão sendo realizadas na sede da companhia no centro do Rio de Janeiro.
A condução das reuniões por parte da Petrobras está sendo feita pelos gerentes das áreas de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia e de Assuntos Corporativos da Petrobras.
Quem vai conversar
Hoje, quinta-feira (02/05), compareceram para conversas representantes das empresas Ocyan e a BW Offshore e nos próximos dias são aguardadas a SBM, Modec, Teekay, Saipem, Bluewater, Yinson e Bumi Armada, entre outros.
Pelo número de empresas participantes, tem-se uma ideia da força da demanda por FPSOs pela Petrobras nos próximos anos e o grau de importância que uma definição conjunta terá no sucesso dos negócios.
Apenas duas FPSOs operando hoje para a Petrobras foram contratadas no regime de BOT, a P-57, inicialmente contratada com a SBM Offshore, e à P-63, que está a cargo da BW Offshore.
Os próximos FPSOs da Petrobras
Ao se confirmar as expectativas, o FPSO para Itapu, com capacidade para produzir 120 mil bopd, deverá ser o próximo a utilizar este modelo de contratação e irá iniciar a produção em 2023.
O FPSO 3 de Mero terá a capacidade de produzir 180 mil bopd, com o primeiro óleo previsto para 2022 e o FPSO de águas profundas de Sergipe-Alagoas está sendo projetado para produzir 100 mil bopd, a partir de 2023.

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