1. Início
  2. Construção
  3. Mesquita de Casablanca foi construída praticamente sobre o oceano e parece flutuar sobre o Atlântico: engenheiros usaram 26 mil m³ de concreto, 59 mil m³ de rochas e mais de mil toneladas de aço no minarete de 210 metros, enquanto uma cobertura móvel de 1.100 toneladas abre em poucos minutos
Faça um comentário 10 min de leitura

Mesquita de Casablanca foi construída praticamente sobre o oceano e parece flutuar sobre o Atlântico: engenheiros usaram 26 mil m³ de concreto, 59 mil m³ de rochas e mais de mil toneladas de aço no minarete de 210 metros, enquanto uma cobertura móvel de 1.100 toneladas abre em poucos minutos

Imagem de perfil do autor Carla Teles
Escrito por Carla Teles Publicado em 10/08/2026 às 14:42
Assista o vídeoMesquita de Casablanca foi construída praticamente sobre o oceano e parece flutuar sobre o Atlântico engenheiros usaram 26 mil m³ de concreto, 59 mil m³ de rochas e mais de mil (6)
Mesquita de Casablanca usa concreto diante do Atlântico, com minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas. Imagem: Wikipedia commons.
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

A Mesquita de Casablanca, oficialmente Mesquita Hassan II, avança sobre uma plataforma junto ao Atlântico e combina fundações rochosas, 26 mil m³ de concreto, 59 mil m³ de enrocamento, minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas que pode abrir em cerca de cinco minutos durante sua operação.

A Mesquita de Casablanca, conhecida oficialmente como Mesquita Hassan II, foi construída junto ao Oceano Atlântico, no Marrocos, sobre uma plataforma cuja estrutura avança pela costa e cria a impressão de que parte do complexo flutua sobre a água. Concluída em 1993, a obra combina fundações apoiadas em rocha, grandes volumes de concreto e enrocamento, proteção contra ondas, um minarete de 200 metros e uma cobertura móvel de grandes proporções.

As informações foram publicadas pelo Monitor do Mercado em 9 de agosto de 2026, em reportagem sobre as soluções de engenharia empregadas na Mesquita Hassan II. O material detalha como pilares, concreto armado, rochas de proteção e sistemas mecânicos foram combinados para permitir que uma construção monumental permaneça exposta diariamente à maresia, ao vento e à força das ondas do Atlântico.

Mesquita de Casablanca foi construída praticamente diante do oceano

Mesquita de Casablanca usa concreto diante do Atlântico, com minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas.
Imagem: Reprodução/The Silent Traveller/YouTube.

Parte do complexo da Mesquita Hassan II ocupa uma plataforma posicionada diretamente junto à costa de Casablanca. Essa escolha arquitetônica aproximou o edifício do mar, mas também obrigou engenheiros a desenvolver uma estrutura capaz de transmitir as cargas da grande sala de oração até fundações firmemente apoiadas sobre a formação rochosa.

Grandes pilares atravessam os níveis inferiores e ajudam a conduzir o peso da construção. A sensação de que a Mesquita de Casablanca flutua sobre o Atlântico é resultado de uma composição arquitetônica que esconde uma estrutura pesada e profundamente ancorada, necessária para enfrentar um dos ambientes mais agressivos para concreto e aço.

Fundações consumiram 26 mil m³ de concreto

A construção das fundações marítimas exigiu aproximadamente 26 mil metros cúbicos de concreto, segundo os dados apresentados. O volume foi utilizado em conjunto com outros elementos estruturais responsáveis por sustentar a plataforma e distribuir as cargas da mesquita sobre a base rochosa.

O concreto armado forma pilares, lajes e paredes que trabalham como um sistema integrado. A resistência estrutural precisa coexistir com a proteção contra infiltração de água salgada, porque a presença constante de cloretos pode atingir as armaduras metálicas e comprometer o material ao longo do tempo.

Mais 59 mil m³ de rochas protegem estrutura contra as ondas

Mesquita de Casablanca usa concreto diante do Atlântico, com minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas.
Imagem: Divulgação

Além do concreto, foram empregados aproximadamente 59 mil metros cúbicos de enrocamento, formado por grandes volumes de rocha posicionados para proteger a plataforma. Essa massa funciona como uma barreira física capaz de dissipar parte da energia das ondas antes que elas atinjam diretamente os elementos estruturais.

Os blocos também ajudam a controlar erosão e impactos repetitivos na região costeira. A Mesquita de Casablanca depende, portanto, não apenas da estrutura que sustenta seu próprio peso, mas também de uma defesa marítima construída ao redor dela, reduzindo a ação direta do oceano sobre pilares e paredes.

Ambiente marítimo é um desafio permanente para concreto e aço

Construções instaladas junto ao mar ficam expostas a um conjunto de agentes agressivos. Umidade, partículas de sal, vento e contato constante com água salgada podem acelerar processos de deterioração que não aparecem com a mesma intensidade em edifícios localizados longe da costa.

