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O Rio de Janeiro vai ser o maior produtor de petróleo das Américas, afirma o presidente da Petrobras

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 12/06/2019 às 13:44 Atualizado em 14/06/2019 às 14:49

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Roberto Castello Branco, afirmou nesta terça-feira que o Rio de Janeiro tem uma “oportunidade ímpar” de recuperar sua economia por meio do mercado de petróleo.

Em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara, nesta terça-feira, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que o Rio de Janeiro tem uma “oportunidade ímpar” de recuperar sua economia por meio do mercado de petróleo. O mesmo ressaltou, no entanto, que é preciso saber como utilizar esses recursos.

“Acho que o estado do Rio de Janeiro tem uma oportunidade ímpar de sair da profunda recessão em que se meteu. Eu falei ao governador Wilson Witzel que ele vai se transformar em um sheik do petróleo. O Rio de Janeiro vai ser o maior produtor de petróleo das Américas, superado apenas pelos Estados Unidos e pelo Canadá. Vai haver empregos, não só dos produtores de petróleo, mas dos fornecedores, geração de receitas, de royalties, participações especiais. Vai se beneficiar muito. Tem que usar bem os recursos, usar para o desenvolvimento da economia do estado do Rio de Janeiro.” disse Castello Branco.

Ele também afirmou que a Petrobras já fez o possível para reduzir o preço dos combustíveis , ressaltando que o valor final depende de fatores externos e que seu objetivo é não deixar o preço ser maior do que a média internacional.

Castello Branco disse que a Petrobras reduziu a frequência de reajustes aos combustíveis, que chegou a ser diária na gestão do ex-presidente da Petrobras Pedro Parente.

Ele destacou, no entanto, que a gasolina e o diesel são commodities internacionais e que isso está “infelizmente fora do nosso controle”.

“Nosso esforço é no sentido de manter paridade com os preços globais”, disse Castello Branco, ressaltando que, no passado, a Petrobras chegou a praticar preços acima e abaixo da cotação internacional.

Castello Branco foi questionado diversas vezes sobre a situação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, no Rio, que teve suas obras paralisadas em meio a denúncias de corrupção na Operação Lava-Jato.

O presidente da estatal definiu o projeto como um “desastre”, destacando que a promessa de gerar milhares de empregos não foi cumprida.

De acordo com a petrolífera, estão sendo analisadas diversas opções para se investir na Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), dentre elas inclusive projeto de termelétrica. “Entretanto, tais estudos ainda são preliminares e não há qualquer decisão sobre o tema”, aponta a estatal.

Por fim, a Petrobras esclarece que mantém o projeto de construir uma refinaria com a CNPC (China National Petroleum Corporation) no local e que permanece com o projeto de criação de unidade de processamento de gás natural.

A Petrobras assinou, nesta terça-feira, 11 de junho, um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A estatal deve vender oito refinarias de petróleo, incluindo ativos de transporte de combustível, para que o inquérito administrativo do órgão que investiga abuso de posição seja suspenso.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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