O pacote de medidas anunciado por Haddad, Ministro da Fazenda, foi publicado nesta sexta-feira (13/01) no Diário Oficial da União (DOU).
Em entrevista coletiva na quinta-feira (14 de janeiro), o ministro traçou uma série de ações para recompor as contas públicas do país neste pacote de medidas anunciados por Haddad, como a criação de um regime de litigância zero, um Refis – medida para renegociar dívidas com desconto – — Para pessoas em inadimplência de entidades e micro e pequenas empresas.
Apesar do déficit atual, o governo espera fechar o ano no azul com superávit primário de R$ 11,13 bilhões. De acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA), o orçamento deste ano deve apresentar déficit de R$ 231,5 bilhões. Haddad observou que apenas nas melhores circunstâncias haveria um superávit de 0,1% do PIB. No entanto, a previsão real é de déficit inferior a 1% do PIB, equivalente a um valor entre 90 bilhões e 100 bilhões de reais.
Mudanças no pacote de medidas anunciados por Haddad
Veja o que foi anunciado pela Ministro da Fazenda essa semana:
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Governo quer pagar até R$ 8 mil a mais de 2.300 famílias tradicionais em mais de 100 comunidades do Acre e Amazonas por serviços ambientais prestados à Amazônia
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Mina de carvão comprada por US$ 2 milhões em Wyoming, a Brook Mine guarda terras raras e minerais críticos estimados em até US$ 37 bilhões, num ativo que os EUA disputam com a China
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No ano em que o Brasil ganhou a Copa, a gasolina custava R$ 1,77, o carro mais barato valia R$ 13 mil, não existia carro flex, SUV era raridade e nenhuma marca chinesa vendia um único veículo no país
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Vizinha de Balneário Camboriú vai ganhar aeroporto de R$ 1 bilhão com 225 hangares, área de 2,2 milhões de m², parque tecnológico e zona de exportação que promete transformar a economia e gerar milhares de empregos.
1) Programa “Litígio Zero”
A medida permitiria aos contribuintes resolver disputas tributárias com o governo, ao mesmo tempo em que permitiria que os recursos fluíssem para os cofres do estado. O design do programa é basicamente dividido em dois esquemas. Para pessoas físicas, micro e pequenas empresas, o desconto é de até 50% do total da dívida e o prazo é de 12 meses. Nesse caso, a dívida deve ser de 60 salários mínimos.
Para pessoas jurídicas com dívidas superiores a 60% do salário mínimo, o desconto nos valores de juros e multa pode ser de até 100%. O plano também prevê a utilização de prejuízos fiscais e base de cálculo negativa para regularizar entre 52% e 70% da dívida.
Prevê também a extinção do recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para valores inferiores a R$ 15 milhões. Ou seja, se o contribuinte ganhar a causa em primeira instância, o processo será encerrado automaticamente. Com isso, quase mil processos atualmente no CARF devem desaparecer automaticamente, totalizando cerca de R$ 6 bilhões.
Também haverá desconto de 100% nas multas (oficiais e suspensas) no caso de regularizações e valores de declaração de impostos. Segundo cálculo da equipe econômica, a Kraft tem mais de 30 mil processos e o valor ultrapassa 720 milhões de reais. A Receita Federal possui mais de 170 mil processos que totalizam cerca de R$ 3 bilhões.
2) ICMS na base de cálculo de PIS/Cofins
Uma das medidas do pacote prevê que o PIS/Cofins não será calculado sobre o ICMS e, portanto, os créditos não serão mais calculados dessa forma.
Segundo Haddad, uma decisão sobre o assunto só será tomada depois que o candidato à presidência da Petrobras colocar Paul Plates no cargo. O presidente Lula prometeu mudar a política de preços da estatal, que agora está atrelada à cotação do dólar e ao valor do barril de petróleo no mercado internacional. Durante o anúncio das primeiras medidas econômicas do governo Lula, Haddad disse que o governo estimou a arrecadação do PIS/Cofins sobre combustíveis com base na atual lei, mas o presidente pode reavaliar o prazo para a redução dos impostos federais sobre esses produtos.
3) Retorno do voto de qualidade no Carf
Os resultados da votação do Carf foram retomados após o desempate a favor da Coalizão em uma disputa tributária com os contribuintes pela Comissão de Gestão de Recursos Fiscais, órgão que julga as disputas tributárias. Ao votar, as chances de ganhar receita são maiores, aumentando assim a receita.

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