Os cloretos presentes na água podem penetrar fissuras e poros do concreto até atingir o aço das armaduras. Quando a corrosão começa, o metal pode aumentar de volume e provocar fissuras e desprendimentos nas camadas externas, tornando manutenção e inspeção contínuas indispensáveis.

Enrocamento reduz impacto direto do Atlântico

Mesquita de Casablanca usa concreto diante do Atlântico, com minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas.
Imagem: Wikipedia.

A camada de rochas próxima à plataforma possui uma função semelhante à de uma proteção costeira. Ao receber parte do impacto das ondas, o enrocamento reduz a quantidade de energia que chega às estruturas principais do complexo.

Essa solução é particularmente importante porque o edifício permanece exposto continuamente às condições marítimas. Não se trata apenas de resistir a uma onda excepcional, mas de suportar milhares de ciclos de impacto, umidade e sal durante décadas de funcionamento.

Concreto armado forma o esqueleto resistente do complexo

Por trás dos revestimentos decorativos e do artesanato tradicional existe uma estrutura moderna de concreto armado. Pilares, paredes e lajes são responsáveis por receber cargas do edifício, efeitos do vento e esforços transmitidos pela proximidade com o oceano.

A qualidade e a espessura do concreto também contribuem para retardar a entrada de água salgada até as armaduras. Na Mesquita de Casablanca, o material desempenha simultaneamente funções de resistência e proteção, condição fundamental para uma construção posicionada em contato tão próximo com o ambiente marítimo.

Minarete alcança 200 metros de altura

Mesquita de Casablanca usa concreto diante do Atlântico, com minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas.
Imagem: Wikimedia commons.

Um dos elementos mais marcantes da Mesquita Hassan II é seu minarete, que atinge 200 metros de altura, conforme os dados apresentados pela fonte. A torre se destaca na paisagem de Casablanca e exige uma estrutura capaz de resistir ao próprio peso e às ações laterais provocadas pelo vento.

O minarete foi construído com concreto fortemente armado e recebeu sílica ativa na composição da mistura para melhorar seu desempenho. A altura transforma a torre não apenas em um marco visual, mas também em uma estrutura vertical submetida a exigências consideráveis de estabilidade.

Torre utilizou 9 mil m³ de concreto

Somente o minarete consumiu aproximadamente 9 mil metros cúbicos de concreto. O volume dá dimensão à quantidade de material necessária para erguer uma torre monumental que permanece exposta aos ventos vindos do Atlântico.

A estrutura precisa transferir essas cargas até sua base sem comprometer estabilidade ou durabilidade. A combinação de geometria, concreto de desempenho adequado e grandes quantidades de armadura permite que o minarete mantenha rigidez mesmo diante de ações ambientais contínuas.

Mais de mil toneladas de aço reforçam o minarete

A estrutura do minarete utiliza mais de mil toneladas de armaduras, quantidade que evidencia o nível de reforço necessário para uma torre desse porte. O aço trabalha em conjunto com o concreto para resistir principalmente aos esforços de tração que o material cimentício sozinho não suportaria da mesma maneira.

O desafio adicional é proteger essas armaduras da corrosão provocada pela maresia. Quanto mais próximo o aço está de um ambiente rico em sal, maior precisa ser a atenção à qualidade do concreto, impermeabilização e manutenção, evitando que cloretos alcancem os elementos internos.

Cobertura móvel pesa aproximadamente 1.100 toneladas

Outro elemento de engenharia que diferencia a Mesquita de Casablanca é a grande cobertura móvel sobre a sala de oração. O sistema possui aproximadamente 3.400 metros quadrados de área e movimenta uma estrutura com peso estimado em 1.100 toneladas.

Apesar das dimensões, o mecanismo foi projetado para abrir a cobertura e transformar o espaço central. Uma massa comparável à de uma grande estrutura industrial pode ser deslocada de maneira controlada, modificando completamente a relação entre o interior do templo, o céu e o ambiente externo.

Teto pode abrir em cerca de cinco minutos

Segundo a fonte, o movimento completo de abertura leva aproximadamente cinco minutos. O mecanismo transforma uma grande parte da sala de oração fechada em um espaço aberto, permitindo entrada direta de luz e ventilação.

A velocidade chama atenção porque o sistema precisa movimentar uma estrutura de 1.100 toneladas com precisão e segurança. A cobertura combina engenharia mecânica e arquitetura em uma escala rara, mostrando que partes monumentais de um edifício também podem ser projetadas para se mover.

Sala de oração comporta cerca de 25 mil pessoas

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

A sala principal possui capacidade aproximada para 25 mil pessoas, o que acrescenta outra dimensão aos desafios estruturais e arquitetônicos. Grandes vãos precisam permitir circulação e concentração de milhares de usuários sem perder a monumentalidade visual do espaço.

A cobertura móvel atua justamente sobre essa área central. Quando aberta, ela modifica iluminação, ventilação e percepção do ambiente, aproximando os ocupantes dos elementos naturais que fizeram parte do conceito arquitetônico do complexo.

