Nome sujo pode atrapalhar recolocação no mercado de trabalho?

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Taís Targa que já trabalhou no ramo de recrutamento revela como uma pessoa com nome sujo é avaliada pelo Recursos Humanos de uma empresa

O nome sujo de um candidato para determinada vaga, sempre foi um Tabu em processos seletivos. Apesar de não conhecermos o que realmente se passa, por isto é ilegal, a relatos que está prática realmente acontece neste ambiente. Vejam  que a Taís Targa tem a dizer sobre está questão, já que ela tem muita experiência na área de Recrutamento e Seleção e acabou passando algumas vezes por esta situação. Artigo interessante que poderá esclarecer, revelar e desmitificar alguns destes relatos.

“No início do processo seletivo, o candidato assinava um termo em que declarava estar ciente de que faríamos diversas consultas com a intenção de verificar aspectos envolvendo seu nome e CPF. Assim, nós costumávamos consultar não apenas órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC, mas também levantávamos a ficha do candidato, no que diz respeito a antecedentes criminais, por exemplo. Quando encontrávamos algo, nós não o eliminávamos. Na verdade, essa não era uma decisão do recrutador. Nosso papel era fazer um relatório e enviar ao RH da empresa para a qual estávamos realizando a seleção. Era deles a decisão de manter ou não o candidato no processo.

Tudo era feito com o máximo de clareza possível. Nas situações em que o candidato era descartado do processo, era comum que entrássemos em contato e informássemos o motivo pelo qual isso ocorreu. Hoje, observando o mercado, percebo que a nossa conduta na época era bem transparente e respeitosa, apesar do risco legal que corríamos por ser assim. O que eu noto é que, apesar de o tempo ter passado, as empresas continuam a checar as pessoas que contratam, mas não avisam isso a elas. Não vou entrar aqui nesse mérito, no fato de as empresas fazerem isso sem o conhecimento do candidato, pois este não é o foco do artigo. O fato é que, ao encontrar negativação em nome de um profissional, a empresa pode:

  • Contratar.

Apesar de saber da negativação, a empresa reconhece que existe uma crise financeira e que muitos brasileiros, devido a isso, não têm conseguido manter seu nome limpo.

  • Contratar, dependendo da área de atuação do profissional.

É comum que, se a vaga for para a área financeira/contábil, como em bancos e auditorias, por exemplo, não haja a contratação de pessoas cujo nome esteja em cadastros de proteção ao crédito. Estas áreas lidam diretamente com dinheiro, orçamento, etc. e este tipo de organização tende a ser mais conservadora nesse sentido.

  1.  Não contratar.

Ainda que o profissional seja excelente, há empresas que simplesmente não contratam pessoas que estejam com o nome “sujo”. É claro que há empresas que nem fazem checagem. Mas você não tem como saber se elas realizam ou não este tipo de consulta. Se você está com seu nome negativado neste momento, isso não é o fim do mundo. Não se martirize pelo que já passou. Agora é hora de tentar resolver a situação.

Comece analisando se você pode, neste momento, buscar uma renegociação dessa (s) dívida (s). Se não pode, siga em busca da sua recolocação e o seu foco serão as empresas que não fazem consultas desse tipo.

Se a dívida for com bancos ou outras instituições financeiras e você tiver entre 10 e 20% do valor que deve, saiba que são grandes as possibilidades de conseguir renegociar, mas é preciso ajuizar uma ação. Têm sido muito bem-sucedidos os acordos firmados entre os advogados e estas instituições. O bom é que em poucos dias seu nome fica “limpo”. Veja artigo do Dr. Victor Benghi Del Claro sobre este assunto.

O cenário de crise tornou essas empresas muito mais flexíveis. Afinal o endividamento do brasileiro infelizmente só fez crescer nos últimos anos.

Se está preocupado com o pagamento dos honorários advocatícios, é bom saber que a maioria dos advogados só cobra valores no final da ação e geralmente um percentual sobre o montante que foi renegociado.

Minha dica é que contrate sempre alguém da sua confiança, pois a solução de processos desse tipo depende também da agilidade do profissional.”

Conhece alguém que esteja nesta situação? Compartilhe este artigo! Sigam a Tais Targa em seu perfil no Linkedin clicando aqui.

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Paulo Nogueira
Formado em Eletrotécnica e entusiasta do setor de tecnologia, já atuei em empresas do ramo de energia, óleo e gás como técnico de operações, Pressure Downrole Gauge Operator e em plataformas de completação do Brasil e exterior