A estatal brasileira Petrobras propôs parceria à China para revitalizar a indústria naval brasileira, destacando oportunidades em estaleiros e construção de navios.
Durante um encontro realizado na última segunda-feira (28), em Pequim, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou o interesse do Brasil em ampliar a cooperação com a China, especialmente na área de petróleo, gás e na revitalização da indústria naval brasileira. A reunião aconteceu na sede da Embaixada do Brasil na China e contou com a presença de autoridades do governo federal, empresários e investidores chineses.
A proposta, segundo Chambriard, é estreitar os laços comerciais e tecnológicos entre os dois países, atraindo capital estrangeiro para impulsionar os estaleiros nacionais. O foco está na reativação da construção naval no Brasil, considerada estratégica para o desenvolvimento do setor energético.
Brasil quer parceria para expandir estaleiros e atrair tecnologia
Na ocasião, Magda apresentou um panorama das atividades da Petrobras, destacando o potencial de crescimento da indústria naval brasileira. A executiva fez um convite direto aos investidores:
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A China está projetando um navio porta-contêineres com reator nuclear de tório que vai funcionar por 40 anos sem reabastecer, e o gigante de 25.000 contêineres do Jiangnan Shipyard vai cruzar oceanos sem emitir carbono numa indústria que queima 300 milhões de toneladas de combustível por ano
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Um barco inteiro saiu da impressora 3D sem molde e sem emenda: robô gigante da CEAD cria cascos de até 12 metros em peça única, troca meses de estaleiro por código e coloca a construção naval diante de uma virada que parece ficção científica
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O “navio-doca” que afunda de propósito para engolir superiates como brinquedos: Yacht Servant tem 214 metros, 46 metros de boca, 6.380 m² de convés e usa operação float-on/float-off para transformar luxo marítimo em estacionamento semissubmersível
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O submarino francês de titânio que desce onde a luz desaparece: Nautile leva três pessoas a 6.000 metros de profundidade, alcança 97% do fundo dos oceanos e já investigou o Titanic, vulcões submarinos e regiões que permanecem inacessíveis para a maioria das embarcações do planeta
“Nós estamos aqui para propor a ampliação da parceria do Brasil e China no investimento em petróleo e gás. Entendemos que há oportunidades para empresas chinesas atuarem em parceria com os estaleiros brasileiros e acreditamos que o incremento da nossa cooperação trará benefícios para os nossos países.”
A reunião contou também com a participação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, da diretora-executiva da Petrobras, Renata Baruzzi, do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, e de representantes de ministérios como Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além do BNDES.

Construção naval no Brasil mira retomada até 2030
Sérgio Bacci, presidente da Transpetro — subsidiária da Petrobras —, destacou os planos ambiciosos de retomada da construção naval no país:
“Nós pretendemos contratar 25 navios até 2030. Temos estaleiros ociosos no Brasil e seria importante construirmos novas parcerias comerciais e tecnológicas.”
Ele ressaltou que a proposta está em linha com as políticas públicas do governo brasileiro, que buscam reaquecer a indústria naval brasileira e fortalecer a geração de empregos e tecnologia no setor.
Indústria naval brasileira em busca de novos horizontes
O encontro em Pequim mostra que o Brasil está decidido a reerguer sua indústria naval com apoio de parceiros estratégicos.
O convite aos chineses é parte de uma estratégia maior para garantir autonomia na cadeia produtiva do petróleo e gás, além de posicionar o país novamente como protagonista na construção de embarcações.
Ao abrir as portas para investimentos internacionais, a Petrobras busca transformar a atual ociosidade dos estaleiros brasileiros em novas oportunidades de crescimento.

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