Materiais resistentes ajudam a conter a ação da maresia

Além do concreto armado e do enrocamento, o edifício utiliza materiais e sistemas destinados a limitar danos causados pelo ambiente costeiro. Aço inoxidável, revestimentos minerais e soluções de impermeabilização aparecem em áreas sujeitas a maior exposição.

Essas camadas complementam a estrutura principal. Nenhum material isolado resolve sozinho o problema da maresia, razão pela qual a proteção depende da combinação entre projeto estrutural, escolha dos materiais, barreiras físicas e manutenção periódica.

Manutenção continua necessária décadas após a conclusão

A construção ter sido concluída em 1993 não significa que o desafio de engenharia tenha terminado. Fissuras, impermeabilizações e áreas voltadas diretamente para o mar precisam ser acompanhadas para que pequenas deteriorações não evoluam para problemas estruturais maiores.

A Fundação da Mesquita Hassan II administra a manutenção do complexo. Em uma construção submetida permanentemente ao Atlântico, conservar faz parte do próprio projeto de engenharia, porque a durabilidade depende tanto do que foi construído originalmente quanto do cuidado realizado ao longo dos anos.

Engenharia moderna sustenta acabamento artesanal

Mesquita de Casablanca usa concreto diante do Atlântico, com minarete de 200 metros e cobertura móvel de 1.100 toneladas.
Imagem: Reprodução/The Silent Traveller/YouTube.

A estrutura resistente da mesquita utiliza concreto, aço e sistemas mecânicos modernos, enquanto as superfícies visíveis incorporam materiais associados à tradição marroquina. Madeira esculpida, mármore, gesso trabalhado e zellige compõem grande parte do acabamento.

Essa divisão de funções permite que tecnologia estrutural e artesanato coexistam. Enquanto o concreto e o aço sustentam cargas e enfrentam o oceano, os revestimentos criam a identidade estética do edifício, escondendo grande parte da complexidade técnica necessária para mantê-lo em pé.

Mais de 53 mil m² de madeira esculpida integram o complexo

Segundo os dados apresentados, mais de 53 mil metros quadrados de madeira esculpida aparecem em tetos, portas e galerias. O volume revela a escala do trabalho artesanal incorporado a uma construção monumental.

O contraste é significativo: por baixo desses acabamentos existem grandes volumes de concreto e armaduras. A Mesquita de Casablanca une sistemas de engenharia pesada a técnicas decorativas tradicionais, criando uma aparência que não revela imediatamente a massa estrutural escondida sob as superfícies.

Zellige marroquino protege e ornamenta superfícies

Os mosaicos geométricos conhecidos como zellige também fazem parte do acabamento. Além da função ornamental, esses revestimentos compõem superfícies projetadas para resistir ao uso e integrar diferentes ambientes do complexo.

A aplicação demonstra como uma construção de escala moderna pode manter técnicas tradicionais. A engenharia não substituiu o artesanato; ela criou a base resistente sobre a qual milhares de metros quadrados de acabamento puderam ser instalados.

Oceano faz parte da própria arquitetura

A proximidade do Atlântico não foi tratada apenas como um obstáculo estrutural. O mar também participa da experiência visual do edifício, com horizonte, luz refletida e som das ondas integrados à percepção do espaço.

Portas envidraçadas e a cobertura móvel reforçam essa relação. A água foi incorporada como parte do conceito arquitetônico, mesmo exigindo uma quantidade muito maior de proteção estrutural e manutenção do que seria necessária em um terreno distante do oceano.

Mesquita de Casablanca parece flutuar porque estrutura fica escondida

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Quando observada de determinados ângulos, a Mesquita de Casablanca parece avançar diretamente sobre o Atlântico. Essa impressão visual esconde fundações assentadas em rocha, pilares robustos, dezenas de milhares de metros cúbicos de concreto e enrocamento e sistemas destinados a controlar a ação das ondas.

O efeito arquitetônico depende justamente dessa estrutura pouco visível. Quanto mais leve o edifício parece sobre a paisagem marítima, maior é o contraste com a quantidade de material necessária para sustentá-lo e protegê-lo.

Construção monumental depende de força, movimento e manutenção

A Mesquita de Casablanca reúne diferentes escalas de engenharia em um mesmo complexo: 26 mil m³ de concreto nas fundações marítimas, 59 mil m³ de enrocamento, um minarete de 200 metros reforçado com mais de mil toneladas de aço e uma cobertura móvel de 1.100 toneladas.

Por trás da imagem de um edifício aparentemente suspenso diante do oceano está uma infraestrutura projetada para enfrentar forças permanentes do ambiente marítimo. A obra combina peso estrutural, partes móveis, proteção contra corrosão e manutenção contínua para preservar sua relação direta com o Atlântico. Para você, o que mais impressiona nessa construção: o minarete de 200 metros, a cobertura móvel de 1.100 toneladas ou a engenharia necessária para erguer tudo praticamente sobre o oceano? Deixe sua opinião nos comentários.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x