Nova Yamaha R3 Connected 2026 perde potência, continua gastona e chega cara sem quickshifter real
A Yamaha R3 Connected 2026 chega ao mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 36.990 (mais frete), posicionando-se como uma esportiva de entrada com apelo jovem. O modelo mantém o motor bicilíndrico de 321 cm³, mas com recalibração que reduziu sua potência de 42 cv para 41,3 cv, além de torque de 3,0 kgfm. Apesar do novo visual e da integração ao app Y-Connect, usuários relatam que a moto continua com consumo alto e não oferece recursos eletrônicos esperados na categoria, como o quickshifter.
Visual atualizado, mas sem revolução
A carenagem dianteira foi redesenhada com entradas de ar em “M” e farol em projetor LED com DRL. As setas agora ficam mais altas e a traseira recebeu lanternas redesenhadas. No assento, o banco do piloto ficou mais estreito e curto, enquanto o do garupa ganhou largura extra para mais conforto. O peso em ordem de marcha é de 171 kg, mantendo a proposta de leveza para uso urbano e esportivo.
A suspensão dianteira continua invertida de 37 mm (KYB), com traseira monoamortecida ajustável em pré-carga. Nos freios, discos nas duas rodas com ABS e pinças Nissin garantem segurança dentro do padrão da categoria.
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Motor com menos potência e consumo elevado
O motor de 321 cm³ DOHC entrega 41,3 cv após a recalibração da injeção, queda de 0,7 cv em relação ao modelo anterior. Embora a diferença seja “imperceptível” na prática, a mudança gerou críticas por ocorrer em paralelo ao aumento de preço. A velocidade final informada é próxima de 190 km/h, com limitador de painel em 199 km/h.
O problema mais citado é o consumo: em uso esportivo, a R3 2026 registra entre 12 e 15 km/l, enquanto em condução calma chega a 18–22 km/l. Com tanque de 14,2 litros, a autonomia pode decepcionar quem busca uma moto equilibrada para viagens.
Conectividade: avanço limitado
O painel “blackout” 100% digital agora tem Bluetooth e tomada USB tipo A. Pelo Y-Connect, é possível acessar dados como consumo, alertas de manutenção, voltagem da bateria e até rotação em tempo real. O destaque negativo é o chamado “rastreador”: o app mostra apenas o último local estacionado, e somente quando a moto está pareada. Não há rastreamento remoto independente, o que frustra quem esperava mais segurança.
Outro detalhe é o ícone de QS (quickshifter) exibido no painel, mas que não está ativo no Brasil. Na prática, o recurso continua ausente, apesar da interface sugerir sua presença.
Preço alto para a entrega
A R3 Connected 2026 chega às concessionárias com preço inicial de R$ 36.990 + frete, enquanto na Tabela Fipe seminovas aparecem na faixa de R$ 35.100. O valor reforça a percepção de que a moto encarece sem entregar os recursos eletrônicos esperados para justificar o custo.
No comparativo, a R3 segue como opção de entrada no universo esportivo, mas perde competitividade frente a rivais que já oferecem melhor consumo, quickshifter e pacotes tecnológicos mais completos na mesma faixa de preço.
A Yamaha R3 Connected 2026 melhora em design e adiciona conectividade, mas perdeu potência, continua gastona e não entrega recursos como quickshifter ou rastreamento real, cobrando caro pelo pacote.
E você, acha que a R3 Connected 2026 ainda vale os quase R$ 37 mil ou perdeu espaço para rivais que entregam mais por menos? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir a voz de quem vive a realidade das duas rodas.